Me formei! E agora?

O momento da formação é um dos mais assustadores durante a faculdade. Estou pronto para o primeiro emprego?

É um sentimento que começa como um nó no estômago e se eleva através do seu corpo, parando em um nó na parte de trás da garganta. Preocupação – das ansiedades cotidianas ao pânico total – é um sentimento que todos experimentamos em relação a uma gama completa de problemas. Mas, para os alunos, há uma ansiedade que vem e volta nas suas cabeças: encontrarei emprego quando me formar? Passarei na residência veterinária? Que caminho devo seguir?

Para todas as dicas de empregabilidade no mundo, não há como escapar do fato de que a perspectiva de deixar a universidade e encontrar um emprego pode ser assustadora.

“Ainda estou um ano longe da graduação, mas o desemprego é algo com o qual me preocupo diariamente”, dizem a maioria dos estudantes de medicina veterinária.

Uma pesquisa descobriu que, para 26% dos estudantes, o emprego de pós-graduação foi um dos principais fatores desencadeantes de sofrimento mental. Preocupar-se em conseguir um emprego está deixando muitos estudantes insatisfeitos.

Na medicina veterinária não é diferente. Devido a um aumento significativo de cursos de medicina veterinária no Brasil, a concorrência aumento assustadoramente nos últimos anos, tornando uma dificuldade de se posicionar no mercado de trabalho.

Do outro lado, o mercado brasileiro cresce vertiginosamente, se inovando, e trazendo novas oportunidades antes não existentes: Setor comercial de vendas, startups de tecnologia, aumento do número de programas de residência veterinária, entre outros.

Veja aqui um artigo sobre o mercado veterinário no Brasil.

É normal estar ansioso sobre o seu futuro, e é importante perceber que você não está sozinho.

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Natalia, uma estudante de aconselhamento, diz: “Pode ser muito assustador pensar nisso. O medo e a preocupação do futuro podem me deixar chateada e, às vezes, irritada com os outros que têm emprego – embora eu saiba que não é culpa deles”.

Construir uma rede de apoio na universidade pode realmente ajudar. Seus amigos provavelmente estão se sentindo da mesma maneira, então pode ajudar a falar com eles sobre suas preocupações. Com certeza você não está sozinho nessa difícil fase.

Faça uso total do suporte disponível na universidade.

Em algumas faculdades já tem na disposição do seu campus um local específico de tratamento psicológico para os alunos, como é o caso da faculdade Pitágoras em São Luís – Ma.

Caso a sua faculdade venha a disponibilizar suporte, seja ele psicológico ou de orientação profissional é de suma importância que você faça total uso desses suportes enquanto estuda nessa instituição.

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Formar um bom currículo durante a faculdade pode fazer diferença!

Para recém-formados com pouca ou nenhuma experiência de trabalho, atividades extracurriculares podem demonstrar habilidades importantes que são altamente valiosas no local de trabalho.

 

Veja aqui de que maneira você pode construir um currículo!

Eles também ilustram a capacidade de um indivíduo de gerenciar seu tempo e, muitas vezes, mostram um conjunto de habilidades leves e bem desenvolvidas em relação à liderança, treinamento, envolvimento da comunidade ou capacidade de jogar em equipe.

Uma das melhores opções que o recém formado em medicina veterinária tem logo após a formação é a residência veterinária. Ela trará conhecimento prático e técnico, com um suporte de orientador pelos primeiros dois anos de profissão. Isso pode ser uma transição interessante para enfrentar o mercado profissional.

 

Conheça nosso Curso Preparatório para Residência Veterinária!

10 Dicas para uma mente saudável na faculdade

Entre os exames, longos artigos e a manutenção de uma vida social ativa, muitos estudantes universitários acham que não conseguem encontrar tempo para manter a saúde e o bem-estar pessoal até que a doença os prenda.

