Avaliação da pressão arterial na medicina veterinária

A pressão arterial exerce um papel fundamental para a perfusão do organismo, garantindo a chega de sangue, oxigênio e nutrientes aos órgãos e tecidos. Para que este processo ocorra de maneira ideal, é fundamental que a PA permaneça na margem entre seu valor mínimo e máximo.

A mensuração da PA é algo muito comum na rotina veterinária, seja na parte de internamentos, período transoperatório ou atendimento geral. Essa avaliação é um importante fator para determinar a hemodinâmica do paciente.

Pressão arterial sistólica e média

A PA pode ser determinado tanto pela pressão arterial sistólica (PAS), quanto pela pressão arterial média (PAM), tendo seus respectivos valores médios:

Mínimo
Máximo
PAS
120 mmHg
140 mmHg
PAM
80 mmHg
100 mmHg

 

É importante lembrar que, durante a avaliação clínica, estes valores podem estar aumentados por conta estresse ou agitação do paciente.

Embora os valores mostrados acima sejam considerados normais, não se tratam dos limites mínimos e máximos da PA. Mesmo que paciente se encontre ligeiramente fora dos índices, ainda se manterá bem.

Valores de referência mínimos e máximos para perfusão:

Mínimo
Máximo
PAS
90 mmHg
160 mmHg
PAM
65 mmHg
130 mmHg

As características individuais do paciente devem ser consideradas para a avaliação da PA. Fatores como tamanho, raça e temperamento podem causar diferenças significativas. No atendimento de gatos, é fundamental fazer a adaptação do felino ao ambiente antes do aferimento.

Em situações transoperatórias, é possível obter um resultado mais preciso da PA, considerando que o paciente se encontra inconsciente, permitindo assim a visualização individual da ação do sistema nervoso autônomo. Em situações de estado emergencial, com o nível de consciência reduzido, também é possível ter maior assertividade.

PAS ou PAM: qual é "melhor"?

O que deve ser considerado para escolha do método é a condição para executá-lo. A PAS pode ser avaliada por métodos não invasivos e com alta correlação com a realidade, principalmente através do doppler vascular, enquanto a aferição da PAM é melhor realizada por métodos invasivos, onde um acesso arterial é acoplado ao paciente e conectado a um transdutor de pressão vinculado a um monitor que indicará o valor da pressão arterial sistólica, diastólica e média.

O que causa alterações na PA?

A pressão arterial é dada pelo débito cardíaco e resistência vascular periférica. O débito cardíaco se dá pela multiplicação da frequência cardíaca pelo volume sistólico, recebendo influência do sistema nervoso simpático e parassimpático. O SNAS, quando exercendo estimulação cardíaca, aumenta a frequência, enquanto o SNAP faz a redução.

O sistema hemodinâmico se autocompensa, fazendo com que a resistência vascular e frequência fiquem inversamente conectadas para manter a pressão arterial o mais estável possível.

Principais elementos da hemodinâmica

Volume sistólico

Mensurado pela pré-carga, pós-carga e contratilidade.

Pré-carga

Volume que chega ao átrio direito do paciente. Seu valor pode ser alterado pela infusão de fluídos ou utilização de diuréticos.

Pós-carga

Força exercida pela aorta contra a ejeção cardíaca do miocárdio e o débito cardíaco. Quanto maior for a pós-carga, pior será a ejeção cardíaca.

Contratilidade

Força de contração muscular exercida pelo coração, relacionada a capacidade do coração de se estirar para então contrair. Quanto maior for o estriamento cardíaco, maior intensidade ocorrerá na contração.

Resistência vascular periférica

Valor atribuído aos capilares sanguíneos, estruturas que abrangem a maior parte do volume sanguíneo do sistema vascular. Podem ser influenciado por fatores locais (como agentes vasodilatadores) e sistêmicos.

Observação: em situações quando o problema está no volume sistólico, o tratamento pode ser feito com fluído, exercendo assim influência na pré-carga, ou utilizando agentes isotrópicos positivos como dobutamina, que resultará no aumento da contratilidade cardíaca e, por fim, influenciado a pressão arterial.

Dúvidas?

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Gosta de felinos? Então se especialize!

A população de gatos domésticos já é bem expressiva, e está em crescimento. Eles são animais extremamente higiênicos, carinhosos, independentes e que se adaptam a casas e apartamentos pequenos, são ótimos companheiros e estão sendo valorizados. Contudo, cada espécie tem suas particularidades, e não seria diferente com os felinos, assim, a medicina felina ocupa grande espaço na rotina ambulatorial e está em constante expansão.

Particularidades felinas

As peculiaridades desses animais podem interferir nas consultas médicas, já que quando tirados de seu ambiente e rotina eles podem ficar desconfortáveis, enérgicos e até agressivos. É importante entender que os gatos são bem diferentes dos cachorros, não só anatomicamente mas em temperamento, conhecer diferentes abordagens, entender seu comportamento único e como ele pode influenciar nas doenças, é um diferencial nas consultas, que melhoraram o atendimento e o diagnóstico. O curso de Manejo Amigável em Clínicas e Consultórios e o de Comportamento e Psiquiatria Felina, auxiliam nessa nova perspectiva de tratamento, demonstrando técnicas de manejo Cat Friendly e Fear Free, que visam diminuir o estresse do animal e tornar a visita ao veterinário uma experiência tranquila.

