Como me tornar um especialista?

Já não é novidade que os tutores estão se tornando cada vez mais exigentes quanto os profissionais que prestam serviços veterinários para os seus animais. Por isso, as especializações estão sendo cada vez mais almejadas por médicos veterinários por todo o Brasil.

Entretanto, você sabia que os termos “especialista” e “especializado” não remetem ao mesmo significado?

Apesar de terem uma certa semelhança, diante do regramento ético aplicável ao profissional médico-veterinário, o uso indevido do título pode até mesmo resultar em infração ética-profissional.

Mas afinal de contas, qual é a diferença entre “especialista” e “especializado”?

As especializações são programas de aprimoramento profissional da categoria latu sensu, podendo se enquadrar em residências, pós-graduação e especializações propriamente ditas.

Com exceção da residência, que possui uma carga horária de mais de 5 mil horas, as demais especializações e MBA’s brasileiras devem conter no mínimo 350 horas, segundo as diretrizes do MEC. Entretanto, todas buscam o aperfeiçoamento do profissional médico veterinário, até o ponto de o mesmo considerar-se especializado na área.

Mesmo depois de ter concluído um programa de especialização, para apresentar-se com especialista é necessário se submeter à prova de especialista do CFMV.

“O termo “especialista” na medicina-veterinária é um título conferido pelo CFMV por intermédio de entidades que cumprem os requisitos em resolução que trata sobre especialidades veterinárias (Res. CFMV 935/2009), e aquele que pretende obter o título de especialista deve se submeter a prova elaborada por uma dessas entidades habilitadas pelo CFMV (Resoluções do CFMV noticiam quais entidades estarão credenciadas).”

Para fazer a prova pelo título, o profissional precisa ter completado curso de especialização com carga horária mínima de 400 horas teóricas e 100 horas práticas em no máximo 36 meses. Além disso, também é necessário apresentar um memorial documentando o desempenho em funções específicas na área pelo prazo mínimo de 5 anos.

Após a condecoração, o título é válido pelos próximos 5 anos, em que o médico veterinário deverá comprovar que permanece atualizando-se na área de atuação.

O CFMV permite que cada profissional tenha até duas especializações, sendo as reconhecidas pelo órgão: Higienistas de Alimentos, Radiologia, Oftalmologia, Patologia, Cardiologia, Clínica Médica de Pequenos Animais, Acupuntura, Dermatologia, Oncologia, Medicina Veterinária Intensiva, Cirurgia Veterinária, Anestesiologia, Homeopatia, Medicina Felina e Medicina Veterinária Lega.

Mas caso eu não tenha feito a prova, como devo me apresentar?

O termo correto para quem participou de um programa de especialização, mas não se submeteu à prova do CFMV é “especializado”.

O Código de Ética Médico-Veterinário prevê como infração ética o profissional que se anunciar especialista sem ter atendido aos requisitos exigidos pelo CFMV (Art. 8º, XIV Cód. Ética), além da possibilidade de infração ética por atrair clientela de modo desleal (Art. 10º,V Cód. Ética), já que ao anunciar seus serviços como especialista pode atrair público com interesse na especialidade declarada, mesmo que não reconhecida pelo Conselho Federal.

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Fonte: JusBrasil

Residência, especialização, mestrado e doutorado, qual a diferença entre cada um deles?

A busca por profissionais especializados é uma tendência que veio para ficar na medicina veterinária. Seja por meio da residência, especialização ou mestrado, as pós graduações estão se tornando algo comum em nossa profissão e, para que o profissional se destaque, estes cursos já estão praticamente se tornando obrigatórios por exigência do mercado.

Embora a resposta seja muito simples, muitas pessoas ficam em dúvida quanto a diferença entre residência, especialização, mestrado e doutorado. Vamos falar melhor sobre cada uma destas especializações a seguir!

Antes de mais nada, vamos entender a diferença entre pós-graduação lato sensu e strictu sensu. Strictu sensu são aquelas consideradas “estritas” e que valem como título, como o mestrado e doutorado e ao final do curso o aluno receberá um diploma. Já as lato sensu são especializações (incluindo MBA, com carga horária mínima de 360 horas) e, ao final do curso, o aluno recebe um certificado.

Conheça cada um deles

A residência é uma pós-graduação que possui um tipo de modalidade específica. Na medicina veterinária quem fiscaliza e controla esta formação é o MEC, por meio da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, nós acabamos entrando na mesma regulamentação de cursos como odontologia, farmácia e enfermagem.

Semelhante a residência, há os programas de aprimoramento profissional. A principal diferença entre estas duas pós-graduações se dá principalmente pelo reconhecimento que as residências multiprofissionais e em área profissional da saúde são orientadas pelos princípios e diretrizes do sistema único de saúde (SUS). Além disso, os valores de bolsas para os programas de residência em medicina veterinária são determinados pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS/MEC, enquanto a bolsa de estudos mensal para os programas de aprimoramento profissional deve ter como referência um valor correspondente a, no mínimo, 70% (setenta por cento) da bolsa de mestrado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC).

As especializações consistem em cursos lato sensu que informam, atualizam e capacitam o profissional que está no mercado de trabalho. Diferentemente da graduação, generalista por excelência, a especialização confere habilidades técnicas específicas a determinado tema, com programas nas mais diversas áreas de conhecimento.

