31 de julho: dia do vira-lata

cão vira-lata

No Brasil, os vira-latas com certeza se tornaram um ícone entre os animais de estimação e são os queridinhos de muitas famílias. Também conhecidos como SRD’s (sem raça definida), os vira-latas não possuem origem genética determinada, resultando na cruza de duas ou mais raças diferentes. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, a “raça” está presente em cerca de 41% dos lares brasileiros.

Características

Os vira-latas são verdadeiras caixinhas de surpresa! Por não existirem padrões genéticos em suas linhagens, não há como apontar padrões de cor, pelagem, tamanho e temperamento.

Em geral, podemos dividir os vira-latas em quatro categorias: híbridos (com duas raças conhecidas), mestiços (que apresentam traços de uma ou duas raças), funcionais (criados com um propósito específico) e vira-latas de fato, que resultam no cruzamento de várias raças misturadas, sendo este o tipo mais comum encontrado nas ruas.

Devido a essa grande diversidade, as chances de você encontrar dois SRD’s iguais são muito pequenas. Se você busca um animalzinho único e especial, um vira-latatinha com certeza é uma opção interessante para você!

De onde o termo surgiu?

Acredita-se que o nome “vira-lata” tenha surgido devido aos animais de rua que precisam constantemente revirar lixos e latas para encontrar comida. Com o passar do tempo, o termo passou a ser usado de maneira pejorativa, como a expressão “complexo de vira-lata”, criada pelo escritor Nelson Rodrigues, que teorizava um complexo inferioridade sentido pelos brasileiros em relação ao resto do mundo. Entretanto, essa conotação negativa está sendo desmitificada e hoje os vira-latas são a paixão de muitas pessoas.

Os vira-latas são mais resistentes à doenças?

Em partes, sim. Ao contrário de cães de raça, que se reproduzem com indivíduos de genes semelhantes, seguindo um padrão de traços hereditários, os vira-latas possuem alta variabilidade genética. Além disso, boa parte dos SRD’s vêm das ruas, onde somente os filhotes mais fortes conseguem sobreviver, precisando sempre buscar por alimento ou até mesmo lutar por ele.

Entretanto, isso não significa que os vira-latas não fiquem doentes. Como não possuem padrões de linhagem genética ou pedigree, não há como generalizar as características do sistema imunológico ou pré-disposições de cada um. Portanto, assim como em qualquer outra raça, o acompanhamento veterinário é fundamental.

Curiosidades

Por grande parte da população dos SRD’s viverem em situação de rua, o olfato dos vira-latas costuma ser muito aguçado, conseguindo detectar e distinguir diferentes odores, característica desenvolvida para a sobrevivência, os possibilitando encontrar alimentos em sacos e latas de lixo.

Os vira-latas brasileiros são únicos (literalmente). O tipo de vira-latas que conhecemos existem somente no Brasil. Os SRD’s de outros países costumam ter menos misturas, tendo as suas raças traçadas como subdivisões da cruza, como por exemplo: o bassetoodle, cruza entre basset hound e poodle.

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Medicina veterinária brasileira no combate ao COVID-19

med vet brasileira

Com o agravamento da COVID-19, segmentos distintos de profissionais da saúde estão se unindo na corrida por uma vacina ou tratamento eficaz contra o Sars-Cov-2. Entre o grupo, também estão os médicos veterinários.

Todos os medicamentos que utilizamos hoje no tratamento de doenças são previamente testados em animais, passando pelas mãos de médicos veterinários, que são encarregados de certificar a eficácia e segurança da substância antes de chegar ao mercado farmacêutico. Na busca por uma droga capaz de conter o novo coronavírus, não é diferente, com médicos veterinários por todo o mundo trabalhando para desenvolver substâncias capazes de tratar a infecção provocada pelo SARS-CoV-2.

A participação do Brasil na busca pela cura

Até agora, no Brasil, temos duas pesquisas conduzidas por médicos veterinários que vêm ganhando repercussão na mídia. Um destes estudos envolve a produção de um soro hiperimune por meio do plasma de cavalos, enquanto o outro foca na produção de um medicamento feito de nanocorpos derivados de lhamas.

Soro hiperimune

Vinculado à secretaria de estado de saúde do estado do Rio de Janeiro, o Instituto Vital Brazil (IVB) está desenvolvendo uma pesquisa comandada pelo médico veterinário Luiz Edurdo Ribeiro da Cunha sobre um soro produzido por meio do plasma sanguíneo de cavalos infectados com o SARS-Cov-2.