Além disso, por muito tempo achava-se que as doenças, causas e tratamentos eram iguais para cães e gatos, mas esse é um pensamento equivocado, são espécies completamente diferentes e que devem ser tratadas de acordo. Os gatos possuem patologias muito específicas, que dificilmente um generalista pode atuar com segurança, profissionais especializados em felinos são mais eficientes em obter diagnósticos corretos, com tratamentos mais eficazes. Por exemplo, nas aulas sobre Doenças Infecciosas em Felinos e de Doenças Gastrointestinais dos Felinos, é notável as peculiaridades de um distúrbio e suas manifestações no organismo do paciente, o gato não é um cachorro pequeno e pode ser tratado de maneira errada e prejudicial sem o devido conhecimento próprio para a espécie.

Necessidade de profissionais qualificados

Ao encontro dessas individualidades, os tutores frequentemente evitam o deslocamento dos bichanos a uma clínica, visto que são consultas normalmente desagradáveis para o pet e o humano, por isso a medicina felina, mais uma vez, facilita o bem estar no animal, criando um ambiente propício, onde o bichano se sinta confortável, com aproximações calculadas para não os assustar e por meio de exames que darão um quadro clínico preciso, sem traumatizar o animal com contenções desnecessárias. 

Por isso, um médico veterinário especialista em felinos deve conhecer o comportamento dos gatos, sua fisiologia, metabolismo, suas características nutricionais, farmacológicas e terapêuticas, até mesmo agentes tóxicos, métodos e equipamentos de diagnóstico. Tal como precisa dominar o entendimento do fígado dessa espécie, que foge dos padrões e dificultam em muitos as análises (aspecto tratado no curso O Fígado Felino: dificuldades e diagnósticos), e doenças virais graves bastante específicas, como FlV e FelV -visto em “Entendendo a FelV de uma vez por todas”-, essa especialização só traz ganhos para o atendimento, prevenção e tratamento de doenças exclusivamente felinas.

Panorama

Em vista disso, o mercado veterinário de felinos está ampliando, e logo teremos mais gatos como animais domésticos do que cachorros, assim como ocorre em países europeus. Tão logo isso aconteça, e os tutores se sintam mais suscetíveis a levar seus bichanos ao médico, será observado uma deficiência em profissionais que não só amem gatos, mas que estudem suas originalidades e os tratem com o manejo adequado para seu bem estar.

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Intensivismo veterinário: saiba tudo sobre esta área

A Medicina Veterinária tem evoluído muito nos últimos anos, novos tratamentos e inovações tecnológicas trazem mais conforto e saúde para os animais, entretanto, o intermédio humano continua sendo primordial. Ainda mais em casos de emergências, quanto mais rápido e eficiente o diagnóstico, somado às facilidades técnicas, mais chances do pet sobreviver. A qualidade nos cuidados aos animais, juntamente com o aprimoramento dos métodos e dos profissionais, criou espaço para a aparição da medicina intensiva, ou de emergência.

A área intensiva da veterinária pode ser bem imprecisa, diferente do atendimento ambulatorial, e por isso o profissional deve ter qualificação e sensibilidade para identificar os mecanismos compensatórios do organismo do paciente, e compreender que uma aparência adequada, pode não corresponder ao seu real quadro de saúde. De tal modo, que as primeiras horas do trauma são primordiais para a recuperação plena, e é justamente nesse curto período de tempo que o profissional deve tomar as medidas, realizar as manobras e executar o tratamento decisivo para a reabilitação do animal, exigindo, então, toda a atenção e monitoração do médico veterinário.

Casuísticas

Os casos mais presentes nas emergências veterinárias são queda, batidas, intoxicação alimentar, diarreias, vômitos, torção gástrica, falta de ar, convulsão e parada cardiorrespiratória, sendo assim, o intensivismo exige do veterinário conhecimento técnicos para atender uma diversidade de ocorrências, realizar exames, procedimentos laboratoriais e de diagnóstico de imagem em um tempo hábil. Além disso, pode ser requisitado o acompanhamento intensivo, nos casos de insuficiência respiratória, dificuldade de evolução no quadro de pós-internação, controle de dor pós-traumas, estabilização de doenças metabólicas, recuperação de cirurgias complexas, indução de coma, controle de estado epilético, assistência de pacientes terminais e outros cenários que possam surgir.

Cuidados ao paciente

A emergência envolve toda ação preventiva, estabilização e suporte ao paciente, visando um desfecho positivo, com assistência integral e contínua do animal em seu período de internamento, quando necessário. Esse monitoramento regular previne futuras perdas e agravamento de cenário, sendo decisivos para reverter quadros clínicos graves, o atendimento rápido e eficiente de um pet em estado de emergência é essencial.

Dessa forma, o profissional que atua em emergências (sofrimento intenso e risco iminente de morte) e urgências (acidentes casuais, com ou sem risco à vida) deve estar pronto para realizar múltiplas intervenções emergenciais, sendo bem treinado, é capaz de utilizar melhor os recursos e equipamentos disponíveis, com excepcional eficiência, melhorando as condições de cuidado e garantindo os melhores resultados.