O mestrado e doutorado são pós-graduações strictu sensu mais específicas para pessoas que desejam seguir a carreira acadêmica. Ao contrário dos demais programas de pós-graduação, que possuem uma carga considerável de horas/prática, o mestrado e doutorado são essencialmente teóricos, visto que você terá que desenvolver um experimento e escrever uma dissertação defendendo sua hipótese perante uma banca de pesquisadores.

O que recomendaríamos para um recém-formado

Sem sombra de dúvidas iniciar pela residência ou por uma especialização lato sensu. Mesmo que você queira a área acadêmica, entrar direto no mestrado pode não ser tão interessante, visto que a experiência que você adquire na residência é enorme, principalmente para quem seguir a área clínica. O mestrado exige uma certa maturidade e bagagem a mais para você realizar o seu experimento e a sua dissertação, que um recém formado nem sempre possui.

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10 de dezembro: dia mundial dos direitos dos animais

Desde 1998, no dia 10 de dezembro é celebrado o dia internacional dos direitos dos animais!

A data foi criada pela ONG Inglesa Uncaged, fazendo alusão à declaração universal dos direitos humanos, estabelecida pela ONU em 1948, chamando a atenção para a necessidade de inclusão dos animais como sujeitos morais de direito, capazes de sentir e sofrer.

A VIDA DOS ANIMAIS EM RISCO!

Mas muito mais que os animais de companhia, como cães e gatos, hoje se comemora a importância de todas as espécies. Devemos celebrar as que são presentes todos os dias alegrando as nossas vidas, aos animais de produção que nos alimentam, e aos que quase nem lembramos, mas que fazem com que nosso universo funcione. Ontem mesmo comemoramos o dia da Abelha, inseto essencial para polinização dos alimentos que consumimos diariamente, e que devido a ações indiscriminadas de pesticidas em lavouras, ou desmatamento, sofrem constantemente mortes em massa.

Lembrar dos animais nesse dia nos levam a uma reflexão do impacto negativo que nossas ações humanada provocam no meio ambiente. Nos últimos anos, aumentou consideravelmente o número de animais emaçados de extinção ou extintos. Em uma década, cresceu 87% a lista de animais ameaçados de extinção. Em 2008, o Ministério do Meio Ambiente lançou um catálogo com 627 animais em risco. Hoje, o número chegou a 1.173.

O DRAMA DOS PLÁSTICOS NO OCEANO

A cada ano, oito milhões de toneladas do material vão parar nas águas dos oceanos, levando 100 mil animais marinhos à morte, em média, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente. Estima-se que até 2050, pode haver mais plástico que peixes nos mares, devido ao grande número de dejetos de hoje e do futuro, associados a longevidade de mais de 200 anos para a degradação desse tipo de material.

A EXTINÇÃO DOS HABITATS

Isso com certeza está ligado principalmente ao desmatamento sem nenhum controle. Segundo dados do sistema Deter-B do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), até agosto de 2020, a taxa de derrubada da floresta aumentou em 34% em relação ao mesmo período em 2019.

Nós veterinários, inseridos nesse contexto, devemos diariamente educar e conscientizar todos a nossa volta, a buscar uma vida mais sustentável e em equilíbrio com o meio ambiente, com pequenas ações do dia a dia.

Síndrome de Pandora – o que é e quais são os primeiros sinais clínicos?

O termo “síndrome de pandora” descende do mito grego “A Caixa de Pandora”, em que uma caixa contendo todos os males do mundo é entregue a Pandora, que levada pela curiosidade, abre a caixa e deixa tudo que estava ali escapar. A história é associada à síndrome devido a sua grande complexidade e potencial de afetar vários órgãos simultaneamente, com um mecanismo de ação até o momento desconhecido.

Imagens: FreePik

Estresse

A doença está diretamente relacionada com questões externas do ambiente de gatos domésticos, principalmente a fatores causadores de estresse.

A maioria dos felinos domésticos vivem em ambientes restritos, e muitas vezes, sem acesso a áreas externas. A segurança que o lar proporciona é, de fato, benéfica para o animal, protegendo-os de ameaças como: atropelamentos, fugas e brigas com outros felinos. Entretanto, pela falta de informação, o enriquecimento ambiental é na maioria das vezes deixado de lado pelos tutores, podendo resultar no aumento de estresse para o felino.

Para os gatos, viver em um ambiente que não o permita desempenhar seus comportamentos naturais é algo extremamente estressante, ainda mais quando no local estão presentes mais fatores que causem desconforto ao felino, como a presença de outros animais, muitas pessoas, ou objetos que causem medo.

Primeiros sinais e diagnóstico

Apesar da síndrome de pandora ter seu mecanismo de ação ainda desconhecido, sabemos que o estresse é um dos principais causadores da doença.

Devido a sua grande complexidade, o diagnóstico da síndrome não é simples, devendo focar principalmente na anamnese, onde o veterinário deverá juntar o máximo de informações possíveis para identificar fatores estressantes na rotina do felino.

Sinais clínicos como polaciúria, disúria, estrangúria, periúria, hematúria, são os mais frequentemente encontrados. Entretanto, é preciso descartar outros problemas de trato urinário para poder confirmar o diagnóstico da Síndrome de Pandora.

Com as grandes mudanças que estão acontecendo na rotina dos gatos domésticos, a incidência de casos da síndrome de pandora estão se tornando algo cada vez mais comum na rotina de trabalho de médicos veterinários.