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Com a maioria das faculdades fornecendo cuidados de saúde e atividades físicas intermináveis para os estudantes, manter-se saudável na faculdade é mais fácil do que você pode imaginar.

Aqui estão algumas dicas para ajudar os alunos a aproveitar ao máximo os recursos e garantir que eles permaneçam saudáveis e livres de doenças durante o período de educação.

1. Desenvolva uma rede de suporte.

Forme um grupo de amigos próximos. Fique em contato com sua família. Conheça seus conselheiros e instrutores. Quanto mais pessoas você conhecer na sua faculdade, mais conectado com ela, você se sentirá.

2. Durma o suficiente.

O sono é vital para o seu bem-estar mental. Vá para a cama a uma hora razoável. Acorde mais ou menos na mesma hora todos os dias. Mantenha seu quarto escuro e quieto à noite.

 

3. Varie suas refeições.

Quando o refeitório tem suas comidas favoritas diárias, pode ser fácil variar entre os favoritos todos os dias.

Mudar sua dieta no dia-a-dia é uma parte importante da boa nutrição, então aproveite a variedade de seleções disponíveis para você.

 

4. Tomar café da manhã.

Comece o seu dia com uma boa refeição quando se levantar. Não importa se você está saindo da cama ao meio-dia ou na madrugada para a aula, certifique-se de começar o dia com uma refeição equilibrada e saudável.

 

5. Mantenha lanches saudáveis por perto.

É fácil comer saudável se você mantiver os Cheetos à distância e estocar seu dormitório com frutas e outros lanches saudáveis.

Lembre-se, se você mantiver os alimentos corretos perto de si, não haverá a famosa “tentação”, fazendo com que a alimentação saudável se torne mais fácil.

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6. Beba moderadamente.

Enquanto os estudantes universitários são conhecidos por suas festas, você ainda pode ter um bom tempo sem consumir todas as calorias que vêm junto com a cerveja.

Além de evitar as ressacas e outros efeitos negativos. Beba com moderação e você pode ter um bom tempo sem ferir sua saúde.

 

7. Não lute contra o estresse comendo.

Pode ser tentador pegar um saco de batatas fritas ou alguns biscoitos quando você está estressado com um exame iminente.

Comer não vai ajudar seu estresse a desaparecer, então evite se encher de besteiras. Tente treinar ou fazer uma pausa.

 

8. Evite o abuso de substâncias.

É fácil exagerar quando você é estudante. Mas o uso excessivo de drogas e álcool coloca você em grave perigo físico e mental. Se você não conseguir controlar suas ações, junte-se a alguém que possa.

 

9. Procure ajuda profissional.

Você não está sozinho. Muitas pessoas podem ajudar. Converse com um adulto de confiança sobre suas preocupações. Ou visite os Serviços ao Estudante.

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10. Tome vitaminas.

Se você sentir que não está recebendo a nutrição que precisa da sua dieta, não hesite em suplementá-la com algumas vitaminas para se manter saudável e livre da doença.

Enriquecimento Ambiental Para Animais

Podemos dizer que nos tempos de hoje os animais de companhia estão sendo “humanizados” por nós, sendo considerados cada vez mais como um “filhinho peludo”, andando ate de berços e de cadeirinhas!! Quando falamos de animais de produção, como os bovinos, pensamos que são animais insensíveis, mas o que nós observamos quando fornecemos algum estimulo para eles, é que são animais brincalhões e que necessitam de enriquecimento ambiental até mesmo para aumentar sua produtividade. Enriquecimento ambiental é considerado o melhor tratamento para as principais alterações comportamentais vista hoje nos animais. Como o próprio nome nos diz, está relacionada com o ambiente em que eles vivem, sendo muito utilizado em zoológicos como meio de “satisfazer” as necessidades dos animais presentes nos zoológicos, tornando assim o ambiente mais favorável para que eles possam expressar sua verdadeira natureza.