Panorama do intensivismo veterinário

O intensivismo está em contínuo avanço e se mostra cada vez mais importante na rotina, é um campo complexo e requer atualização constante dos conhecimentos multidisciplinares do médico, foi desenvolvido com o estreitamento dos laços entre os animais domésticos e os seres humanos, priorizando a qualificação e agilidade do veterinário em tratar o companheiro do homem. Por essa razão, é uma área em crescimento, em clínicas, hospitais e prontos-socorros, que visam amparar o paciente e equipar o profissional com informações precisas, que auxiliem no correto diagnóstico e estabilização do quadro, e está propensa a contratação, em razão do déficit em especialistas que promovem um atendimento personalizado e capilarizado, ocasionando associação entre especialidades veterinárias, tutores e animais.

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O crescimento do mercado veterinário no Brasil

Atualmente o mercado veterinário tem se mostrado cada vez mais presente na economia, não só no Brasil, mas também em escala mundial.

 Segundo dados do IPB (Instituto Pet Brasil), COMAC (Comissão dos Animais de Companhia), Abinpet (Associação Brasileira de Animais de Estimação) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nosso país cresceu de maneira exorbitante no decorrer desta última década em relação ao mercado pet mundial, provocando um forte balanço na economia e gerando mais oportunidades para empreendedores e veterinários que trabalham com clínica e cirurgia de animais de companhia.

Neste artigo abordaremos uma série de dados que mostram este crescimento e daremos alguma dicas de como você, veterinário, pode se beneficiar com estas novas tendências.

Mas o que causou este crescimento?

Uma das características mais marcantes do século XXI é o processo de envelhecimento populacional que estamos vivenciando globalmente. No Brasil, não é diferente. Devido a uma série de fatores econômicos e sociais, pessoas estão tendo cada vez menos filhos.

Em contraposição, o número da população de animais de estimação cresce notavelmente. Hoje, os pets ocupam uma posição importante na estrutura familiar, tornando-se um pilar importante neste meio. É cada vez mais comum vermos estes animais deixando de ocupar apenas os quintais e passando a conviver diretamente conosco dentro de nossas casas, sendo considerado por muitos como um membro da família.

Os animais tornaram-se a companhia perfeita para aqueles que optam por não ter filhos e precisam de “alguém” para afastar a solidão e prover afeto.

Os números por trás desta tendência

Segundo dados levantados pelo IBGE em 2018, hoje temos uma população correspondente a 139,3 milhões de animais domésticos no Brasil. A espécie predominante ainda são os cachorros, seguidos por aves e gatos.

No total, foram contabilizados 54,2 milhões de cães, 39,8 milhões de aves, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de pequenos mamíferos e répteis. Estes números indicam um aumento de 5,2% na população de animais domésticos em relação a 2013, quando o último levantamento havia sido feito pelo IBGE, contabilizando 132,4 milhões de animais.

Dentre todos os animais citados, o maior destaque fica para os gatos, que obtiveram um aumento populacional de 8,1% desde 2013.

Segundo a Abinpet, hoje o Brasil abriga a 2ª maior população de animais domésticos do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram o ranking.

Mercado pet

Com o crescente aumento da população de animais de companhia, a comercialização de serviços relacionados a pets também acompanha este movimento . Hoje temos mais de 40 mil petshops espalhados pelo Brasil e outros serviços como funerais, adestramento e centros recreativos para animais (popularmente conhecidos como “creches”) tornam-se mais comuns.

Com o maior acesso à informação que temos hoje, tutores buscam cada vez mais por serviços que ofereçam cuidados para o seu animal de estimação. Portanto, ainda há um leque com muitas possibilidades a serem exploradas neste setor.

Segundo a Abinpet, em 2018 o Brasil obteve um faturamento de R$ 20,3 bilhões no mercado pet, 9,8% a mais que em 2017 e com previsão de aumento para o fechamento de 2019.

Atualmente o Brasil possui o 2º maior mercado pet do mundo, com 6,4% de participação, ficando atrás apenas para os Estados Unidos, com 50%.

Esses número são promissores não somente a empreendedores que já possuem ou desejam abrir um novo negócio na área, mas também para veterinários, já que cerca de 68% desses locais exercem atividade mista, ou seja, possuem clínica ou consultório integrados com o petshop.

Atual panorama da graduação em medicina veterinária

O médico veterinário exerce uma importante função em meio à estes índices de crescimento do mercado e da população de animais. A profissão vem se tornando cada vez mais almejada e aos poucos é entendida pela sociedade como um importante fator para a manutenção da saúde única, sabendo que o cuidado com a saúde animal reflete diretamente na saúde humana.

Segundo dados providos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, hoje o Brasil é o país com o maior número de veterinários ativos, tendo mais de 80 mil profissionais.

Este número tende a continuar crescendo, pois atualmente temos cerca de 5 mil recém-formados ingressando no mercado de trabalho todos os anos e aproximadamente 190 instituições que oferecem a graduação em medicina veterinária.

Clínica de pequenos

Dentre todas as área contempladas pela nossa profissão, a clínica de animais de companhia ainda é o estereótipo mais comum quando se imagina um médico veterinário. Este ponto de vista não é totalmente errôneo, considerando que mais da metade dos formandos decidem trabalhar com clínica de pequenos animais.