Atualizações quanto à síndrome de pandora

Apesar de ainda ser uma síndrome nova que requer estudos, muitas atualizações vêm sido trazidas em pesquisas quanto o diagnóstico e tratamento, envolvendo terapias comportamentais para redução de ansiedade nos felinos, tratamento de gatilhos para ansiedade e terapia psicofarmacológica.

Por isso, a VeteduKa produziu um curso sobre diagnóstico e tratamento da síndrome de Pandora com a professora Larissa Runcos. Nele, você imergirá nos principais assuntos dessa síndrome, desde a introdução até o diagnóstico e tratamentos.

O assunto é extremamente relevante para todo MV que pretende seguir a área clínica, principalmente para os “gaterios” de plantão.

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Larissa Rüncos

ESPECIALISTA EM COMPORTAMENTO ANIMAL

Professora Larissa Rüncos

Formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2009, fez seu estágio de conclusão de curso na University of California, Davis (UCDavis) acompanhando a rotina do Behavior service, junto a Melissa Bain. Desde o início de sua graduação é auto-didata em comportamento animal, sendo sua maior área de interesse, participando de diversos cursos e congressos na área. Possui Pós-graduação em Manejo Comportamental de Cães e Gatos, pela PUCPR (2010-2012), sendo a primeira turma do país de curso de especialização na área. Possui mestrado pela UFPR, com projeto sobre comportamento e bem-estar de cães comunitários.
Atualmente é Doutoranda no programa de Ciência Animal da PUCPR, com projeto de pesquisa sobre Psicodermatoses e comorbidades psiquiátricas em pacientes com dermatopatias. É professora pelo INSPA. Trabalha com Medicina do Comportamento e Consultoria em Comportamento e Bem-estar de Cães e Gatos.

Alimentos tóxicos para animais que você tem em sua casa

Sabemos que há uma grande variedade de alimentos tóxicos para animais de companhia, alguns deles encontrados e consumidos diariamente em nossas casas. Neste artigo faremos uma breve introdução ao tema, citando alguns dos principais alimentos com potencial toxicológico para nossos pets.

A humanização de animais

Os animais de estimação estão cada vez mais se tornando membros da família, deixando de ocupar somente as áreas externas de nossas casas e estando cada vez mais próximos dentro das residências.

Essa transição aconteceu através de um processo de humanização, que até o momento, com certeza foi benéfica para os peludos. Hoje, a maioria dos animais domésticos possuem vidas confortáveis estando sob tutela de tores carinhosos que se preocupam cada vez mais com o bem-estar de seu pet.

A alimentação dos animais domésticos também passou por vários processos de melhoria, com rações capazes de suprir as necessidades alimentares de cada animal conforme suas características fisiológicas. Entretanto, por falta de informação ou até mesmo negligência, muitos tutores ainda fornecem alimentos inadequados para seus animais.

Algumas comidas consumidas frequentemente por seres humanos são alimentos tóxicos para animais. Estas intoxicações são consideradas casos clínicos emergências, tendo em vista que não há antídoto ou medicação específica que seja capaz de inibir estas reações.

A seguir falaremos sobre a intoxicação por cebola, cacau e uva, alimentos consumidos normalmente em nossas dietas.

Cacau (Theobroma cacao)

Imagem: pixabay

Consumido em forma de chocolate, o cacau é uma das vinte causas mais comuns de envenenamento, segundo a National Poison Control Center da ASPCA (American Society for the Prevention of Cruelty to Animails). Esta intoxicação acontece muito mais em cães do que em gatos, que possuem hábitos alimentares mais restritos do que o de cães e não se apetecem  pelo sabor doce do chocolate.

Mecanismo tóxico

O princípio tóxico ativo do cacau é teobromina (uma metilxatina no café e em chás). A dose letal de varia de 100 a 200mg/kg para cães e gatos. Fatores como tamanho do animal e tipo e quantidade do chocolate ingerido também determinam o grau de toxicidade. Em geral, chocolates amargos possuem um nível maior de teobromina por terem em sua composição quantidades maiores de cacau.

Por ser uma base com alta solubilidade, a teobromina é absorvida com facilidade e se espalha rapidamente por todo o corpo. Enquanto presente na corrente sanguínea, afeta o sistema nervoso central, coração e rins. Quando ingerida em grande quantidade, causa a contração de vasos cerebrais e dilatação de vasos periféricos e artérias coronárias, causando taquicardia.

Sinais clínicos e diagnóstico

O diagnóstico pode ser dado pela anamnese ou achados clínicos. Dentre os sinais clínicos estão: vômito, diarreia, incontinência urinária, taquicardia, arritmia, inquietação, ataxia, convulsões, espasmos musculares e coma.

Até o momento não existem antídotos específicos para a intoxicação por teobromina. Recomendando-se a terapia de suporte para pacientes intoxicados. Para a descontaminação gastrointestinal: indução à emese, administração de carvão ativado e agentes catárticos. Dependendo do caso, a lavagem gástrica também pode ser indicada. Para a terapia cardiovascular, é indicado o controle de arritmias e correção da alteração ácido-base e reposição e manutenção fluidoeletrolítica.

Cebola (Allium cepa)

Imagem: pixabay

Assim como as demais variedades da família, como alho e cebolinha, a cebola é reconhecida como um dos principais alimentos tóxicos para animais.

