A população de gatos domésticos já é bem expressiva, e está em crescimento. Eles são animais extremamente higiênicos, carinhosos, independentes e que se adaptam a casas e apartamentos pequenos, são ótimos companheiros e estão sendo valorizados. Contudo, cada espécie tem suas particularidades, e não seria diferente com os felinos, assim, a medicina felina ocupa grande espaço na rotina ambulatorial e está em constante expansão.

Particularidades felinas

As peculiaridades desses animais podem interferir nas consultas médicas, já que quando tirados de seu ambiente e rotina eles podem ficar desconfortáveis, enérgicos e até agressivos. É importante entender que os gatos são bem diferentes dos cachorros, não só anatomicamente mas em temperamento, conhecer diferentes abordagens, entender seu comportamento único e como ele pode influenciar nas doenças, é um diferencial nas consultas, que melhoraram o atendimento e o diagnóstico. O curso de Manejo Amigável em Clínicas e Consultórios e o de Comportamento e Psiquiatria Felina, auxiliam nessa nova perspectiva de tratamento, demonstrando técnicas de manejo Cat Friendly e Fear Free, que visam diminuir o estresse do animal e tornar a visita ao veterinário uma experiência tranquila.

Além disso, por muito tempo achava-se que as doenças, causas e tratamentos eram iguais para cães e gatos, mas esse é um pensamento equivocado, são espécies completamente diferentes e que devem ser tratadas de acordo. Os gatos possuem patologias muito específicas, que dificilmente um generalista pode atuar com segurança, profissionais especializados em felinos são mais eficientes em obter diagnósticos corretos, com tratamentos mais eficazes. Por exemplo, nas aulas sobre Doenças Infecciosas em Felinos e de Doenças Gastrointestinais dos Felinos, é notável as peculiaridades de um distúrbio e suas manifestações no organismo do paciente, o gato não é um cachorro pequeno e pode ser tratado de maneira errada e prejudicial sem o devido conhecimento próprio para a espécie.

Necessidade de profissionais qualificados

Ao encontro dessas individualidades, os tutores frequentemente evitam o deslocamento dos bichanos a uma clínica, visto que são consultas normalmente desagradáveis para o pet e o humano, por isso a medicina felina, mais uma vez, facilita o bem estar no animal, criando um ambiente propício, onde o bichano se sinta confortável, com aproximações calculadas para não os assustar e por meio de exames que darão um quadro clínico preciso, sem traumatizar o animal com contenções desnecessárias. 

Por isso, um médico veterinário especialista em felinos deve conhecer o comportamento dos gatos, sua fisiologia, metabolismo, suas características nutricionais, farmacológicas e terapêuticas, até mesmo agentes tóxicos, métodos e equipamentos de diagnóstico. Tal como precisa dominar o entendimento do fígado dessa espécie, que foge dos padrões e dificultam em muitos as análises (aspecto tratado no curso O Fígado Felino: dificuldades e diagnósticos), e doenças virais graves bastante específicas, como FlV e FelV -visto em “Entendendo a FelV de uma vez por todas”-, essa especialização só traz ganhos para o atendimento, prevenção e tratamento de doenças exclusivamente felinas.

Panorama

Em vista disso, o mercado veterinário de felinos está ampliando, e logo teremos mais gatos como animais domésticos do que cachorros, assim como ocorre em países europeus. Tão logo isso aconteça, e os tutores se sintam mais suscetíveis a levar seus bichanos ao médico, será observado uma deficiência em profissionais que não só amem gatos, mas que estudem suas originalidades e os tratem com o manejo adequado para seu bem estar.

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