Como é de se esperar: quanto maior o número de profissionais atuando no mesmo setor, maior será a concorrência. Entretanto, são promissoras as expectativas para quem deseja iniciar sua carreira neste setor do mercado veterinário.

O surgimento de novos empregos na área da saúde veterinária é consequência do constante crescimento do mercado e da população pet. De acordo com uma pesquisa realizada em 2018 pela COMAC, os gastos com tratamentos de saúde para animais domésticos atingiram 11,9 bilhões e com tendência de aumento para o fechamento de 2019.

A mudança no perfil dos tutores e como isso nos influencia

Devido ao fácil acesso à informação que temos hoje, os proprietários de animais domésticos vêm se tornando mais conscientes quanto à posse responsável. Um exemplo disso é que nos últimos 4 anos a porcentagem de animais castrados saltou de 39% para 56%, segundo estudos realizados pela COMAC. 

Em poucas palavras: os tutores vêm se tornando cada vez mais preocupados em manter seus animais saudáveis, com qualidade de vida e longevidade.

Pode-se dizer que o “tutor moderno” está se tornando cada vez mais exigente na busca por um médico veterinário, almejando profissionais que possam atender a todas as necessidades de seu pet com o mesmo nível de excelência e profissionalismo que ele esperaria se estivesse buscando um tratamento de saúde para si mesmo.

Importância das especializações no mercado vet

Hoje, as especializações são vistas como um diferencial no mercado de trabalho veterinário, entretanto, a tendência pela busca de profissionais melhor qualificados é algo que irá persistir no decorrer dos próximos anos. No futuro de nossa profissão, ter uma pós-graduação será praticamente uma exigência para quem deseja ingressar no mercado, principalmente na área de pequenos, onde o maior número de veterinários está agrupado.

Uma opção interessante para quem está saindo da faculdade são os programas de residência veterinária pós-graduações. Neles, o recém-formado poderá sentir na prática como é a real rotina de um médico veterinário e ao mesmo tempo estar sob supervisão de professores, podendo assim iniciar sua carreira com maior segurança no trabalho.

Conclusão

Mesmo em meio à crise, os índices do mercado veterinário/pet não pararam de crescer nos últimos anos. De modo amplo, podemos dizer que são otimistas as expectativas para o futuro de nossa profissão, levando em consideração todas as mudanças que estão ocorrendo e a valorização do médico veterinário na sociedade.

Assim como citamos anteriormente, as especializações se tornarão cada vez mais um fator definitivo para aqueles que querem seguir carreira na área clínica de pequenos. Portanto, se você está cogitando fazer veterinária ou está em formação, isso é um assunto importante para se pensar.

Esperamos que as informações contidas neste artigo puderam ser úteis para lhe dar um panorama atual sobre a nossa profissão. O crescimento da medicina veterinária no Brasil é algo que está acontecendo através de profissionais apaixonados que buscam sempre dar o melhor de si para proporcionar qualidade de vida aos seus pacientes. Vista o seu jaleco e vamos juntos contribuir cada vez mais para a evolução da medicina veterinária em nosso país!

Fontes: SidanIPBComacAbinpetGazeta do PovoIBGE e Bio Brasil.

Como me tornar um especialista em clínica cirúrgica?

Já não é novidade que os tutores estão se tornando cada vez mais exigentes quanto os profissionais que prestam serviços veterinários para os seus animais. Por isso, as especializações estão sendo cada vez mais almejadas por médicos veterinários por todo o Brasil.

Entretanto, você sabia que os termos “especialista” e “especializado” não remetem ao mesmo significado?

Apesar de terem uma certa semelhança, diante do regramento ético aplicável ao profissional médico-veterinário, o uso indevido do título pode até mesmo resultar em infração ética-profissional.

Mas afinal de contas, qual é a diferença entre “especialista” e “especializado”?

As especializações são programas de aprimoramento profissional da categoria latu sensu, podendo se enquadrar em residências, pós-graduação e especializações propriamente ditas.

Com exceção da residência, que possui uma carga horária de mais de 5 mil horas, as demais especializações e MBA’s brasileiras devem conter no mínimo 350 horas, segundo as diretrizes do MEC. Entretanto, todas buscam o aperfeiçoamento do profissional médico veterinário, até o ponto de o mesmo considerar-se especializado na área.

Mesmo depois de ter concluído um programa de especialização, para apresentar-se com especialista é necessário se submeter à prova de especialista do CFMV.

“O termo “especialista” na medicina-veterinária é um título conferido pelo CFMV por intermédio de entidades que cumprem os requisitos em resolução que trata sobre especialidades veterinárias (Res. CFMV 935/2009), e aquele que pretende obter o título de especialista deve se submeter a prova elaborada por uma dessas entidades habilitadas pelo CFMV (Resoluções do CFMV noticiam quais entidades estarão credenciadas).”

Para fazer a prova pelo título, o profissional precisa ter completado curso de especialização com carga horária mínima de 400 horas teóricas e 100 horas práticas em no máximo 36 meses. Além disso, também é necessário apresentar um memorial documentando o desempenho em funções específicas na área pelo prazo mínimo de 5 anos.

Após a condecoração, o título é válido pelos próximos 5 anos, em que o médico veterinário deverá comprovar que permanece atualizando-se na área de atuação.