Os descendentes dos cachorros, por exemplo, eram os lobos, animais que passavam boa parte de seu dia andando atrás de alimentos com suas matilhas, constituídas essas por um líder e por seus seguidores. Muito dos cachorros que temos hoje ainda sentem a necessidade de serem o líder da matilha ou de viverem em matilha, mas infelizmente a realidade que temos hoje é a falta de tempo e espaço fornecidos para nossos “animaizinhos”, favorecendo assim o aparecimento de animais solitários e problemáticos.

Cada animal e espécie possuí uma característica comportamental específica, sendo necessário dentro do enriquecimento ambiental trabalhar essas características individualmente utilizando métodos diferenciados dependendo do animal, como a técnica “Feline Friendly Handling” que nada mais é do que você trabalhar com o felino de uma forma a evitar o estresse, transformando a consulta, no casos dos veterinários, em algo mais benéfico para os dois lados. Pensando um pouco na questão comportamental e do veterinário, existe a técnica “Fear Free”, como o próprio nome nos diz, trata-se de no momento da consulta deixar o animal livre do medo, principal fator que interfere negativamente o resultado. Vamos comentar um pouco sobre algumas técnicas e métodos de enriquecimento ambiental mais utilizados em cães.

Brinquedos

São os mais utilizados para o enriquecimento ambiental, podendo ser ossos naturais, cordas, brinquedos adequados. Esses brinquedos, além de favorecerem o crescimento da arcada dentaria de animais jovens e de ajudarem na eliminação dos “tártaros”, são uma ótima forma de mantê-los ocupados.

Brinquedos utilizando alimentação

Também é muito usado no enriquecimento ambiental, pois existem brinquedos que possuem furos, onde é possível inserir a ração ou petiscos dentro e conforme o animal brinca cai as “guloseimas”. Outro método muito utilizado é a “Caça ao tesouro” aonde consiste em esconder petiscos, que sejam de agrado de cada animal, nos locais aonde ele costuma ficar, estimulando assim o extinto caçador do animal e o entretendo por algum tempo, além de alimentar seu cão.

Outros ambientes

Da mesma forma que os petiscos estimulam os novos cheiros, passear
com eles também é uma ótima alternativa para estimular. No momento em
que se realiza o passeio ou quando se encontram em novos lugares eles
sentem a necessidade de reconhecer o ambiente, sabendo quem passou por
ali apenas pelo olfato.

http://tudosobrecachorros.com.br/enriquecimento-ambiental-para-caes/

https://canaldopet.ig.com.br/adestramento/2016-12-08/enriquecimento-ambiental-cachorro.html

http://guiapetecia.com.br/noticia_2382-dog_solution_e_a_pioneira_em_trabalhos_com_enriquecimento_ambiental_para_caes.htm

CARNEY, H. C. et al. AAFP and ISFM Feline-Friendly Nursing Care Guidelines. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 14, p. 337-349, 2012.

Fear Free e Feline Friendly Handling

Você já se perguntou por que tem animais, principalmente os gatos, que ficam extremamente irritados quando vão ao veterinário? Ou com medo e fogem até mesmo do proprietário?

Transportar animais para uma visita no veterinário pode ser muito estressante e irritante para o animal, afetando os parâmetros fisiológicos e dificultando anamnese do veterinário. Pensando nisso e em outros aspectos que vamos citar mais adiante, foram criadas as técnicas “Fear Free” e “Feline Friendly Handling” com o intuito de evitar esse medo e estresse. Essas técnicas não são aplicadas apenas no consultório, mas também na residência desses animais, instruído os proprietários. Certamente que para se ter sucesso é importante conhecer o comportamento do animal, para saber o porquê ele teve essa reação.

A espécie animal que será mais beneficiada por essas técnicas, e a que vamos abordar, é a felina, pois é a espécie que mais demonstra agressivamente ou que altera seus parâmetros normais quando ameaçados ou “encurralados”. Gatos foram sempre predadores e algumas atitudes são desencadeadas por conta desse papel que vem de seus ancestrais. Abaixo nós temos uma imagem que demonstra as principais alterações comportamentais encontradas nos felinos com relação a Aggression (agressividade) e Fear (medo).

