31 de julho: dia do vira-lata

cão vira-lata

No Brasil, os vira-latas com certeza se tornaram um ícone entre os animais de estimação e são os queridinhos de muitas famílias. Também conhecidos como SRD’s (sem raça definida), os vira-latas não possuem origem genética determinada, resultando na cruza de duas ou mais raças diferentes. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, a “raça” está presente em cerca de 41% dos lares brasileiros.

Características

Os vira-latas são verdadeiras caixinhas de surpresa! Por não existirem padrões genéticos em suas linhagens, não há como apontar padrões de cor, pelagem, tamanho e temperamento.

Em geral, podemos dividir os vira-latas em quatro categorias: híbridos (com duas raças conhecidas), mestiços (que apresentam traços de uma ou duas raças), funcionais (criados com um propósito específico) e vira-latas de fato, que resultam no cruzamento de várias raças misturadas, sendo este o tipo mais comum encontrado nas ruas.

Devido a essa grande diversidade, as chances de você encontrar dois SRD’s iguais são muito pequenas. Se você busca um animalzinho único e especial, um vira-latatinha com certeza é uma opção interessante para você!

De onde o termo surgiu?

Acredita-se que o nome “vira-lata” tenha surgido devido aos animais de rua que precisam constantemente revirar lixos e latas para encontrar comida. Com o passar do tempo, o termo passou a ser usado de maneira pejorativa, como a expressão “complexo de vira-lata”, criada pelo escritor Nelson Rodrigues, que teorizava um complexo inferioridade sentido pelos brasileiros em relação ao resto do mundo. Entretanto, essa conotação negativa está sendo desmitificada e hoje os vira-latas são a paixão de muitas pessoas.

Os vira-latas são mais resistentes à doenças?

Em partes, sim. Ao contrário de cães de raça, que se reproduzem com indivíduos de genes semelhantes, seguindo um padrão de traços hereditários, os vira-latas possuem alta variabilidade genética. Além disso, boa parte dos SRD’s vêm das ruas, onde somente os filhotes mais fortes conseguem sobreviver, precisando sempre buscar por alimento ou até mesmo lutar por ele.

Entretanto, isso não significa que os vira-latas não fiquem doentes. Como não possuem padrões de linhagem genética ou pedigree, não há como generalizar as características do sistema imunológico ou pré-disposições de cada um. Portanto, assim como em qualquer outra raça, o acompanhamento veterinário é fundamental.

Curiosidades

Por grande parte da população dos SRD’s viverem em situação de rua, o olfato dos vira-latas costuma ser muito aguçado, conseguindo detectar e distinguir diferentes odores, característica desenvolvida para a sobrevivência, os possibilitando encontrar alimentos em sacos e latas de lixo.

Os vira-latas brasileiros são únicos (literalmente). O tipo de vira-latas que conhecemos existem somente no Brasil. Os SRD’s de outros países costumam ter menos misturas, tendo as suas raças traçadas como subdivisões da cruza, como por exemplo: o bassetoodle, cruza entre basset hound e poodle.

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Medicina transfusional veterinária

A medicina transfusional veterinária vem se destacando nos últimos anos devido a sua grande contribuição na terapia em urgências e emergências. É notório que cada vez mais ela evolui em seus processos de triagem dos doadores, processamento e armazenamento de hemocomponentes, buscando sempre a qualidade e segurança dos seus produtos. Um ponto muito importante na cadeia da medicina transfusional veterinária está na captação, seleção e triagem dos doadores. É realmente nessa etapa que iniciamos com o grande foco que é a segurança.

A captação envolve grande empenho no marketing, muitas vezes com foco nos próprios clientes da clínica e de parcerias com outros serviços e criadores, além de canil de corporações do serviço público. No nosso serviço, o que mais se adaptou foi a busca de doadores com ações em mídias sociais e na indicação dos atuais doadores. Porém alertamos, que após a efetivação do doador no plantel do banco de sangue, muito deve se fazer para a fidelização no projeto, e que não se perca no desenrolar do tempo. A melhor forma disso acontecer é fomentar a ação social que o doador está realizando e o impacto no auxílio de terapia dos receptores.

O próximo passo é a realização da seleção e triagem. Um doador deve permanecer em média dois anos no plantel e, portanto, deve estar com a saúde em perfeitas condições, nunca ter passado por doenças graves, procedimentos cirúrgicos, que não os eletivos, e nunca ter recebido transfusão sanguínea. A realização de um exame clínico detalhado e exames de hematologia e bioquímica podem evidenciar potenciais disfunções orgânicas que impedirão a doação. Exames complementares de sorologia e/ou PCR trazem muita segurança no processo e devem sempre ser realizados. Estar atento também a doenças endêmicas na área de trabalho, buscar a manutenção da sanidade e a proteção do doador é essencial. Mantê-lo livre de ecto e endoparasitas mantém o doador sempre saudável e com o hemocomponente livre de doenças que podem ser vinculadas ao receptor. Isso se consegue com produtos comerciais destinados a esse propósito, mas também de um ambiente salubre, sem matéria orgânica e sem umidade excessiva.

Processamento do sangue total

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Concentrado de hemácias

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Plasma fresco congelado

Com certeza, o hemocomponente que necessita mais tecnologia é o plasma fresco congelado. Isso porque, para a manutenção de todos os seus componentes, deve iniciar seu congelado em tempo não maior que oito horas após a coleta da bolsa de sangue. Isso se consegue com baixíssimas temperaturas, não conseguidas em freezers comerciais. Orientamos a manutenção do congelamento em – 30 graus centígrados, pois nessas condições poderá ser armazenado por um ano. Após esse período, perde alguns de seus componentes e, é então, denominado plasma congelado.