O CFMV permite que cada profissional tenha até duas especializações, sendo as reconhecidas pelo órgão: Higienistas de Alimentos, Radiologia, Oftalmologia, Patologia, Cardiologia, Clínica Médica de Pequenos Animais, Acupuntura, Dermatologia, Oncologia, Medicina Veterinária Intensiva, Cirurgia Veterinária, Anestesiologia, Homeopatia, Medicina Felina e Medicina Veterinária Lega.

Mas caso eu não tenha feito a prova, como devo me apresentar?

O termo correto para quem participou de um programa de especialização, mas não se submeteu à prova do CFMV é “especializado”.

O Código de Ética Médico-Veterinário prevê como infração ética o profissional que se anunciar especialista sem ter atendido aos requisitos exigidos pelo CFMV (Art. 8º, XIV Cód. Ética), além da possibilidade de infração ética por atrair clientela de modo desleal (Art. 10º,V Cód. Ética), já que ao anunciar seus serviços como especialista pode atrair público com interesse na especialidade declarada, mesmo que não reconhecida pelo Conselho Federal.

E como fazer para obter o titulo de especialista em clínica cirúrgica?

Para que um médico veterinário se torne especialista é necessário que este seja reconhecido por uma instituição de classe responsável pela titulação, seja uma associação ou um colégio nacional, por exemplo. Na clínica cirúrgica o título de médico veterinário especialista  é concebido pelo Colégio Brasileiro de Anestesiologia e Cirurgia Veterinária.

Para isso, além da prova, o pleiteante deverá ter uma série de pré-requisitos, dentre eles:

– Ser médico-veterinário e possuir inscrição no CRMV há pelo menos 02 anos
– Ser membro do CBCAV há pelo menos 01 ano

Para inscrição o candidato deverá enviar:

– Comprovante de pagamento de inscrição no valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) em nome do CBCAV. Banco Itaú, Agência 6186/ Conta corrente 08283-7

– Formulário de solicitação de inscrição.

– Fichas comprobatórias de procedimentos realizados.

Para os candidatos a especialista em cirurgia veterinária:

– Fichas cirúrgicas de 50 procedimentos operatórios (optar por pequenos ou grandes animais).

– Atestado de supervisão das fichas apresentadas por membro especialista do CBCAV.

– Declaração de ciência

– Curriculum vitae (Plataforma Lattes) com comprovação e pontuação mínima de 100 pontos na área preterida

– 01 Cópia autenticada do diploma de graduação e do CRMV. Diplomas de mestrado, doutorado e especialização também precisam ser autenticados.

Dê o seu primeiro passo para se tornar um especialista com a Pós-graduação em Clínica Cirúrgica de Animais de companhia com a VeteduKa! Clique aqui para conhecer o programa. 

Fontes: JusBrasilCBCAV.

Gastroenterologia veterinária: conheça mais sobre essa especialidade

É muito comum os cães possuírem algum distúrbio digestivo, é uma casuística expressiva entre os atendimentos. A gastroenterologia veterinária pesquisa meios para solucionar e controlar as alterações no trato gastrointestinal do animal, sejam elas agudas ou crônicas. Por ter inúmeras patologias, que englobam doenças periodontais, ingestão de corpos estranhos, parasitoses, viroses, alergias, bacterioses, inflamações e neoplasias, é uma área que necessita de muita investigação, normalmente feita através de exames. Através desses procedimentos é conhecido o interior dos órgãos que compõem o trato digestivo, revelando, se o cão possui apenas um mal-estar ou uma disfunção mais grave.

Diagnóstico assertivo

As principais investigações realizadas por um médico veterinário são a endoscopia e ultrassonografia. A endoscopia deve ser dominada por um especialista do ramo, ainda que seja um estudo minimamente invasivo, é feito com anestesia geral, e que permite verificar a vitalidade do trato intestinal, vias aéreas altas e baixas, trato urinário, cavidade abdominal e torácica, articulações, e recolher material para análise histopatológica, de maneira rápida e segura, priorizando o bem estar animal. Com essa técnica moderna e detalhada, e exames complementares, como hemograma, há um diagnóstico preciso, que irá direcionar uma terapia correta e eficaz.

Avanços na área

A endoscopia é dada do século XIX, mas só no final do século XX houve melhoramento nas lentes do endoscópio, facilitando a visualização dos órgãos e o diagnóstico, atualmente, ela se mostra ainda mais benéfica, auxiliando na remoção de corpos estranhos, cirurgias laparoscópicas e das articulações. Com esse exame, o veterinário cede ao animal mais conforto, durante e o exame e a recuperação, sendo esta rápida e sem mais complicações, podendo ser realizada no ambulatório. Além disso, é feita com dois tipos de endoscópios, os rígidos e os flexíveis, estes são utilizados para visualizar o trato intestinal e vias aéreas, aquele, para visualizar o reto, cavidade nasal, trato urinário, articulações, cavidade abdominal e torácica.

Alta aplicabilidade

O conhecimento dessa especialidade é significativo para todos os momentos da vida do pet, nos mais jovens há doenças causadas majoritariamente por vírus e parasitas intestinais, assim como irritações causadas por alergias ou intolerâncias ainda não conhecidas, ou adaptação de dieta. Nos adultos, em geral, é visto em maior ocorrência inflamações, neoplasias, tumores e doenças relacionadas ao fígado e  pâncreas.