Na maioria das vezes, a intoxicação por cebola ocorre em cães através da ingestão de sobras de alimentação humana. Em gatos a intoxicação é mais rara devido ao paladar restrito da espécie, mas também estando sujeita a acontecer.

Mecanismo tóxico

A ingestão resulta em uma deficiência do sistema antioxidante, causando desiquilíbrio entre memoglobinas e hemoglobinas, responsáveis pelo transporte de O2 no sangue, resultando na peroxidação lipídica, causando destruição celular e o surgimento de corpúsculos de Heinz (alteração da membrana do eritrócito por agente oxidante).

Sinais clínicos e diagnóstico

O diagnóstico pode ser dado pela anamnese ou nos achados clínicos. Dentre os sinais clínicos estão: letargia, dificuldade respiratória, hematúria com odor característico de cebola, anorexia, fezes amolecidas, taquipneia, taquicardia, mucosas azuladas, vômito e escurecimento da urina.

Existem duas condições para intoxicação por cebola: crônica e aguda. Em condição crônica o animal apresentará anemia hemolítica com formação de corpúsculos de Heinz. Já na aguda, o animal apresentará metemoglobinemia grave, resultado na diminuição de hemoglobina, causando apatia, hipotermia, cianose e até mesmo a morte.

Até o momento não existem antídotos específicos para a intoxicação por cebola, devendo ter o tratamento focado no suporte para os sinais apresentados. Em quadros graves de anemia recomenda-se a transfusão sanguínea. Para hipovelemia e choque é indicada a fluidoterapia.

Uva (Vitis vinífera)

Imagem: pixabay

As uvas são a fruta mais cultivada no mundo, e assim como os outros dois alimentos citados anteriormente, também é encontrada com facilidade dentro de nossas casas.

Mecanismo tóxico

É comprovado empiricamente que a fruta apresenta forte potencial toxicológico para cães, entretanto, seu mecanismo de ação ainda não foi elucidado.

Sinais clínicos e diagnóstico

O diagnóstico pode ser dado pela anamnese ou nos achados clínicos. Os sinais da intoxicação aparecem entre 6 e 24 horas, se manifestando através de vômito, diarreia, dor abdominal, anorexia, letargia e anúria/oligúria.

Não há antídoto específico para a intoxicação por uva. O tratamento deverá focar no suporte aos sintomas apresentados, incluindo a indução à emese, uso de carvão ativado e lavagem gástrica. Além disso, recomenda-se fluidoterapia agressiva por pelo menos 48 horas para suporte da função renal. 

Se aperfeiçoe para atender emergências

Intoxicações são ocorrências frequentes na rotina clínica de um médico veterinário. No curso de emergências da VeteduKa, ministrado pelo professor Diogo Ferreira, você aprenderá não somente as técnicas corretas para estabilizar um paciente crítico, mas também como se comportar em diversas situações emergenciais em sua rotina de trabalho. Clique aqui para conhecer o curso!

9 de setembro: dia do médico veterinário

A prática da medicina veterinária já é conhecida desde os primórdios da humanidade. A arte de curar animais é descrita no “Papiro de Kahoun” (encontrado no Egito em 1890), indicando procedimentos de tratamento ocorridos há 4000 anos a.C. em diversas espécies de animais.

No código de Hammurabi, ditado em 1700 a.C, também é possível encontrar referências às tarefas e remuneração atribuídas aos “curandeiros de animais”.

No Brasil

No Brasil, o interesse pelas ciências agrárias surgiu somente em 1875, quando D. Pedro II visitou a Escola Veterinária de Alfort, na França. Ao retornar da viagem, o imperador tentou proporcionar recursos para a criação de uma instituição semelhante no país. Entretanto, somente no século XX, sob regime republicano, foi criada a primeira instituição de ensino da medicina veterinária, a Escola de Veterinária do Exército, em 06 de janeiro de 1910, na cidade do Rio de Janeiro.

Prédio da Escola de Medicina Veterinária do Exército, no Rio de Janeiro. Hoje desativado.

Apesar da primeira faculdade brasileira de medicina veterinária ter sido fundada em 1910, somente em 9 de setembro de 1933, pelo decreto nº 21.133, Getúlio Vargas, o até então presidente da república, normatizou e regulamentou as condições de trabalho do médico veterinário em todo o território nacional, o que marcou o dia 9 de setembro como dia do médico veterinário.

35 anos após a regulamentação foram criados os conselhos regionais e estaduais de medicina veterinária através da lei 5.517, entidades perseverantes até os dias de hoje.

De toda a equipe VeteduKa – feliz dia do médico veterinário para todos os MV’s do Brasil!

31 de julho: dia do vira-lata

cão vira-lata

No Brasil, os vira-latas com certeza se tornaram um ícone entre os animais de estimação e são os queridinhos de muitas famílias. Também conhecidos como SRD’s (sem raça definida), os vira-latas não possuem origem genética determinada, resultando na cruza de duas ou mais raças diferentes. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, a “raça” está presente em cerca de 41% dos lares brasileiros.

Características

Os vira-latas são verdadeiras caixinhas de surpresa! Por não existirem padrões genéticos em suas linhagens, não há como apontar padrões de cor, pelagem, tamanho e temperamento.

Em geral, podemos dividir os vira-latas em quatro categorias: híbridos (com duas raças conhecidas), mestiços (que apresentam traços de uma ou duas raças), funcionais (criados com um propósito específico) e vira-latas de fato, que resultam no cruzamento de várias raças misturadas, sendo este o tipo mais comum encontrado nas ruas.