Concentrado de plaquetas

As plaquetas, quando mantidas em repouso, se agregam e inviabilizam o tratamento. Portanto, o concentrado de plaquetas deve ser mantido em temperatura de 22 graus centígrados, sob agitação constante e com manutenção criteriosa. Deve permanecer nessas condições não mais que cinco dias e, com certeza, é o grande desafio de um banco de sangue.

Hemocomponentes e suas utilizações

Saber escolher a melhor hora de indicar um hemocomponente é tanto ou mais importante para a segurança que todo o seu processamento e armazenamento. Transfundir em hora errada ou transfundir o hemocomponente desnecessário, em algumas ocasiões, será pior que não ter realizado a transfusão. Para tanto, o médico-veterinário deve sempre se atentar ao paciente como um todo e não particularizar o número estabelecido como gatilho transfusional. O gatilho existe e deve ser usado com uma base de protocolo, porém a transfusão deve ser decidida baseada em informações do exame clínico seriado do paciente e levado em consideração dados semiológicos da resenha e anamnese, onde poderão nos trazer informações valiosas como a idade, doenças e transfusões anteriores, comorbidades entre outras. Um paciente jovem tem, sem sombra de dúvidas, condições de se adaptar ao evento de queda de hemoglobina muito mais eficientemente que um doente idoso, fazendo com que a conduta de transfusão restritiva ser mais interessante e de menor risco que a liberal. Eventos agudos com o trauma irão se beneficiar se formos mais liberais, devido a seu tempo agudo de ocorrência, enquanto eventos mais crônicos como a sepse, a opção restritiva pode ser a melhor. Porém, tudo vai depender da condição e evolução do paciente no período de tratamento.

Gatilho transfusional

Anemia

A anemia está presente na rotina de atendimento de uma maneira constante. Doenças crônicas e agudas como os traumas, representam grande parcela. Manter o paciente estável, que passa por grande estresse fisiológico devido aos eventos, deve ser o principal foco de tratamento. Buscar a manutenção de uma condição de oxigenação, onde a entrega de oxigênio aos tecidos adequada, traz um benefício imensurável, já que a manutenção da hipóxia irá levar morte celular e consequente disfunção orgânica. Isso é evidente também durante os procedimentos anestésicos, onde o preparo do paciente anteriormente ao procedimento, pode fazer muita diferença no desfecho final do procedimento. O concentrado de hemácias é o hemocomponente que cumpre esse papel e deve ser calculado conforme o peso do receptor. Possui um hematócrito que fica entre 70 e 80%, e deve ser transfundido na proporção de 10ml para cada quilograma do receptor, elevando seu hematócrito em 10%.

Coagulopatias e hipoalbuminemia

Muito mais presente que diagnosticada, em parte por negligência e outra por falta de testes de detecção precoce ainda inviáveis na medicina veterinária, as coagulopatias só são corrigidas com o uso do plasma fresco congelado. Composto de vários fatores de coagulação, o plasma cumpre o seu papel principalmente quando transfundido precocemente nos eventos de coagulopatias. Como a dificuldade de detecção precoce existe, nossa orientação é usá-lo precocemente em enfermidades potencialmente causadoras de coagulopatia intravascular disseminada, como a sepse grave, pancreatites e malignidades em estados avançados, entre outras, e não aguardar sintomatologia clínica de CID. Destas, sem dúvida o evento séptico se destaca, estando presentes em gastroenterites hemorrágicas, infecções uterinas, e internações prolongadas.

O plasma pode ser também usado na reposição de albumina. Porém atenção especial deve ser dada a esse uso, se limitando somente a pacientes com hipoalbuminemia transitória e com potencial de produção posterior ao evento. Não devemos, por exemplo, usar em uma cirrose hepática, onde a condição de síntese proteica não mais existe. Para correção de hipoproteinemia, o cálculo de 50 ml de plasma para cada quilograma de peso do receptor irá elevar a albumina sérica em 1g/dL.

Trombocitopenia

Sangramentos por queda de plaquetas devem ser tratados com concentrado de plaquetas. Porém, a trombocitopenia por si só não é a única indicação de uso. A escolha certa está na condição de trombocitopenia associada a sangramento. Lembramos que um paciente pode permanecer sem sangramento e até mesmo ser submetido a procedimentos cirúrgicos em estado trombocitopênicos leves a moderados. Portanto, podemos dividir a indicação de transfusão de concentrado de plaquetas em: terapêutico quando há trombocitopenia associada a sangramento e profilático, e quando no perioperatório adequamos as plaquetas a níveis aceitáveis para o procedimento cirúrgico em questão. O cálculo para é de uma unidade de concentrado de plaquetas para cada 10 quilogramas do receptor.

Tipagem sanguínea e teste de compatibilidade

A tipagem sanguínea é essencial na segurança do procedimento de transfusão. Os cães e gatos possuem diversos tipos sanguíneos, mas o tipo sanguíneo mais testado é o DEA 1.1 que pode ser negativo e positivo. É feito por meio de cartões, sendo fácil, rápido e intuitivo sua realização. Deve-se sempre ter a tipagem sanguínea do doador e receptor quando necessitamos de transfusão. Os bancos de sangue já possuem seus doadores testados, sendo então a requisição do tipo sanguíneo para a transfusão. O teste de compatibilidade é essencial de ser realizado. A compatibilidade entre o sangue de dois indivíduos é determinada através desse teste, também chamado de “Prova Cruzada”. O sangue do doador é testado contra o sangue do receptor para verificar a ocorrência de aglutinação das hemácias (formação de grumos – aglutinação), indicativa de incompatibilidade.