 

Diante disto, cabe ao gastroenterologista lidar com diversos quadros, os quais podem acarretar em uma mudança de hábitos (tanto do paciente quanto do tutor), intervenções cirúrgicas e tratamentos vitalícios. A orientação nutricional, inclusive, faz parte dos encargos desse veterinário, assim como uso de medicamentos antidiarreicos, laxantes, protetores gástricos, antieméticos, vermífugos, antibióticos, suplementos, imunossupressores e manipular fluidoterapia.

Panorama do mercado

A consulta com esse especialista deve ser frequente mesmo que não haja doenças crônicas, uma vez que previne futuras enfermidades, um bom entendimento acerca de GE se mostra crucial para os atuantes da área, já que além de prevenir e tratar patologias gastrointestinais, pode observar colateralidade de doenças de outros órgãos, como na doença renal. Por isso, um clínico se destaca no mercado de trabalho possuindo conhecimento aprofundado em gastroenterologia, é uma área crescente que dá apoio a todas as outras.

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Você já se imaginou como um imaginologista? Saiba mais sobre o diagnóstico por imagem veterinário!

Há muito tempo não é mais preciso adivinhar o diagnóstico apenas com manifestações externas das patologias. Graças ao diagnóstico por imagem veterinário, o médico tem amplo conhecimento do que ocorre nas cavidades dos animais consultados.

Avanços na área

A especialidade de diagnóstico por imagem tem como característica a tecnologia, essas duas áreas se complementam e co-evoluem, logo, é necessário que o veterinário esteja sempre antenado nas inovações e melhoramentos do equipamento. Assim como, é indispensável que o especialista forme parcerias com outras áreas, já que o diagnóstico de imagem deve ser solicitado por um cirurgião, clínico ou outro profissional, agregando e complementando os exames.

Uma vez que os animais não podem nos dizer se estão com dor, e onde estão sentindo incômodo, cabe ao profissional tomar as providências necessárias para descobrir, com a maior agilidade possível, porquê o paciente está desconfortável. Da mesma maneira, o médico deve usar seu bom julgamento para indicar os exames e procedimentos realmente úteis para os casos, evitando exames desnecessários e agilizando o tratamento adequado. Por isso, mais uma vez, a colaboração com outros clínicos é importante, a soma das experiências em diversas áreas apenas melhora o atendimento e a terapia.

Diagnóstico assertivo

O diagnóstico por imagem é primordial para uma correta identificação dos quadros de saúde, é uma ferramenta que auxilia na investigação de cenários de animais grandes e pequenos, domésticos e silvestres. 

Esse ramo possui uma ampla gama de exames que resumem-se em ressonância magnética, tomografia computadorizada, ecografias, endoscopias, ecocardiogramas, mielografia, ecodopplercardiograma, uso de anestesia e contraste. E os exames mais conhecidos como raio-X e ultrassom, esses procedimentos requerem, na maioria das vezes, que o paciente se mova o menos possível para uma obtenção clara das imagens, sem a necessidade de precisar repetir e causar mais incômodo ao animal.

Cuidados ao paciente e segurança do MV

Ao contrário do seu humano, é difícil manter um pet tranquilo, a viagem à clínica, uma ambiente estranho e a socialização com outras pessoas e animais já pode o deixar bem perturbado, por isso pode haver a necessidade de sedação, ainda que o processo seja rápido e específico. 

 

O médico deve ter a perícia de segurar o paciente na posição correta para uma boa imagem, mesmo em lugares pequenos e mais específicos. Quando se concerne a animais selvagens, para a preservação da equipe e do selvagem, é preciso o uso de sedativos e equipamentos de segurança (EPI’s), em particular, nos exames de radiografia. 

 

Tais intervenções precisam de mais atenção do que as outras, já que há a utilização de materiais radioativos, que mal manipulados, causam grandes males à saúde, humana e animal. Tanto, que esses profissionais têm uma carga horária diferente da habitual, trabalha-se apenas quatro horas diárias, com férias de vinte dias a cada seis meses seguidos de trabalho, portanto, 40 dias de férias por ano, usualmente o trabalhador recebe 30 dias de férias por um ano de trabalho. Além disso, quem atua diretamente com radiografia tem direito a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

Panorama do mercado

O mercado de trabalho para o diagnóstico por imagem é extenso, já que são estratégias primordiais para a identificação dos quadros e laudos. Ainda assim, há escassez de mão de obra especializada que saiba operar os equipamentos, já que requer formação e conhecimento apurado. As principais atuações são em hospitais e clínicas, podendo, com uma pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), seguir o ramo da docência. 

Titulo de especialista

O Conselho Federal de Medicina Veterinária regulamentou no dia 06 de fevereiro a concessão de Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem na Medicina Veterinária. A Associação de Radiologia Veterinária é a entidade habilitada para conferir a especialidade aos médicos veterinários nos próximos cinco anos.

Caso seja do interesse do médico veterinário, o mesmo deverá solicitar o título ao CRMV de seu respectivo estado. Confira em maiores detalhes clicando aqui.