Devido a essa grande diversidade, as chances de você encontrar dois SRD’s iguais são muito pequenas. Se você busca um animalzinho único e especial, um vira-latatinha com certeza é uma opção interessante para você!

De onde o termo surgiu?

Acredita-se que o nome “vira-lata” tenha surgido devido aos animais de rua que precisam constantemente revirar lixos e latas para encontrar comida. Com o passar do tempo, o termo passou a ser usado de maneira pejorativa, como a expressão “complexo de vira-lata”, criada pelo escritor Nelson Rodrigues, que teorizava um complexo inferioridade sentido pelos brasileiros em relação ao resto do mundo. Entretanto, essa conotação negativa está sendo desmitificada e hoje os vira-latas são a paixão de muitas pessoas.

Os vira-latas são mais resistentes à doenças?

Em partes, sim. Ao contrário de cães de raça, que se reproduzem com indivíduos de genes semelhantes, seguindo um padrão de traços hereditários, os vira-latas possuem alta variabilidade genética. Além disso, boa parte dos SRD’s vêm das ruas, onde somente os filhotes mais fortes conseguem sobreviver, precisando sempre buscar por alimento ou até mesmo lutar por ele.

Entretanto, isso não significa que os vira-latas não fiquem doentes. Como não possuem padrões de linhagem genética ou pedigree, não há como generalizar as características do sistema imunológico ou pré-disposições de cada um. Portanto, assim como em qualquer outra raça, o acompanhamento veterinário é fundamental.

Curiosidades

Por grande parte da população dos SRD’s viverem em situação de rua, o olfato dos vira-latas costuma ser muito aguçado, conseguindo detectar e distinguir diferentes odores, característica desenvolvida para a sobrevivência, os possibilitando encontrar alimentos em sacos e latas de lixo.

Os vira-latas brasileiros são únicos (literalmente). O tipo de vira-latas que conhecemos existem somente no Brasil. Os SRD’s de outros países costumam ter menos misturas, tendo as suas raças traçadas como subdivisões da cruza, como por exemplo: o bassetoodle, cruza entre basset hound e poodle.

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Medicina transfusional veterinária

A medicina transfusional veterinária vem se destacando nos últimos anos devido a sua grande contribuição na terapia em urgências e emergências. É notório que cada vez mais ela evolui em seus processos de triagem dos doadores, processamento e armazenamento de hemocomponentes, buscando sempre a qualidade e segurança dos seus produtos. Um ponto muito importante na cadeia da medicina transfusional veterinária está na captação, seleção e triagem dos doadores. É realmente nessa etapa que iniciamos com o grande foco que é a segurança.

A captação envolve grande empenho no marketing, muitas vezes com foco nos próprios clientes da clínica e de parcerias com outros serviços e criadores, além de canil de corporações do serviço público. No nosso serviço, o que mais se adaptou foi a busca de doadores com ações em mídias sociais e na indicação dos atuais doadores. Porém alertamos, que após a efetivação do doador no plantel do banco de sangue, muito deve se fazer para a fidelização no projeto, e que não se perca no desenrolar do tempo. A melhor forma disso acontecer é fomentar a ação social que o doador está realizando e o impacto no auxílio de terapia dos receptores.

O próximo passo é a realização da seleção e triagem. Um doador deve permanecer em média dois anos no plantel e, portanto, deve estar com a saúde em perfeitas condições, nunca ter passado por doenças graves, procedimentos cirúrgicos, que não os eletivos, e nunca ter recebido transfusão sanguínea. A realização de um exame clínico detalhado e exames de hematologia e bioquímica podem evidenciar potenciais disfunções orgânicas que impedirão a doação. Exames complementares de sorologia e/ou PCR trazem muita segurança no processo e devem sempre ser realizados. Estar atento também a doenças endêmicas na área de trabalho, buscar a manutenção da sanidade e a proteção do doador é essencial. Mantê-lo livre de ecto e endoparasitas mantém o doador sempre saudável e com o hemocomponente livre de doenças que podem ser vinculadas ao receptor. Isso se consegue com produtos comerciais destinados a esse propósito, mas também de um ambiente salubre, sem matéria orgânica e sem umidade excessiva.

Processamento do sangue total

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Concentrado de hemácias

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Plasma fresco congelado

Com certeza, o hemocomponente que necessita mais tecnologia é o plasma fresco congelado. Isso porque, para a manutenção de todos os seus componentes, deve iniciar seu congelado em tempo não maior que oito horas após a coleta da bolsa de sangue. Isso se consegue com baixíssimas temperaturas, não conseguidas em freezers comerciais. Orientamos a manutenção do congelamento em – 30 graus centígrados, pois nessas condições poderá ser armazenado por um ano. Após esse período, perde alguns de seus componentes e, é então, denominado plasma congelado.

Concentrado de plaquetas

As plaquetas, quando mantidas em repouso, se agregam e inviabilizam o tratamento. Portanto, o concentrado de plaquetas deve ser mantido em temperatura de 22 graus centígrados, sob agitação constante e com manutenção criteriosa. Deve permanecer nessas condições não mais que cinco dias e, com certeza, é o grande desafio de um banco de sangue.