Conclusão

Buscar um tratamento adequado, minimizando os riscos do paciente deve ser uma busca constante. Isso é extremamente factível a todos, desde que respeitado os preceitos de avaliação detalhada do paciente e uso de protocolos estabelecidos.

Conheça a PetTransfusion

A Pet Transfusion é uma empresa pioneira em hemocomponentes localizada em Curitiba (PR). O objetivo da empresa é levar a medicina veterinária transfusional as clínicas e hospitais veterinários, oferecendo hemocomponentes com qualidade e procedência.

Com uma equipe composta de médicos-veterinários e de auxiliares treinados, está apta a realizar a coleta da bolsa de sangue, sua separação e acondicionamento, bem como a logística de distribuição. Os profissionais estão sempre disponíveis para a orientação da escolha do hemocomponente ideal para a situação.

A Pet Transfusion possui sede própria, composta de equipamentos de laboratório, centrifugação e acondicionamento, de última geração, garantindo validade e qualidade. Além disso, a empresa conta também laboratórios parceiros, que auxiliam no controle de qualidade dos hemocomponentes, realizando testes laboratoriais e de microbiologia, levando segurança ao paciente receptor.

Informações com o médico-veterinário Luciano Marini:

WhatsApp: (41) 99874-1318

E-mail: luciano@pettransfusion.com.br

www.pettransfusion.com.br/

Ansiedade: um dos maiores problemas enfrentados por quem está estudando por EAD na quarentena.

Em algum momento de sua vida, você com certeza já passou por momentos de tensão enquanto estudava por estar se sentindo(a) muito ansioso(a), correto? Durante nossa vida escolar, esse sentimento se torna algo comum, tanto que a certo ponto ficamos “acostumados” com sua presença. Isso se estende até a chegada do ano do vestibular, e então, a faculdade. A partir daí, a sensação é que a tolerância que tínhamos desenvolvido é totalmente perdida e sentimos novamente o desconforto causado pela ansiedade

Mas primeiro, o que pode ser considerado como “ansiedade”?

A ansiedade é um sentimento vago, que pode nos causar medo, apreensão e desconforto, que se dá quando precisamos encarar algo novo, ou qualquer situação que fuja de nossa zona de conforto. Entretanto, a ansiedade não é algo inteiramente negativo, sendo ela responsável por fazer você se preparar melhor e se dedicar para ter um resultado positivo naquilo que está te deixando ansioso(a).

O verdadeiro problema ocorre quando a ansiedade é causada de maneira exacerbada e em situações simples do dia-a-dia.

Por que esse sentimento é tão recorrente nos estudos?

Durante a faculdade, é normal querermos nos destacar para no futuro ter maiores chances no mercado de trabalho. Dentro da graduação em medicina veterinária, não é diferente. Devido à grande concorrência e a necessidade que impomos a nós mesmos para alcançar a tão sonhada vaga nos programas de residência, a ansiedade pode se tornar algo frequente, prejudicando o desempenho de vários estudantes.

Além de exigirem muito de si mesmos para obter bons resultados, os estudantes precisam também precisam atender e cumprir todas as exigências de professores. Em casa, é preciso conviver com a forte expectativa exercida pela família quanto seu desempenho. Para alguns, uma simples pergunta de “eai, como vai a faculdade?”, pode ser suficiente para gerar ansiedade.

Como o momento que estamos vivendo influencia nos estudos

Em meio à pandemia, milhares de estudantes por todo o mundo precisaram abrir mão das aulas presenciais devido ao COVID-19. A nova rotina que nos foi imposta traz com ela inúmeras práticas e métodos de estudo que não estávamos habituados anteriormente, tendo que passar por um processo lento de adaptação para nos acostumarmos com isso.

Estamos presenciando algo que antes de novembro de 2019 era totalmente desconhecido para a humanidade. Com isso, é de se esperar que fiquemos apreensivos e com medo, o que pode desencadear no sentimento de ansiedade, sendo um risco principalmente para aqueles que já eram enquadrados como ansiosos antes do surto nos atingir.

Por que a ansiedade se tornou um problema maior do que ela já era?

Muitos estudantes têm se queixado da falta de motivação e dificuldade para manter a concentração nos estudos durante a quarentena. A ansiedade pode estar diretamente relacionada ao problema, considerando que o sentimento é responsável por nos deixar receosos e inquietos. Isso se torna um grande empecilho para o aluno, gerando a sensação de frustração após não conseguir obter êxito em suas tarefas.

A longo prazo, isso se torna um ciclo vicioso. A dificuldade para manter a concentração resultará em frustração, fazendo com que motivação para estudar seja cada vez menor.

Há algo que possa ser feito para se adaptar melhor à rotina de estudos por EAD?

É certo de que o momento que estamos vivendo é turbulento, mas eventualmente, passará. Lembre-se: sua vida continuará normalmente, junto aos seus projetos de carreira, assim que nossas vidas voltarem à normalidade. Portanto, deixe suas metas bem definidas, pois elas podem servir como fortes aliadas para te ajudar a manter a calma e focar nos estudos.

Se o seu objetivo é conquistar sua vaga na residência, tente se manter firme para conquistá-lo! A data de sua prova pode ser adiada, mas ela ainda vai acontecer, mesmo que demore mais do que o esperado. Portanto, não se deixe iludir ao pensar que seu esforço nesse período de quarentena pode estar sendo em vão.

Outro fator importante e que pode ser crucial para reverter a situação é tentar diminuir o hábito da procrastinação e se organizar de maneira adequada. Existem inúmeras técnicas organizacionais que podem ser de grande ajuda para os estudantes, evolvendo análises de rotina, criação de ciclos, definição de metas e estratégias de estudos. Como este é um assunto de maior relevância, preparemos um artigo exclusivo para abordar o tema de maneira clara para te ajudar. Clique aqui para conferir.