Fear Free

Traduzindo ao pé da letra significa “livre de medo”, e é exatamente isso que essa técnica nos traz. As duas técnicas são utilizadas simultâneas, pois uma complementa a outra, mais adiante comentaremos a utilização das duas técnicas. O medo é o principal causador da agressividade nos gatos, em segundo lugar temo a dor, então o objetivo desta técnica é realizar um manejo de uma forma que o animal não se sinta ameaçado evitando o medo ao máximo, como o próprio nome nos diz.

Para se evitar que o animal, por exemplo o gato, esteja “livre do medo” é importante sabermos os motivos que causam esse medo neles. Os principais fatores relacionados com essa emoção são movimentos bruscos e rápidos, se você está estressado com certeza vai passar isso para o animal, barulhos muito altos ou contínuos, cheiros que estão associados negativamente, espaços novos com muita informação nova. Outro fator são as memorias negativas que tiveram em outras visitas e que retornam no momento que ocorre o “estimulo”, podendo ser o jaleco branco, um cheiro característico, um objeto, qualquer coisa que faça o animal relembrar daquele estimulo negativo que teve no passado tornando-o agressivo agora.

Esses estímulos e causas de medo e agressividade não são específicos para gatos, podendo ser utilizado em outros animais, mudando apenas algumas características relacionada com o comportamento de cada animal. A técnica a seguir já mais específica.

Feline Friendly Handling

Como citamos anteriormente, as duas técnicas “Fear Free” e “Feline Friendly Handling” são aplicadas simultâneas, tendo uma eficácia maior. Utilizando os mesmos conceitos a respeito do medo, vistos anteriormente, a técnica “Feline Friendly Handling” está mais intimamente relacionado com os felinos, utilizando as características comportamentais especificas deles, e sua tradução significa “manipulação amigável felina”, o exemplo mais comum da utilização dessa técnica é no transporte do animal para o consultório do veterinário e da maneira como o veterinário irá receber e iniciar a manipulação deste animal. Essa técnica se inicia na residência do proprietário, antes de levar ao veterinário, pois é um conjunto de fatores que iram evitar que o animal fique com medo, estressado, levando a agressividade e consequentemente tornando difícil a anamnese.

O importante então é demonstrar no momento da anamnese que o gato está no comando, deixando-o se sentir o mais confortável possível, sem “forçar” ele a ficar em certar posições e sim fazer ele querer ficar naquela posição. No momento em que entrar no consultório é importante abrir a caixa de transporte e deixar o animal explorar o local, com todas as possibilidades de fugas fechadas. Se mesmo abrindo e esse gato não sair para explorar não é necessário obrigar, pode-se retirar a tampa de cima da caixa e realizar o exame físico dentro da mesma.

Referências

RODAN, Ilona. Understanding Feline Behavior and Application for Appropriate Handling and Management. Cat Care Clinic & Behavior Consultations for Cats, v. 25, n. 4, p. 178-188, nov. 2010.

AAFP Position Statement. Respectful handling of cats to prevent fear and pain. Journal of Feline Medicine and Surgery, p. 569-573, mai. 2012. Disponível em: <https://journals.sagepub.com/home/jfm>. Acesso em: 07 nov. 2018.

AAFP Position Statement. Transport of cats. Journal of Feline Medicine and Surgery, p. 886-887, mai. 2012. Disponível em: <https://journals.sagepub.com/home/jfm>. Acesso em: 07 nov. 2018.

AAFP Position Statement. AAFP and ISFM Feline-Friendly Nursing Care Guidelines. Journal of Feline Medicine and Surgery, n. 14, p. 337-349, mai. 2012. Disponível em: <https://journals.sagepub.com/home/jfm>. Acesso em: 07 nov. 2018.