Gastroenterologia veterinária: conheça mais sobre essa especialidade

É muito comum os cães possuírem algum distúrbio digestivo, é uma casuística expressiva entre os atendimentos. A gastroenterologia veterinária pesquisa meios para solucionar e controlar as alterações no trato gastrointestinal do animal, sejam elas agudas ou crônicas. Por ter inúmeras patologias, que englobam doenças periodontais, ingestão de corpos estranhos, parasitoses, viroses, alergias, bacterioses, inflamações e neoplasias, é uma área que necessita de muita investigação, normalmente feita através de exames. Através desses procedimentos é conhecido o interior dos órgãos que compõem o trato digestivo, revelando, se o cão possui apenas um mal-estar ou uma disfunção mais grave.

Diagnóstico assertivo

As principais investigações realizadas por um médico veterinário são a endoscopia e ultrassonografia. A endoscopia deve ser dominada por um especialista do ramo, ainda que seja um estudo minimamente invasivo, é feito com anestesia geral, e que permite verificar a vitalidade do trato intestinal, vias aéreas altas e baixas, trato urinário, cavidade abdominal e torácica, articulações, e recolher material para análise histopatológica, de maneira rápida e segura, priorizando o bem estar animal. Com essa técnica moderna e detalhada, e exames complementares, como hemograma, há um diagnóstico preciso, que irá direcionar uma terapia correta e eficaz.

Avanços na área

A endoscopia é dada do século XIX, mas só no final do século XX houve melhoramento nas lentes do endoscópio, facilitando a visualização dos órgãos e o diagnóstico, atualmente, ela se mostra ainda mais benéfica, auxiliando na remoção de corpos estranhos, cirurgias laparoscópicas e das articulações. Com esse exame, o veterinário cede ao animal mais conforto, durante e o exame e a recuperação, sendo esta rápida e sem mais complicações, podendo ser realizada no ambulatório. Além disso, é feita com dois tipos de endoscópios, os rígidos e os flexíveis, estes são utilizados para visualizar o trato intestinal e vias aéreas, aquele, para visualizar o reto, cavidade nasal, trato urinário, articulações, cavidade abdominal e torácica.

Alta aplicabilidade

O conhecimento dessa especialidade é significativo para todos os momentos da vida do pet, nos mais jovens há doenças causadas majoritariamente por vírus e parasitas intestinais, assim como irritações causadas por alergias ou intolerâncias ainda não conhecidas, ou adaptação de dieta. Nos adultos, em geral, é visto em maior ocorrência inflamações, neoplasias, tumores e doenças relacionadas ao fígado e  pâncreas.

 

Diante disto, cabe ao gastroenterologista lidar com diversos quadros, os quais podem acarretar em uma mudança de hábitos (tanto do paciente quanto do tutor), intervenções cirúrgicas e tratamentos vitalícios. A orientação nutricional, inclusive, faz parte dos encargos desse veterinário, assim como uso de medicamentos antidiarreicos, laxantes, protetores gástricos, antieméticos, vermífugos, antibióticos, suplementos, imunossupressores e manipular fluidoterapia.

Panorama do mercado

A consulta com esse especialista deve ser frequente mesmo que não haja doenças crônicas, uma vez que previne futuras enfermidades, um bom entendimento acerca de GE se mostra crucial para os atuantes da área, já que além de prevenir e tratar patologias gastrointestinais, pode observar colateralidade de doenças de outros órgãos, como na doença renal. Por isso, um clínico se destaca no mercado de trabalho possuindo conhecimento aprofundado em gastroenterologia, é uma área crescente que dá apoio a todas as outras.

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Você já se imaginou como um imaginologista? Saiba mais sobre o diagnóstico por imagem veterinário!

Há muito tempo não é mais preciso adivinhar o diagnóstico apenas com manifestações externas das patologias. Graças ao diagnóstico por imagem veterinário, o médico tem amplo conhecimento do que ocorre nas cavidades dos animais consultados.