Hemocomponentes e suas utilizações

Saber escolher a melhor hora de indicar um hemocomponente é tanto ou mais importante para a segurança que todo o seu processamento e armazenamento. Transfundir em hora errada ou transfundir o hemocomponente desnecessário, em algumas ocasiões, será pior que não ter realizado a transfusão. Para tanto, o médico-veterinário deve sempre se atentar ao paciente como um todo e não particularizar o número estabelecido como gatilho transfusional. O gatilho existe e deve ser usado com uma base de protocolo, porém a transfusão deve ser decidida baseada em informações do exame clínico seriado do paciente e levado em consideração dados semiológicos da resenha e anamnese, onde poderão nos trazer informações valiosas como a idade, doenças e transfusões anteriores, comorbidades entre outras. Um paciente jovem tem, sem sombra de dúvidas, condições de se adaptar ao evento de queda de hemoglobina muito mais eficientemente que um doente idoso, fazendo com que a conduta de transfusão restritiva ser mais interessante e de menor risco que a liberal. Eventos agudos com o trauma irão se beneficiar se formos mais liberais, devido a seu tempo agudo de ocorrência, enquanto eventos mais crônicos como a sepse, a opção restritiva pode ser a melhor. Porém, tudo vai depender da condição e evolução do paciente no período de tratamento.

Gatilho transfusional

Anemia

A anemia está presente na rotina de atendimento de uma maneira constante. Doenças crônicas e agudas como os traumas, representam grande parcela. Manter o paciente estável, que passa por grande estresse fisiológico devido aos eventos, deve ser o principal foco de tratamento. Buscar a manutenção de uma condição de oxigenação, onde a entrega de oxigênio aos tecidos adequada, traz um benefício imensurável, já que a manutenção da hipóxia irá levar morte celular e consequente disfunção orgânica. Isso é evidente também durante os procedimentos anestésicos, onde o preparo do paciente anteriormente ao procedimento, pode fazer muita diferença no desfecho final do procedimento. O concentrado de hemácias é o hemocomponente que cumpre esse papel e deve ser calculado conforme o peso do receptor. Possui um hematócrito que fica entre 70 e 80%, e deve ser transfundido na proporção de 10ml para cada quilograma do receptor, elevando seu hematócrito em 10%.

Coagulopatias e hipoalbuminemia

Muito mais presente que diagnosticada, em parte por negligência e outra por falta de testes de detecção precoce ainda inviáveis na medicina veterinária, as coagulopatias só são corrigidas com o uso do plasma fresco congelado. Composto de vários fatores de coagulação, o plasma cumpre o seu papel principalmente quando transfundido precocemente nos eventos de coagulopatias. Como a dificuldade de detecção precoce existe, nossa orientação é usá-lo precocemente em enfermidades potencialmente causadoras de coagulopatia intravascular disseminada, como a sepse grave, pancreatites e malignidades em estados avançados, entre outras, e não aguardar sintomatologia clínica de CID. Destas, sem dúvida o evento séptico se destaca, estando presentes em gastroenterites hemorrágicas, infecções uterinas, e internações prolongadas.

O plasma pode ser também usado na reposição de albumina. Porém atenção especial deve ser dada a esse uso, se limitando somente a pacientes com hipoalbuminemia transitória e com potencial de produção posterior ao evento. Não devemos, por exemplo, usar em uma cirrose hepática, onde a condição de síntese proteica não mais existe. Para correção de hipoproteinemia, o cálculo de 50 ml de plasma para cada quilograma de peso do receptor irá elevar a albumina sérica em 1g/dL.

Trombocitopenia

Sangramentos por queda de plaquetas devem ser tratados com concentrado de plaquetas. Porém, a trombocitopenia por si só não é a única indicação de uso. A escolha certa está na condição de trombocitopenia associada a sangramento. Lembramos que um paciente pode permanecer sem sangramento e até mesmo ser submetido a procedimentos cirúrgicos em estado trombocitopênicos leves a moderados. Portanto, podemos dividir a indicação de transfusão de concentrado de plaquetas em: terapêutico quando há trombocitopenia associada a sangramento e profilático, e quando no perioperatório adequamos as plaquetas a níveis aceitáveis para o procedimento cirúrgico em questão. O cálculo para é de uma unidade de concentrado de plaquetas para cada 10 quilogramas do receptor.

Tipagem sanguínea e teste de compatibilidade

A tipagem sanguínea é essencial na segurança do procedimento de transfusão. Os cães e gatos possuem diversos tipos sanguíneos, mas o tipo sanguíneo mais testado é o DEA 1.1 que pode ser negativo e positivo. É feito por meio de cartões, sendo fácil, rápido e intuitivo sua realização. Deve-se sempre ter a tipagem sanguínea do doador e receptor quando necessitamos de transfusão. Os bancos de sangue já possuem seus doadores testados, sendo então a requisição do tipo sanguíneo para a transfusão. O teste de compatibilidade é essencial de ser realizado. A compatibilidade entre o sangue de dois indivíduos é determinada através desse teste, também chamado de “Prova Cruzada”. O sangue do doador é testado contra o sangue do receptor para verificar a ocorrência de aglutinação das hemácias (formação de grumos – aglutinação), indicativa de incompatibilidade.

Conclusão

Buscar um tratamento adequado, minimizando os riscos do paciente deve ser uma busca constante. Isso é extremamente factível a todos, desde que respeitado os preceitos de avaliação detalhada do paciente e uso de protocolos estabelecidos.

