O termo “síndrome de pandora” descende do mito grego “A Caixa de Pandora”, em que uma caixa contendo todos os males do mundo é entregue a Pandora, que levada pela curiosidade, abre a caixa e deixa tudo que estava ali escapar. A história é associada à síndrome devido a sua grande complexidade e potencial de afetar vários órgãos simultaneamente, com um mecanismo de ação até o momento desconhecido.

Imagens: FreePik

Estresse

A doença está diretamente relacionada com questões externas do ambiente de gatos domésticos, principalmente a fatores causadores de estresse.

A maioria dos felinos domésticos vivem em ambientes restritos, e muitas vezes, sem acesso a áreas externas. A segurança que o lar proporciona é, de fato, benéfica para o animal, protegendo-os de ameaças como: atropelamentos, fugas e brigas com outros felinos. Entretanto, pela falta de informação, o enriquecimento ambiental é na maioria das vezes deixado de lado pelos tutores, podendo resultar no aumento de estresse para o felino.

Para os gatos, viver em um ambiente que não o permita desempenhar seus comportamentos naturais é algo extremamente estressante, ainda mais quando no local estão presentes mais fatores que causem desconforto ao felino, como a presença de outros animais, muitas pessoas, ou objetos que causem medo.

Primeiros sinais e diagnóstico

Apesar da síndrome de pandora ter seu mecanismo de ação ainda desconhecido, sabemos que o estresse é um dos principais causadores da doença.

Devido a sua grande complexidade, o diagnóstico da síndrome não é simples, devendo focar principalmente na anamnese, onde o veterinário deverá juntar o máximo de informações possíveis para identificar fatores estressantes na rotina do felino.

Sinais clínicos como polaciúria, disúria, estrangúria, periúria, hematúria, são os mais frequentemente encontrados. Entretanto, é preciso descartar outros problemas de trato urinário para poder confirmar o diagnóstico da Síndrome de Pandora.

Com as grandes mudanças que estão acontecendo na rotina dos gatos domésticos, a incidência de casos da síndrome de pandora estão se tornando algo cada vez mais comum na rotina de trabalho de médicos veterinários.

Atualizações quanto à síndrome de pandora

Apesar de ainda ser uma síndrome nova que requer estudos, muitas atualizações vêm sido trazidas em pesquisas quanto o diagnóstico e tratamento, envolvendo terapias comportamentais para redução de ansiedade nos felinos, tratamento de gatilhos para ansiedade e terapia psicofarmacológica.

Por isso, a VeteduKa produziu um curso sobre diagnóstico e tratamento da síndrome de Pandora com a professora Larissa Runcos. Nele, você imergirá nos principais assuntos dessa síndrome, desde a introdução até o diagnóstico e tratamentos.

O assunto é extremamente relevante para todo MV que pretende seguir a área clínica, principalmente para os “gaterios” de plantão.

Conheça já o curso clicando aqui!

Larissa Rüncos

ESPECIALISTA EM COMPORTAMENTO ANIMAL

Professora Larissa Rüncos

Formada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2009, fez seu estágio de conclusão de curso na University of California, Davis (UCDavis) acompanhando a rotina do Behavior service, junto a Melissa Bain. Desde o início de sua graduação é auto-didata em comportamento animal, sendo sua maior área de interesse, participando de diversos cursos e congressos na área. Possui Pós-graduação em Manejo Comportamental de Cães e Gatos, pela PUCPR (2010-2012), sendo a primeira turma do país de curso de especialização na área. Possui mestrado pela UFPR, com projeto sobre comportamento e bem-estar de cães comunitários.
Atualmente é Doutoranda no programa de Ciência Animal da PUCPR, com projeto de pesquisa sobre Psicodermatoses e comorbidades psiquiátricas em pacientes com dermatopatias. É professora pelo INSPA. Trabalha com Medicina do Comportamento e Consultoria em Comportamento e Bem-estar de Cães e Gatos.

Recommended Posts

No comment yet, add your voice below!


Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.