Avanços na área

A especialidade de diagnóstico por imagem tem como característica a tecnologia, essas duas áreas se complementam e co-evoluem, logo, é necessário que o veterinário esteja sempre antenado nas inovações e melhoramentos do equipamento. Assim como, é indispensável que o especialista forme parcerias com outras áreas, já que o diagnóstico de imagem deve ser solicitado por um cirurgião, clínico ou outro profissional, agregando e complementando os exames.

Uma vez que os animais não podem nos dizer se estão com dor, e onde estão sentindo incômodo, cabe ao profissional tomar as providências necessárias para descobrir, com a maior agilidade possível, porquê o paciente está desconfortável. Da mesma maneira, o médico deve usar seu bom julgamento para indicar os exames e procedimentos realmente úteis para os casos, evitando exames desnecessários e agilizando o tratamento adequado. Por isso, mais uma vez, a colaboração com outros clínicos é importante, a soma das experiências em diversas áreas apenas melhora o atendimento e a terapia.

Diagnóstico assertivo

O diagnóstico por imagem é primordial para uma correta identificação dos quadros de saúde, é uma ferramenta que auxilia na investigação de cenários de animais grandes e pequenos, domésticos e silvestres. 

Esse ramo possui uma ampla gama de exames que resumem-se em ressonância magnética, tomografia computadorizada, ecografias, endoscopias, ecocardiogramas, mielografia, ecodopplercardiograma, uso de anestesia e contraste. E os exames mais conhecidos como raio-X e ultrassom, esses procedimentos requerem, na maioria das vezes, que o paciente se mova o menos possível para uma obtenção clara das imagens, sem a necessidade de precisar repetir e causar mais incômodo ao animal.

Cuidados ao paciente e segurança do MV

Ao contrário do seu humano, é difícil manter um pet tranquilo, a viagem à clínica, uma ambiente estranho e a socialização com outras pessoas e animais já pode o deixar bem perturbado, por isso pode haver a necessidade de sedação, ainda que o processo seja rápido e específico. 

 

O médico deve ter a perícia de segurar o paciente na posição correta para uma boa imagem, mesmo em lugares pequenos e mais específicos. Quando se concerne a animais selvagens, para a preservação da equipe e do selvagem, é preciso o uso de sedativos e equipamentos de segurança (EPI’s), em particular, nos exames de radiografia. 

 

Tais intervenções precisam de mais atenção do que as outras, já que há a utilização de materiais radioativos, que mal manipulados, causam grandes males à saúde, humana e animal. Tanto, que esses profissionais têm uma carga horária diferente da habitual, trabalha-se apenas quatro horas diárias, com férias de vinte dias a cada seis meses seguidos de trabalho, portanto, 40 dias de férias por ano, usualmente o trabalhador recebe 30 dias de férias por um ano de trabalho. Além disso, quem atua diretamente com radiografia tem direito a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

Panorama do mercado

O mercado de trabalho para o diagnóstico por imagem é extenso, já que são estratégias primordiais para a identificação dos quadros e laudos. Ainda assim, há escassez de mão de obra especializada que saiba operar os equipamentos, já que requer formação e conhecimento apurado. As principais atuações são em hospitais e clínicas, podendo, com uma pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), seguir o ramo da docência. 

Titulo de especialista

O Conselho Federal de Medicina Veterinária regulamentou no dia 06 de fevereiro a concessão de Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem na Medicina Veterinária. A Associação de Radiologia Veterinária é a entidade habilitada para conferir a especialidade aos médicos veterinários nos próximos cinco anos.

Caso seja do interesse do médico veterinário, o mesmo deverá solicitar o título ao CRMV de seu respectivo estado. Confira em maiores detalhes clicando aqui.

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CONQUISTAR UM SONHO DE CURSAR MEDICINA VETERINÁRIA E SE DAR CONTA QUE, DEVIDO AS PRESSÕES, VOCÊ ESTÁ PASSANDO POR SÍNDROMES DE ESGOTAMENTO DA PROFISSÃO É DEVASTADOR.