Se precisar, busque ajuda

Como já citamos anteriormente, a ansiedade é um sentimento normal nos seres humanos, se tornando um problema apenas quando desencadeada em excesso. Em casos mais severos, outros sintomas mais graves podem ser sentidos por decorrência da ansiedade, podendo incluir falta de ar, depressão e até mesmo crises de pânico. Em casos como estes, o indicado é procurar por um psicólogo, já que o problema está afetando sua vida como um todo, e não somente seus estudos.

Durante o período de quarentena, saúde mental tem sido uma pauta muito discutida devido ao grande número de pessoas que estão relatando problemas relacionados a isso durante o confinamento. O que muitos não sabem, é que profissionais da área da psicologia podem atender remotamente. Portanto, se você achar que deve procurar um psicólogo, busque por um profissional que esteja fazendo consultas online! Isso certamente poderá te ajudar.

Entrevista: o que devemos esperar da ‘convocação’ de médicos veterinários no combate ao COVID-19?

No dia 2 de abril de 2020, o Ministério da Saúde emitiu uma nota convocando 14 categorias de profissionais da saúde, incluindo médicos veterinários, para atuar na luta contra o novo coronavírus.

O comunicado encaminhado ao Conselho Federal de Medicina Veterinária especifica que veterinários poderão ser convocados para trabalharem no SUS, em todos os níveis de atenção no combate ao COVID-19. Entretanto, ainda não foi especificado que tipo de auxílio será prestada pela classe.

Confira o texto sancionado pelo congresso:

“Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, dentre outras, as seguintes medidas (…)

VII – requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa”.

A ação estratégica de combate ao novo vírus foi nomeada de “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. Devido à situação de urgência, o cadastro na plataforma é obrigatório para todos os médicos veterinários no país.

A partir do momento da validação do cadastro, um curso online de capacitação nos protocolos oficiais no combate ao coronavírus será disponibilizado aos profissionais, que após a conclusão receberão certificados e partir daí estarão elegíveis a serem convocados para iniciar os trabalhos no SUS.

Durante o cadastro o profissional informará se deseja, ou não, participar da ação. As demais informações do curso de capacitação serão enviadas por e-mail.

Posicionamento do CFMV

No comunicado emitido ao CFMV, o ministério da saúde ressaltou “o caráter obrigatório do cadastramento dos profissionais e da participação na capacitação”. Profissionais que não fizerem seu cadastro e não concluírem o curso de capacitação serão notificados pelo órgão.

Em nome da organização, o presidente do CFMV, Fransisco Cavalcanti, informou que os médicos veterinários estarão à disposição do Ministério da Saúde para “auxiliar no que for necessário, com capacitação para cuidar da saúde animal, humana e do meio ambiente, e vasto conhecimento sanitário para ajudar o país a superar está pandemia”.

O anúncio gerou forte repercussão entre a classe e maiores informações deverão ser disponibilizadas no decorrer das próximas semanas.

O que devemos esperar perante a situação?

Para abordar melhor o assunto e entender como o caso vem repercutindo em meio à classe veterinária, convidamos o médico veterinário Daniel Agibert Luz, especialista em medicina do coletivo, para participar de uma entrevista com a VeteduKa. Confira:

O que você achou sobre a convocação de médicos veterinários para atuarem no combate ao Covid-19?

“É uma oportunidade de mostrarmos que somos parte da saúde pública e a partir desse reconhecimento, que os municípios compreendam a necessidade de ter um médico veterinário no núcleo básico de atendimento à saúde.”

As atividades a serem desempenhas pelos veterinários ainda não foram reveladas pelo ministério da saúde. De que maneira você acha que estes profissionais podem ajudar?

“Os núcleos de apoio à saúde da família (NASF) já tem em sua grade uma vaga para médico veterinário, podendo ou não ser ativada pelo município.

Isso me faz pensar que atuaremos nos NASF para apoiar a disseminação dos cuidados preventivos em relação ao COVID19 e conferir se estão sendo realizados de acordo com a orientação da OMS.”

Você acha essa convocação viável/correta?

“Desde que ninguém seja ‘obrigado’ a trabalhar com o que considera inseguro à sua saúde física e mental, concordo com a possível convocação.”

Qual a sua opinião, como médico veterinário especialista em medicina do coletivo, sobre a possibilidade de ser convocado para trabalhar no sus?

“A atuação explícita do médico veterinário na saúde pública será algo histórico, que poderá gerar melhor reconhecimento e abrir portas para um futuro de trabalho multidisciplinar.”

Após a convocação, o assunto repercutiu muito entre os profissionais da classe veterinária. Entre o grupo, o que tem sido comentado sobre o assunto?

“Se discute bastante sobre o desinteresse de alguns profissionais em atuarem diretamente na área da saúde pública, por terem medo de expor sua saúde e dos seus próximos, ou por terem medo de trabalhar com humanos. Outros mais engajados na área falam com confiança que estarão fazendo um bem maior a todos.

Daniel Agibert Luz
Médico Veterinário

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade do Contestato (UnC) (2016). Possui residência em Medicina Veterinária do Coletivo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) (2016-2018).

Como montar um ciclo de estudos

Quando se pensa em organizar uma rotina de estudos, a primeira coisa que passa por nossa cabeça é criar um cronograma em forma de agenda, que delimita o intervalo de tempo de todas as tarefas inseridas nela.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/educacao/como-montar-um-cronograma-estudos.htm

Entretanto, no método “tradicional”, as chances de você não conseguir cumprir o cronograma são muito grandes, já que nele você não prevê imprevistos, como um dia que você pode acordar doente ou precisa atender uma urgência.