Conheça a PetTransfusion

A Pet Transfusion é uma empresa pioneira em hemocomponentes localizada em Curitiba (PR). O objetivo da empresa é levar a medicina veterinária transfusional as clínicas e hospitais veterinários, oferecendo hemocomponentes com qualidade e procedência.

Com uma equipe composta de médicos-veterinários e de auxiliares treinados, está apta a realizar a coleta da bolsa de sangue, sua separação e acondicionamento, bem como a logística de distribuição. Os profissionais estão sempre disponíveis para a orientação da escolha do hemocomponente ideal para a situação.

A Pet Transfusion possui sede própria, composta de equipamentos de laboratório, centrifugação e acondicionamento, de última geração, garantindo validade e qualidade. Além disso, a empresa conta também laboratórios parceiros, que auxiliam no controle de qualidade dos hemocomponentes, realizando testes laboratoriais e de microbiologia, levando segurança ao paciente receptor.

Informações com o médico-veterinário Luciano Marini:

WhatsApp: (41) 99874-1318

E-mail: luciano@pettransfusion.com.br

www.pettransfusion.com.br/

Ansiedade: um dos maiores problemas enfrentados por quem está estudando por EAD na quarentena.

Em algum momento de sua vida, você com certeza já passou por momentos de tensão enquanto estudava por estar se sentindo(a) muito ansioso(a), correto? Durante nossa vida escolar, esse sentimento se torna algo comum, tanto que a certo ponto ficamos “acostumados” com sua presença. Isso se estende até a chegada do ano do vestibular, e então, a faculdade. A partir daí, a sensação é que a tolerância que tínhamos desenvolvido é totalmente perdida e sentimos novamente o desconforto causado pela ansiedade

Mas primeiro, o que pode ser considerado como “ansiedade”?

A ansiedade é um sentimento vago, que pode nos causar medo, apreensão e desconforto, que se dá quando precisamos encarar algo novo, ou qualquer situação que fuja de nossa zona de conforto. Entretanto, a ansiedade não é algo inteiramente negativo, sendo ela responsável por fazer você se preparar melhor e se dedicar para ter um resultado positivo naquilo que está te deixando ansioso(a).

O verdadeiro problema ocorre quando a ansiedade é causada de maneira exacerbada e em situações simples do dia-a-dia.

Por que esse sentimento é tão recorrente nos estudos?

Durante a faculdade, é normal querermos nos destacar para no futuro ter maiores chances no mercado de trabalho. Dentro da graduação em medicina veterinária, não é diferente. Devido à grande concorrência e a necessidade que impomos a nós mesmos para alcançar a tão sonhada vaga nos programas de residência, a ansiedade pode se tornar algo frequente, prejudicando o desempenho de vários estudantes.

Além de exigirem muito de si mesmos para obter bons resultados, os estudantes precisam também precisam atender e cumprir todas as exigências de professores. Em casa, é preciso conviver com a forte expectativa exercida pela família quanto seu desempenho. Para alguns, uma simples pergunta de “eai, como vai a faculdade?”, pode ser suficiente para gerar ansiedade.

Como o momento que estamos vivendo influencia nos estudos

Em meio à pandemia, milhares de estudantes por todo o mundo precisaram abrir mão das aulas presenciais devido ao COVID-19. A nova rotina que nos foi imposta traz com ela inúmeras práticas e métodos de estudo que não estávamos habituados anteriormente, tendo que passar por um processo lento de adaptação para nos acostumarmos com isso.

Estamos presenciando algo que antes de novembro de 2019 era totalmente desconhecido para a humanidade. Com isso, é de se esperar que fiquemos apreensivos e com medo, o que pode desencadear no sentimento de ansiedade, sendo um risco principalmente para aqueles que já eram enquadrados como ansiosos antes do surto nos atingir.

Por que a ansiedade se tornou um problema maior do que ela já era?

Muitos estudantes têm se queixado da falta de motivação e dificuldade para manter a concentração nos estudos durante a quarentena. A ansiedade pode estar diretamente relacionada ao problema, considerando que o sentimento é responsável por nos deixar receosos e inquietos. Isso se torna um grande empecilho para o aluno, gerando a sensação de frustração após não conseguir obter êxito em suas tarefas.

A longo prazo, isso se torna um ciclo vicioso. A dificuldade para manter a concentração resultará em frustração, fazendo com que motivação para estudar seja cada vez menor.

Há algo que possa ser feito para se adaptar melhor à rotina de estudos por EAD?

É certo de que o momento que estamos vivendo é turbulento, mas eventualmente, passará. Lembre-se: sua vida continuará normalmente, junto aos seus projetos de carreira, assim que nossas vidas voltarem à normalidade. Portanto, deixe suas metas bem definidas, pois elas podem servir como fortes aliadas para te ajudar a manter a calma e focar nos estudos.

Se o seu objetivo é conquistar sua vaga na residência, tente se manter firme para conquistá-lo! A data de sua prova pode ser adiada, mas ela ainda vai acontecer, mesmo que demore mais do que o esperado. Portanto, não se deixe iludir ao pensar que seu esforço nesse período de quarentena pode estar sendo em vão.