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Abril Azul: como animais terapeutas fazem a diferença nas vidas de pessoas com o espectro autista

A cada mil pessoas, pelo menos uma tem autismo, o acompanhamento de um paciente com essa condição é multidisciplinar, envolvendo fonoaudiólogos, psiquiatras, psicólogos, e atualmente, a terapia ocupacional com animais. Neste artigo iremos entender o que é o Espectro Autista e como os animais podem ajudar no desenvolvimento motor e mental dos seus portadores.

O que é autismo?

O  Transtorno do Espectro Autista (TEA) é plural, com diversas apresentações e com grande variabilidade entre os indivíduos,  é uma condição complexa do neurodesenvolvimento, caracterizada por déficit em comunicação, interação social, padrões repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Além do estereótipo de genialidade e inteligência fora da média, o autista, na maioria das vezes, apresenta grande carência intelectual e motora, necessitando de assistência para desenvolver atividades cotidianas.

O que são animais terapeutas?

Já sabemos que a companhia de um animal é capaz de melhorar nosso humor, a partir disso escolas, casas de repouso e hospitais introduziram animais terapeutas no ambiente com intuito de aliviar o estresse, pressão, melancolia e auxiliar nos tratamentos. O resultado foi positivo e a prática vem se tornando frequente, por mais que os cães sejam os mais famosos “pet terapeutas”, cavalos, jabutis, gatos, coelhos também podem ser empregados como terapeuta. É necessário apenas que o animal seja sociável e paciente, estar regularmente vacinado e vermifugado, protegido contra a leishmaniose, ter tomado banho 24 horas antes da visita na instituição, seja adestrado e na companhia do tutor. Os animais terapeutas causam melhora tanto mental quanto física e são utilizados tanto para tratamento paliativos em pacientes terminais, como para facilitar a comunicação, por exemplo, com pessoas com Espectro Autista.

Equoterapia

Os seres humanos e os cavalos cultivam uma relação há mais de 6 mil anos, e essa relação tornou-se ainda mais íntima com a equoterapia. A terapia com cavalos baseia-se no vínculo do animal com o praticante, e na abertura e aceitação recíproca dos envolvidos. É aplicada principalmente em distúrbios neurológicos, como o autismo e Síndrome de Down, ou motores, como a esclerose múltipla, com o um acompanhamento interdisciplinar que envolve a socialização com o cavalo e a montaria.

Como animais terapeutas podem auxiliar pessoas com o Espectro Autista?

Para quem tem o Transtorno do Espectro Autista os efeitos dos animais terapeutas são inúmeros, como melhora na comunicação, na atenção, na locomoção motora, nos aspectos sensoriais e cognitivos. Além disso, ajudam no controle dos distúrbios comportamentais e  na memória, que é um dos maiores déficits a longo prazo para quem possui essa condição. Seja um cachorrinho ou um equino, o paciente deve transmitir segurança e confiança para o animal, exercitando essa forma de socialização, bem como a montaria ajuda, principalmente, nas funções motoras, com a melhora da postura, dos reflexos e do equilíbrio. A terapia através dos animais é algo sincero, já que não possui preconceitos e aversões, auxiliando inclusive na diminuição da agressividade e agitação, melhorando a orientação no espaço e estimulando o raciocínio.

Qual área de pós-graduação escolher na medicina veterinária?

A graduação em medicina veterinária tornou-se uma das opções de curso mais procuradas entre as universidades no Brasil. Segundo um levantamento feito pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária), hoje temos mais de 85 mil profissionais ativos, e cerca de 5 mil recém formados que adentram o mercado pet brasileiro todos os anos, evidenciando o aumento de pessoas optando a medicina veterinária como carreira profissional.

Para aqueles que desejam ter uma atuação especializada em determinada área e obter destaque neste mercado tão concorrido, as pós-graduações se tornaram o programa perfeito para atender a esta demanda!

Uma pesquisa realizada pela Revista Quero (2019) revelou quais programas de pós-graduação em medicina veterinária são as mais procurados por profissionais médicos veterinários. Confira a lista:

1. Oncologia Veterinária de Pequenos Animais

Curso para profissionais que desejam trabalhar com oncologia para animais de companhia. Programas de pós graduação de clínica médica ou clínica cirúrgica podem ser complementares para esta modalidade.

2. Dermatologia Veterinária

Problemas dermatológicos correspondem a uma grande parcela da procura por serviços veterinários, fazendo com que está pós seja uma das mais procuradas por quem pretende trabalhar na área. Programas de pós-graduação em clínica médica podem ser complementares para quem seja especializar-se em dermatologia.

3. Odontologia Equina

Programa que tem como foco a capacitação de médicos veterinários que desejam especializar-se na área odontológica de cavalos, possibilitando que o profissional identifique e prescreva o melhor tratamento nestes casos.

4. Medicina Veterinária do Coletivo

O médico veterinário especializado nessa área exerce a função de monitoramento de casos relacionados à animais de maneira geral, como políticas públicas de saúde, procedimentos, alimentação e controle de zoonoses.

5. Acupuntura Veterinária

Este programa de pós-graduação vem obtendo destaque por ser uma área que está ganhando cada vez mais destaque na medicina veterinária. O profissional especializado atua na reabilitação de animais pequenos, grandes, e até mesmo silvestres, através de técnicas de acupuntura.