Por exemplo: se você separou sua manhã de terça-feira para estudar anestesiologia, mas não conseguiu, e esse era o seu único horário para estudar a disciplina na semana, você pode remanejar todo o seu planejamento, gerando desorganização, já que os outros dias já estavam reservados, ou então, passaria a semana sem estudar anestesiologia.

Além da dificuldade em ser mantida, essa estratégia de organização é exaustiva, e em caso de imprevistos, o conteúdo fica atrasado. Fora isso, pequenos espaços de tempo são difíceis de serem aproveitados, impossibilitando você de fazer revisões das matérias já estudadas até então.

1 – Defina a quantidade de horas que o ciclo terá

Se você possui 10 horas semanais para estudar, com 6 matérias em sua grade, você deve alocar essas disciplinas dentro das 10 horas.

Lembre-se de que se trata de um ciclo, portanto, você não deve construir um novo assim que o ciclo é encerrado, e sim, repeti-lo do início.

Pode ser que, ao iniciar o processo, surja a necessidade de fazer alterações no cronograma. O ideal é que estas alterações sejam feitas poucas vezes durante o ano. Para aplicar as alterações, aguarde o encerramento do ciclo para então aplicá-las.

2 – Analise suas disciplinas

É necessário fazer uma revisão de todas as matérias, considerando a dificuldade e peso de cada disciplina para seu objetivo final. Com isso, defina quais disciplinas será necessário dedicar mais horas.

3 – Quantidade de tempo nas divisões do ciclo

Depois de definir as horas, dificuldade e peso, decida a quantidade de blocos (divisões) que será criada dentro do ciclo.

O ideal é que a separação de cada bloco tenha no mínimo 1h e não seja superior a 2h30, pois a partir desse período, nossa concentração tende a diminuir, impactando a produtividade.

Nessa altura já é possível perceber que o ciclo de estudos é algo muito pessoal, variando de acordo com as suas necessidades e o tempo que você tem/precisa para estudar. Portanto, é muito importante que você mesmo(a) construa o seu próprio.

4 – Defina as horas que cada bloco do ciclo terá

Após fazer a separação dos blocos, considere a dificuldade e peso de cada disciplina, para, a partir daí, definir a quantidade de horas que você dedicará para cada matéria.

Organize também a ordem das disciplinas. Como se trata de um ciclo baseado em horas, o mais importante é definir qual será a sequência a ser seguida entre os blocos de estudo.

Não existem dias específicos ou horários para estudar, o objetivo é apenas cumprir o cronograma semanal de horas do ciclo, seguindo a ordem de blocos no ciclo.

Se você preferir, também é possível organizar seu ciclo em outros formatos, como por exemplo, em uma tabela.

5 – Revise o seu ciclo

Revise toda a estrutura de seu ciclo e realize ajuste se for necessário.

Dica: alie seu ciclo de estudos com uma análise SWOT. Saiba mais.

Outras dicas importantes

1 – Fazer uma análise de rotina geral.

  • Clique aqui para ler um artigo sobre como uma análise rotina pode fazer a diferença em seus estudos.

2 – Estabelecer um local para estudar com as seguintes características:

  • ser o mais silencioso possível;
  • ter uma escrivaninha que proporcione conforto;
  • não oferecer distrações;
  • ter conexão com a internet (mas nada de redes sociais, ok?);
  • ter todos os materiais necessários;
  • ser bem iluminado e arejado

3 – Tentar manter regularidade em seus horários

  • É certo de que o ciclo de estudos permite ter maior flexibilidade quanto a horários, entretanto, se você possui um dia ou dois durante a semana livres e gostaria de aproveitar este tempo para estudar, tente manter esse período de estudos o mais regular possível.

4 – Ter alcance a todos os materiais necessários

5 – Minimize distrações, principalmente, seu telefone celular

6 – Cuidar de seu corpo.

  • Manter uma rotina de exercícios físicos é muito importante, mesmo que apenas algumas horas por semana. Esses momentos podem servir como uma válvula de escape, reduzindo seu estresse e aumentando sua produtividade nos estudos posteriormente.

7 – Fazer pausas

8 – Definir objetivos e metas claras

  • Ter um objetivo definido servirá de incentivo para você continuar. No decorrer deste processo, é normal termos momentos de frustração e pensamos se o que estamos fazendo realmente valerá a pena, nesses momentos, lembre-se do seu objetivo, independente de qual ele seja.

O objetivo principal do ciclo de estudos é otimizar sua performance nos estudos, de maneira menos cansativa e que você consiga aproveitar melhor o tempo. Que tal tentar criar um para você?

Acesse nosso blog e leia mais artigos da VeteduKa.

Tenho dificuldade em uma matéria. O que fazer para contornar esse problema?

Durante a faculdade, é normal nos depararmos com matérias que gostamos mais e outras menos. Quando não nos identificamos com alguma delas, podemos atribuir o motivo à várias razões, como não gostar muito dos temas que a matéria abrange, não se identificar com o professor, ou então, simplesmente por não entender o conteúdo.

A partir daí, a necessidade de estudo dessa disciplina em questão se torna desgastante, tendo seu estudo visto apenas como uma obrigação, sem nenhum prazer.

Abordaremos nesse artigo algumas dicas sobre como você pode fazer para contornar essa situação e aproveitar melhor os momentos de estudo, mesmo se tratando de uma matéria que desperte menos interesse.