Outro fator importante e que pode ser crucial para reverter a situação é tentar diminuir o hábito da procrastinação e se organizar de maneira adequada. Existem inúmeras técnicas organizacionais que podem ser de grande ajuda para os estudantes, evolvendo análises de rotina, criação de ciclos, definição de metas e estratégias de estudos. Como este é um assunto de maior relevância, preparemos um artigo exclusivo para abordar o tema de maneira clara para te ajudar. Clique aqui para conferir.

Se precisar, busque ajuda

Como já citamos anteriormente, a ansiedade é um sentimento normal nos seres humanos, se tornando um problema apenas quando desencadeada em excesso. Em casos mais severos, outros sintomas mais graves podem ser sentidos por decorrência da ansiedade, podendo incluir falta de ar, depressão e até mesmo crises de pânico. Em casos como estes, o indicado é procurar por um psicólogo, já que o problema está afetando sua vida como um todo, e não somente seus estudos.

Durante o período de quarentena, saúde mental tem sido uma pauta muito discutida devido ao grande número de pessoas que estão relatando problemas relacionados a isso durante o confinamento. O que muitos não sabem, é que profissionais da área da psicologia podem atender remotamente. Portanto, se você achar que deve procurar um psicólogo, busque por um profissional que esteja fazendo consultas online! Isso certamente poderá te ajudar.

Entrevista: o que devemos esperar da ‘convocação’ de médicos veterinários no combate ao COVID-19?

No dia 2 de abril de 2020, o Ministério da Saúde emitiu uma nota convocando 14 categorias de profissionais da saúde, incluindo médicos veterinários, para atuar na luta contra o novo coronavírus.

O comunicado encaminhado ao Conselho Federal de Medicina Veterinária especifica que veterinários poderão ser convocados para trabalharem no SUS, em todos os níveis de atenção no combate ao COVID-19. Entretanto, ainda não foi especificado que tipo de auxílio será prestada pela classe.

Confira o texto sancionado pelo congresso:

“Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, dentre outras, as seguintes medidas (…)

VII – requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa”.

A ação estratégica de combate ao novo vírus foi nomeada de “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. Devido à situação de urgência, o cadastro na plataforma é obrigatório para todos os médicos veterinários no país.

A partir do momento da validação do cadastro, um curso online de capacitação nos protocolos oficiais no combate ao coronavírus será disponibilizado aos profissionais, que após a conclusão receberão certificados e partir daí estarão elegíveis a serem convocados para iniciar os trabalhos no SUS.

Durante o cadastro o profissional informará se deseja, ou não, participar da ação. As demais informações do curso de capacitação serão enviadas por e-mail.

Posicionamento do CFMV

No comunicado emitido ao CFMV, o ministério da saúde ressaltou “o caráter obrigatório do cadastramento dos profissionais e da participação na capacitação”. Profissionais que não fizerem seu cadastro e não concluírem o curso de capacitação serão notificados pelo órgão.

Em nome da organização, o presidente do CFMV, Fransisco Cavalcanti, informou que os médicos veterinários estarão à disposição do Ministério da Saúde para “auxiliar no que for necessário, com capacitação para cuidar da saúde animal, humana e do meio ambiente, e vasto conhecimento sanitário para ajudar o país a superar está pandemia”.

O anúncio gerou forte repercussão entre a classe e maiores informações deverão ser disponibilizadas no decorrer das próximas semanas.

O que devemos esperar perante a situação?

Para abordar melhor o assunto e entender como o caso vem repercutindo em meio à classe veterinária, convidamos o médico veterinário Daniel Agibert Luz, especialista em medicina do coletivo, para participar de uma entrevista com a VeteduKa. Confira:

O que você achou sobre a convocação de médicos veterinários para atuarem no combate ao Covid-19?

“É uma oportunidade de mostrarmos que somos parte da saúde pública e a partir desse reconhecimento, que os municípios compreendam a necessidade de ter um médico veterinário no núcleo básico de atendimento à saúde.”

As atividades a serem desempenhas pelos veterinários ainda não foram reveladas pelo ministério da saúde. De que maneira você acha que estes profissionais podem ajudar?

“Os núcleos de apoio à saúde da família (NASF) já tem em sua grade uma vaga para médico veterinário, podendo ou não ser ativada pelo município.

Isso me faz pensar que atuaremos nos NASF para apoiar a disseminação dos cuidados preventivos em relação ao COVID19 e conferir se estão sendo realizados de acordo com a orientação da OMS.”

Você acha essa convocação viável/correta?

“Desde que ninguém seja ‘obrigado’ a trabalhar com o que considera inseguro à sua saúde física e mental, concordo com a possível convocação.”

Qual a sua opinião, como médico veterinário especialista em medicina do coletivo, sobre a possibilidade de ser convocado para trabalhar no sus?

“A atuação explícita do médico veterinário na saúde pública será algo histórico, que poderá gerar melhor reconhecimento e abrir portas para um futuro de trabalho multidisciplinar.”

Após a convocação, o assunto repercutiu muito entre os profissionais da classe veterinária. Entre o grupo, o que tem sido comentado sobre o assunto?

“Se discute bastante sobre o desinteresse de alguns profissionais em atuarem diretamente na área da saúde pública, por terem medo de expor sua saúde e dos seus próximos, ou por terem medo de trabalhar com humanos. Outros mais engajados na área falam com confiança que estarão fazendo um bem maior a todos.

Daniel Agibert Luz
Médico Veterinário

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade do Contestato (UnC) (2016). Possui residência em Medicina Veterinária do Coletivo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) (2016-2018).