6. Radiologia Veterinária

O principal objetivo do programa de especialização em radiologia veterinária é a capacitação de profissionais para o uso de técnicas de diagnóstico por imagem para auxiliar tanto no diagnóstico quanto no tratamento de animais.

7. Clínica Veterinária de Animais Selvagens

Como já diz o nome do programa, esta modalidade é direcionada para profissionais que desejam trabalhar com medicina de animais selvagens, auxiliando no diagnóstico e tratamento de animais silvestres em santuários ou em seu habitat natural.

8. Inspeção Veterinária

Pós-graduação voltada para veterinários que desejam trabalhar com a inspeção de produtos de origem animal e controle de qualidade dos mesmos.

9. Cirurgia Abdominal Equina

Programa com enfoque principal na clínica cirúrgica de equinos, contemplando principalmente as enfermidades causadas pela cólica equina.

10. Ortopedia de Equinos

Programa voltado para médicos veterinários que se interessam pela parte ortopédica de equinos, envolvendo a prevenção, diagnóstico e tratamos para estes animais.

Dê o seu primeiro passo como MV especializado com a VeteduKa

O mercado da medicina veterinária de pequenos animais é um dos mais promissores dentro da profissão. Dentro dele, os serviços veterinários se destacam, seja pelo atendimento de rotina de doenças de clínica médica, quanto de clínica cirúrgica. Os processos de atendimento, diagnóstico e tratamento evoluíram em uma velocidade acelerada nos últimos 10 anos, em conjunto com tutores mais presentes nas vidas de seus animais e consequente pressionando o mercado por profissionais cada dia mais capacitados, capazes de promover um atendimento eficaz, trabalhando de uma maneira multidisciplinar com as diversas especialidades atualmente existentes.

Com isso, a VETEDUKA e a UNIFIL criaram Pós-graduação em Clínica Médica de Pequenos Animais, com objetivo de enriquecer áreas específicas e gerar profissionais competentes. Um curso pensado na sua rotina de atendimento, com conteúdos claros, altamente aplicáveis e um corpo docente de uma didática e vivência ímpar.

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Como me tornar um especialista?

Já não é novidade que os tutores estão se tornando cada vez mais exigentes quanto os profissionais que prestam serviços veterinários para os seus animais. Por isso, as especializações estão sendo cada vez mais almejadas por médicos veterinários por todo o Brasil.

Entretanto, você sabia que os termos “especialista” e “especializado” não remetem ao mesmo significado?

Apesar de terem uma certa semelhança, diante do regramento ético aplicável ao profissional médico-veterinário, o uso indevido do título pode até mesmo resultar em infração ética-profissional.

Mas afinal de contas, qual é a diferença entre “especialista” e “especializado”?

As especializações são programas de aprimoramento profissional da categoria latu sensu, podendo se enquadrar em residências, pós-graduação e especializações propriamente ditas.

Com exceção da residência, que possui uma carga horária de mais de 5 mil horas, as demais especializações e MBA’s brasileiras devem conter no mínimo 350 horas, segundo as diretrizes do MEC. Entretanto, todas buscam o aperfeiçoamento do profissional médico veterinário, até o ponto de o mesmo considerar-se especializado na área.

Mesmo depois de ter concluído um programa de especialização, para apresentar-se com especialista é necessário se submeter à prova de especialista do CFMV.

“O termo “especialista” na medicina-veterinária é um título conferido pelo CFMV por intermédio de entidades que cumprem os requisitos em resolução que trata sobre especialidades veterinárias (Res. CFMV 935/2009), e aquele que pretende obter o título de especialista deve se submeter a prova elaborada por uma dessas entidades habilitadas pelo CFMV (Resoluções do CFMV noticiam quais entidades estarão credenciadas).”

Para fazer a prova pelo título, o profissional precisa ter completado curso de especialização com carga horária mínima de 400 horas teóricas e 100 horas práticas em no máximo 36 meses. Além disso, também é necessário apresentar um memorial documentando o desempenho em funções específicas na área pelo prazo mínimo de 5 anos.

Após a condecoração, o título é válido pelos próximos 5 anos, em que o médico veterinário deverá comprovar que permanece atualizando-se na área de atuação.

O CFMV permite que cada profissional tenha até duas especializações, sendo as reconhecidas pelo órgão: Higienistas de Alimentos, Radiologia, Oftalmologia, Patologia, Cardiologia, Clínica Médica de Pequenos Animais, Acupuntura, Dermatologia, Oncologia, Medicina Veterinária Intensiva, Cirurgia Veterinária, Anestesiologia, Homeopatia, Medicina Felina e Medicina Veterinária Lega.

Mas caso eu não tenha feito a prova, como devo me apresentar?

O termo correto para quem participou de um programa de especialização, mas não se submeteu à prova do CFMV é “especializado”.

O Código de Ética Médico-Veterinário prevê como infração ética o profissional que se anunciar especialista sem ter atendido aos requisitos exigidos pelo CFMV (Art. 8º, XIV Cód. Ética), além da possibilidade de infração ética por atrair clientela de modo desleal (Art. 10º,V Cód. Ética), já que ao anunciar seus serviços como especialista pode atrair público com interesse na especialidade declarada, mesmo que não reconhecida pelo Conselho Federal.

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Fonte: JusBrasil