Deixe de usar a dificuldade como um rótulo

Mas o que isso quer dizer? Não se autointitule com alguém que tem dificuldade na matéria X. Isso fará com que, mesmo que de forma inconsciente, você gere uma desculpa para você mesmo do porquê de você não estar conseguindo apresentar um bom desempenho na disciplina. Ao invés de fazer isso, foque em construir uma solução para o seu problema. Citaremos algumas alternativas a seguir.

Por onde começar

Mudar suas estratégias de estudo é algo muito importante ao perceber que seu desempenho não está bom.  Portanto, seja criativo(a)! Existem inúmeras maneiras diferentes para estudar, cabe a você decidir qual será mais proveitosa para você. Por exemplo: se ao estudar osteologia você não consegue memorizar todas as funções dos ossos apenas lendo e escrevendo resumos, qual tal fazer um desenho ou organizar um mapa mental?

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(Obs: este mapa mental foi criado utilizando o OneNote)

Lembre-se: se a matéria está em sua grade curricular, é porque de alguma maneira, ela é relevante para sua profissão. Um método eficiente para você desenvolver maior interesse pela disciplina é tentar fazer assimilações do conteúdo teórico com possíveis situações rotineiras de carreira. No caso da medicina veterinária, você pode associar a teoria com inúmeras situações da rotina clínica. Assim, você deixa de ver o conteúdo somente de maneira teórica e considera sua parte aplicável.

Um estudante que tem menos afinidade com a matéria de etologia, pode assimilar as inúmeras teorias comportamentais com situações reais de clínica médica.

Por exemplo: um tutor recorre ao médico veterinário por perceber que a partir de um determinado período, seu animal começou a urinar com uma maior frequência e fora de seu lugar habitual. O paciente, jovem, encontra-se clinicamente bem e sem alterações em exames de sangue, imagem e urina. A partir daí, é possível realizar uma anamnese e encontrar um possível diagnóstico de natureza comportamental, podendo indicar algum problema ambiental ou algum fator externo que esteja causando estresse ou medo ao animal.

 

Imaginar um caso hipotético como o do exemplo acima lhe proporcionará ideias de como o conteúdo aprendido poderá ser usado na prática, dando um incentivo a mais para estudar.

Tempo de estudo influencia para fixar o aprendizado?

Sim. Entretanto, é importante ter em mente que quando se trata de estudo, qualidade sempre será mais relevante que quantidade.

De nada adiantará passar horas estudando se você não aproveitar bem o tempo que está dedicando a isso. Se a partir de um momento você começar a sentir exaustão e estresse, o ideal é parar por aí e analisar se todas as horas que você está dedicando realmente estão sendo bem aproveitas.

Se você julga uma matéria como difícil, estudar mais tempo é importante, contando que você esteja aproveitando o que é abordado.  O tempo que você dedica ao estudo não pode ser visto como um fardo. Esforço é necessário, sacrífico não.

Durante esse período, se distancie de tudo aquilo que pode lhe atrapalhar, em especial, seu telefone celular. Enquanto estudamos, as notificações e bipes de nossos smartphones acabam se tornando muito mais atrativos do que nos momentos em que não estamos ocupados. Portanto, desligar seu celular é uma ação importante para melhorar a qualidade do seu estudo.

Defina seus horários

Como já dito, se você julga algo como difícil, ceder mais tempo para estudar é importante. Então, defina bem seus horários e tente segui-los da maneira mais correta possível.  Não sabe por onde começar?

Clique aqui e saiba como uma análise de rotina pode trazer resultados positivos para seus estudos.

Conclusão

Seja para uma prova da faculdade, processo seletivo ou prova da residência, sempre existirão assuntos pelos quais você se interessará menos do que outros, e por isso, é importante criar estratégias e pensar no que pode ser feito para contornar situações assim. Então, evite tratar os momentos que lhe exigem dedicação à estas disciplinas como “problema”, “fardo” ou “aborrecimento” já que de alguma forma, todo conteúdo aprendido é crucial para sua formação como médico(a) veterinário(a).

Como uma análise de sua rotina pode fazer a diferença em seus estudos

Uma rotina organizada é a base para conquistar um novo objetivo. Você já parou para pensar sobre como isso pode influenciar os seus estudos?

Confira o artigo a seguir para saber mais sobre a análise de rotina e como ela pode se tornar uma aliada para que você obtenha sucesso nos seus objetivos de carreira como veterinário(a).

No que consiste uma análise de rotina?

Essa análise tem o objetivo de promover um melhoramento contínuo em sua rotina, visando aprimorar sua organização, disciplina, tomadas de decisão, definição de novas metas e limites a serem seguidos.

Após algum tempo fazendo este exercício, você perceberá que em determinado momento todas suas tarefas estarão fluindo nos momentos certos.

É certo que seguir uma rotina não é fácil, entretanto, exaustão e estresse são coisas que devem ser minimizadas ao máximo para que você consiga ter um bom desempenho em suas atividades, e esse também é um ponto importante abordado na análise.

Por onde começar

Primeiramente, defina metas a serem cumpridas a longo prazo. Estas irão reger boa parte dos objetivos que você precisa alcançar, podendo ser a aprovação na residência veterinária ou qualquer outro objetivo pessoal.

Por exemplo: ser aprovado em um processo seletivo.

Tome um momento para pensar sobre seu ritmo de trabalho. Afinal, de nada irá servir este processo se você não se ater ao seu ritmo de trabalho, tendo em mente que se você não respeitar suas limitações, serão gerados estresse e exaustão.

Para definir isso, você pode calcular o tempo que você leva para desempenhar a tarefa sem estar sob pressão. Então, use o resultado obtido como referência para saber o quanto você consegue produzir em um determinado espaço de tempo.