Lidar com uma nova vida, a de estudante universitário, não é tarefa fácil para a maioria das pessoas. Pressões de provas e as responsabilidades de se morar sozinho pode despedaçar o sonho de se tornar médica veterinária. Para quem já se formou pode ser ainda mais devastador. Pressões dos tutores cada dia mais esclarecidos e exigentes, tanto na prática em clínicas particulares, como em residências, levam a síndromes de esgotamento profissional muito estudadas hoje em dia.

O burnout é uma delas, e é uma síndrome definida por três facetas: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal.

Exaustão emocional resulta do uso de si mesmo como uma ferramenta na solução dos problemas do cliente. O estado de exaustão emocional leva à capacidade diminuída de se conectar com os clientes em um nível emocional.

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A despersonalização é melhor descrita como a desumanização de clientes – quando nossas atitudes em relação a elas e nossa percepção delas são cínicas e insensíveis.

A despersonalização tende a se desenvolver paralelamente ou em consequência do esgotamento emocional.

Por fim, a realização pessoal reduzida é a crença de que o trabalho de alguém não tem um impacto positivo ou não tem significado.

ENTÃO, O QUE É QUE DEIXA MUITOS VETERINÁRIOS “ANSIOSOS” NO TRABALHO E EM CASA?

Muitas vezes, a fonte é externa. O estresse das pressões organizacionais e / ou um ambiente de trabalho difícil pode se manifestar em sintomas emocionais ou físicos – raiva, tristeza, falta de concentração, incapacidade de dormir.

O estresse crônico tem sido culpado pelo ganho de peso, porque o estresse produz cortisol e concentrações elevadas de cortisol podem promover o armazenamento de gordura no abdômen profundo.

Isso pode ser muito frequente logo no início da profissão veterinária, como nos programas de residência veterinária, que possui uma carga horária elevada e grande pressão.

O problema também pode derivar de dentro – da própria natureza de ser uma pessoa interessada em uma profissão de cuidado.

A Dra. Lisa Miller, ex-presidente do Comitê de Bem-Estar da AVMA e membro do corpo docente do Atlantic Veterinary College, da University of Prince Edward Island, observa que existe até um nome para o problema de cuidar dos outros à custa de si mesmo: “fadiga da compaixão”. ”

FADIGA DE COMPAIXÃO

Fadiga de compaixão resulta quando um indivíduo está esgotado de recursos emocionais internos. Pessoas em profissões de cuidado, especialmente aquelas que trabalham em situações de emergência, podem ser vulneráveis.

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“Por causa da natureza carinhosa de nosso campo, alguns de nós praticam nossa empatia ao extremo, em detrimento de nós mesmos”, diz o Dr. Miller. “Se não enchermos nosso ‘balde de empatia’ de vez em quando, acabamos”.

ESCLARECENDO

Ao contrário do burnout, a fadiga da compaixão não é situacional. É trazido em resposta aos pacientes e / ou clientes. Tirar folga ou encontrar um novo hospital para trabalhar não vai curar a fadiga da compaixão com a qual você pode estar sofrendo.

A melhor maneira de combatê-lo é abordar a questão de frente e, muitas vezes, isso significa pedir ajuda. Os assistentes sociais veterinários e os profissionais de saúde mental podem ajudar a aliviar muitos dos sintomas da fadiga da compaixão e iniciar o caminho para a recuperação.

Fadiga de burnout e compaixão pode afetar todos nós de maneiras diferentes e encontrar o remédio às vezes pode parecer impossível.

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Alcançar os outros pode ajudar; falar sobre as maneiras pelas quais superamos esses obstáculos pode ser esclarecedor para os profissionais veterinários que estão reconhecendo que são afetados.

O primeiro passo bem-sucedido no combate ao esgotamento e fadiga da compaixão, no entanto, é aprender as ferramentas para evitá-lo.

Tire um tempo todos os dias para sair da sua cabeça e ter um momento de paz.

Mantenha uma linha aberta de comunicação com seus colegas de trabalho para que o estresse não se acumule. Se não estiver satisfeito com as suas condições de trabalho atuais, altere-as e encontre um novo emprego.

Descanse bastante, não se esqueça de tirar uma folga regularmente e encontrar um equilíbrio saudável entre trabalho e vida.

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