– Confira este artigo sobre a análise SWOT para ajudá-lo a definir uma meta.

Definindo suas tarefas

Agora que você já pensou sobre suas metas e seu ritmo de trabalho, é hora de definir quais tarefas você precisa desempenhar no dia-a-dia para que seu objetivo final seja bem sucedido.

Para ter noção do que precisa ser feito, crie tópicos com todas as atividades principais, de maneira geral, que você precisa desempenhar durante a semana (é importante incluir seus momentos de lazer). Por exemplo:

Feito isso, é hora de desmembrar estes tópicos em subtópicos, definindo as tarefas específicas a serem feitas dentro de cada tópico. Por exemplo:

Obs: você pode ser ainda mais específico na discriminação das tarefas a serem organizadas.

Agora, defina quanto tempo e em quais dias da semana você vai desempenhar cada coisa. Isso você pode fazer à moda antiga, escrevendo em uma agenda, ou utilizando inúmeras ferramentas online que encontramos hoje. Uma muito boa, que possui recursos como lembretes, adição de endereços e até compartilhamento de informações é a Google Agenda.

Como no exemplo definimos que a meta principal é ser aprovado em um processo seletivo (residência), essa tarefa deve ser priorizada quando a distribuição de tempo para cada atividade for feita.

Seja detalhista e sempre mantenha sua agenda atualizada quanto a eventos não previstos anteriormente.

 

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Dando continuidade à rotina após a análise

Após algumas semanas seguindo o cronograma que você estabeleceu, pode ser que problemas venham à tona, como por exemplo: trabalhos acumulados e cansaço excessivo. Se isso ocorrer, será necessário rever todo o processo para verificar onde está acontecendo a falha. A gestão do seu tempo de maneira correta é muito importante para o sucesso do processo como um todo.

Lembre-se: se a sua prioridade for o estudo, é nele que você deve focar. Em alguns momentos, é possível que você precise tomar algumas decisões difíceis, como deixar de rever um grupo de amigos para seguir o cronograma de sua rotina e colocar a matéria atrasada em dia.

– Caso você queira se aprofundar ainda mais, analisar fatores internos/externos e suas forças/fraquezas pessoais, clique aqui para conferir nosso artigo sobre análise SWOT.

Conclusão

O objetivo principal da análise de rotina é definir claramente os períodos de início e fim das atividades a serem desempenhas, como se fosse um mapa, facilitando a execução e permitindo a percepção eventuais falhas no processo.

Além de complementar sua organização, esse estudo também vai ajudá-lo na tomada de decisões dentro dos limites de suas prioridades.

A partir da organização de suas tarefas, você obterá resultados melhores não somente com seus estudos, mas também em suas demais atividades.

Dica: para aumentar ainda mais o seu desempenho, além da análise de rotina, é interessante que você construa um ciclo de estudos específico para isso, voltado às suas necessidades. Clique aqui para conferir algumas dicas sobre como montar um ciclo de estudos que seja funcional.

Dicas para um Carnaval seguro com seu Pet

O verão chegou e junto com ele a melhor e maior festa de todas para os Brasileiro e para alguns do mundo. Mas para curtir essa festa com segurança e na companhia do nosso amigo peludo, precisamos adotar alguns hábitos! Então vamos para as principais dicas para você curtir a folia com a presença do seu melhor amigo!!

Diferente de nós os cães e gatos não tem glândulas sudoríparas capazes de manter o corpo refrigerado de forma adequada, por isso é muito comum vermos os cães ofegantes de língua de fora em dias muito quentes. Assim se faz necessário evitar passeios e locais sem sombra nos horários onde a radiação solar é muito intensa, das 10 as 16 horas. Outra coisa que devemos evitar são roupas muito quentes e fechadas e focinheiras de nylon e que não permita essa troca de calor pela respiração.

Isso não significa que devemos deixar de levar nosso melhor amigo para passeios! Além do cuidado com a temperatura e radiação solar, temos que cuidar muito com a alimentação e a ingestão hídrica. Sempre deixe água disponível tanto em casa quanto na rua, não esqueça de colocar uma garrafinha de água na bolsa para passeios longos e ou distantes de casa. Uma dica para deixar a água sempre fresquinha em casa é optar por potes e bebedouros de louça ou barro. Outra coisa bem legal e que eles amam, são cubos de gelo, além de deixar a água sempre fresca fica muito mais divertido.

Alimentos úmidos como sachês e latinhas são mais que apropriados para manter a hidratação dessa galerinha, além de que eles adoram. Hoje no mercado existem diversas marcas e sabores, basta você encontrar qual seu amigão mais gosta, além do formato em sachê ser muito prático para passeios. Mas não exagere na quantidade, como tudo na vida, tudo em excesso não faz bem a ninguém e também pode deixá-los um tiquinho acima do peso, o que não é legal principalmente nessa época do ano. Então se você tem dúvida na quantidade procure um médico veterinário para poderem juntos adequar melhor essa dieta.

Nunca devemos deixá-los presos dentro do carro sozinhos, nem mesmo se for rapidinho. A temperatura interna do carro pode aumentar muito e em pouco tempo, muitas das vezes essa oscilação de temperatura pode ser fatal para animais de companhia e crianças. Então sempre leve guias para que eles possam acompanhá-los ou deixe-o no carro com um responsável e vidros abertos.

Outra coisa que ajuda muito é o uso de ventilador, janelas abertas e ar condicionado, assim o ambiente sempre se mantém fresco e agradável. Mesmo assim muitos cuidados devem ser tomados. Pelos longos podem enroscar facilmente nas hélices do ventilador e causar danos às vezes irreversíveis e muito dolorosos. Se você mora em apartamento o ideal é que seja colocado telas de proteção nas janelas para assim seu cãozinho e ou gatinho possa ficar curtindo um arzinho ou até mesmo apreciando a vizinhança. O uso de umidificador para o ambiente se faz necessário em qualquer situação mesmo que chova todos os dias, manter o ambiente úmido é muito importante principalmente quando se faz uso do ar condicionado.

Gostou das nossas dicas de verão?
Então bora colocar a fantasia, água e uma sachê na bolsa e curtir a Folia com seu amigo peludo de bigodes!

Alimentação para atender as exigências nutricionais do cão atleta

Alimentação Super Premium para atender as exigências nutricionais do cão atleta.

Com o passar dos anos, os animais tiveram mudanças em relação a sua alimentação, pois, deixaram de ser os animais de estimação para ser um membro da família e devido a isso, a busca dos tutores por alimentos que proporcionem mais bem-estar e longevidade aos pets está cada vez maior. As categorias de alimentos mais procuradas são as de melhor qualidade, que atendam às exigências nutricionais além de trazer benefícios extras.

Pensando nessa domesticação dos pets, muitos animais praticam atividades físicas com seus tutores diariamente, seja em corridas, caminhadas, muitas brincadeiras ou então podem até participar de campeonatos e competições de diversas modalidades, tem também aqueles que praticam atividades físicas de alta performance a trabalho, como é o caso dos cães pastores e cães policiais.

Quem tem um cão atleta ou pretende ter, sabe que eles necessitam de uma alimentação completa e balanceada, rica em nutrientes de excelente absorção, para atender aos altos requerimentos energéticos que demandam.

Os alimentos das linhas Super Premium são os indicados para cães nessa faixa de atividade. Eles são formulados com ingredientes nobres com alta absorção de nutrientes pelo organismo do animal, para atender a todos os requerimentos que um cão atleta necessita.

São ricos em proteínas com alto valor biológico e digestibilidade para fornecer energia, além de auxiliar na manutenção da musculatura, estrutura corporal e importante ação na melhora da imunidade!

Outro benefício muito importante a se destacar é em relação à saúde articular do cão atleta. Geralmente os alimentos para raças grandes possuem em sua formulação Colágeno + Condroitina e Glicosamina, tendo ação de forma conjunta para melhorar a saúde articular e minimizar a degradação da cartilagem, contribuindo assim para o fortalecimento das articulações.

O colágeno também juntamente com os ômegas 3 advindos da farinha de algas, possuem ação anti-inflamatória que agregam ainda mais na proteção de possíveis inflamações.

É muito importante lembrar em relação a quantidade de consumo diária de alimentos, quanto mais qualidade o alimento possuir, menor vai ser a quantidade a ser ingerida e melhor será a absorção dos nutrientes!

O cálculo de quantidade de alimento fornecido, precisa ser adequado em relação ao nível de atividade física do animal.

A tabela de consumo diário presente no verso das embalagens é calculada com base em um animal com atividade física “moderada”, então é preciso adaptar essa quantidade de acordo com a necessidade do cão atleta.

Para o calculo da ração ideal para seu pet, disponibilizamos aqui uma calculadora que irá te orientar https://specialdog.com/calculadora/

E aí? Se animou para colocar o seu amigo em uma caminhada ou corrida?


Autora:  Ana Letícia Poletto

Analista de treinamento técnico.

O texto que você acabou de ler, é um oferecimento da Special Dog

DIA DE DARWIN – A CONTRIBUIÇÃO DO BRASIL PARA A TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

Hoje, dia 12 de fevereiro, se comemora o Dia de Darwin. Charles Darwin nasceu neste dia em 1809, e foi um dos cientistas mais importantes da história. Naturalista inglês, ele revolucionou os conceitos sobre a evolução das espécies por meio da teoria da seleção natural.

 

Os princípios básicos das ideias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo:   

  • Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo portanto idênticos entre si.

  • Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.

  • número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.

  • Assim, há grande “luta” pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.

  • Na “luta” pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.

  • Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.

  • Assim, ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

 

Em dezembro de 1831, aos 22 anos, Darwin zarpou a bordo do navio H.M.S. Beagle para realizar anotações, coletar e catalogar dados. Sua primeira parada, já em janeiro do próximo ano, foi na Ilha do Cabo Verde. Darwin tinha a função de ficar em terra, coletando material da flora e da fauna, espécies até então desconhecidas pelos europeus.

 Darwin no Brasil  

O H.M.S. Beagle teve uma consistente passagem pelo Brasil, vindo de Cabo Verde. Aqui ele passou por Fernando de Noronha e, em fevereiro, aportou em Salvador. Em abril, chegou ao Rio de Janeiro, onde Darwin permaneceu, enquanto seu navio retornava para Salvador para rever cálculos cartográficos. Ali realizou uma série de observações.

 

Acredita-se que a passagem Charles Darwin pelo Brasil pode ter sido muito mais importante para a Teoria da Evolução das Espécies do que se costuma imaginar.. Foi em solo brasileiro, há 185 anos, que ele se deparou pela primeira vez com a diversidade da floresta tropical e também se chocou com a escravidão – reforçando suas convicções abolicionistas de que todos os seres humanos compartilham a mesma linhagem sanguínea em razão da ancestralidade comum. 

Por um lado, Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos”, afirma o biólogo Nélio Bizzo, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Darwin – Do Telhado das Américas à Teoria da Evolução (2009). 

 

Os dois pontos, segundo especialistas, foram cruciais para a elaboração da revolucionária teoria que separou, pela primeira vez, a ciência da religião, lançada, em 1859, no livro A origem das espécies. 

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Fontes: TerraBBCUOL Educação e Só Biologia.