O estudo envolve a inserção do vírus em 10 cavalos para estimular a criação de anticorpos. Cinco deles receberam a proteína S (espinho) do Sars-Cov-2, enquanto os outros cinco foram expostos a amostras inativadas do vírus. A produção dos anticorpos deve acontecer entre 4 a 6 semanas a partir do momento que os animais foram infectados.

Com a presença dos anticorpos, o plasma extraído destes cavalos passará por um processo industrial para o desenvolvimento de uma droga que deve neutralizar o vírus. Tal método já é utilizado para produção de outros soros, como o antirrábico, ou para venenos de animais peçonhentos através do plasma destes equinos.

Se bem sucedido, o medicamento poderá ser utilizado em praticamente todos os níveis da doença COVID-19, auxiliando desde a pacientes com sintomas leves, até os indivíduos que desenvolvem a forma mais grave da infecção.

Segundo Luiz Eduardo Ribeiro: “com certeza o médico-veterinário, com todo o seu conhecimento em virologia e imunobiologia, é importantíssimo neste projeto. Desde todo o conceito de saúde única, levando em consideração até mesmo a origem do vírus, que pode ser uma zoonose, passando pela sanidade e o bem-estar dos animais, a produção do soro hiperimune e o controle de qualidade”.

O M.V. ainda destaca que os cavalos são exemplares perfeitos para condução de um estudo deste tipo, considerando que a espécie é encontrada facilmente em todo o mundo, o que permite a padronização do soro, além serem excelentes doadores de sangue.

Os animais estão recebendo todos os cuidados essenciais para que seu bem-estar seja mantido durante o período de pesquisa… “Os cavalos são bem tratados e bem alimentados, além da questão sanitária. Tomamos todos os cuidados para que o organismo não seja afetado. As hemácias voltam para o corpo do animal, porque o que nos interessa é o plasma, que é o material-base do nosso trabalho”, informa.

Nanocorpos de lhamas

Na Bélgica, um grupo de pesquisadores estadunidenses e alemães publicaram um artigo na revista científica Cell, relatando a imunização de uma lhama batizada de Winter, que havia sido infectada com uma mistura de proteínas do Sars-Cov-2.

Após ter contato com o vírus, o animal produziu nanocorpos que foram capazes de neutralizar o agente, não somente em seu organismo, mas também em estudos in-vitro.

Utilizando a publicação belga como referência, cientistas da Unesp de Botucatu desenvolveram um projeto para criar um medicamento através dos nanocorpos gerados como resposta imune na lhama.

Nanocorpos de camelídeos já são utilizados na medicina em casos de doenças degenerativas, e seu uso é investigado para tratamentos de outros vírus como HIV e influenza.

O estudo está sendo coordenado pelo médico veterinário Rui Seabra Ferreira Júnior, que conta com uma equipe formada por médicos, farmacêuticos, bioquímicos, biólogos e outros sete veterinários.

Segundo Seabra: “uma vacina faz com que o organismo humano seja capaz de produzir anticorpos contra a doença. A gente vai ‘vacinar’ as lhamas para que elas produzam os anticorpos que a gente quer. O soro, se der certo, já age como um tratamento”.

Entretanto, como as pesquisas até o momento foram feitas apenas no modelo in-vitro e ainda não há como ter certeza quanto à eficácia do tratamento: “a pesquisa básica da Bélgica nos mostra que ele é eficaz in-vitro. Logicamente, na hora que colocar no corpo humano, pode não ter uma percentagem de neutralização grande. Os estudos vão mostrar qual é a melhor dose para cada tipo de paciente, se há diferença de dose para pacientes graves ou com sintomas iniciais”, explica o médico veterinário.

Seabra ainda enaltece que a medicina veterinária talvez seja uma das profissões mais adequadas para realizar esse tipo de estudo, pois o médico veterinário possui capacitação para entender componentes básicos de uma doença por meio de suas características bioquímicas, imunológicas, patológicas e fisiológicas.


Fontes: CFMVCRMV-SPCRMV- RJ e revista científica Cell, adaptado pela equipe VeteduKa.

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Ansiedade: um dos maiores problemas enfrentados por quem está estudando por EAD na quarentena.

Em algum momento de sua vida, você com certeza já passou por momentos de tensão enquanto estudava por estar se sentindo(a) muito ansioso(a), correto? Durante nossa vida escolar, esse sentimento se torna algo comum, tanto que a certo ponto ficamos “acostumados” com sua presença. Isso se estende até a chegada do ano do vestibular, e então, a faculdade. A partir daí, a sensação é que a tolerância que tínhamos desenvolvido é totalmente perdida e sentimos novamente o desconforto causado pela ansiedade

Mas primeiro, o que pode ser considerado como “ansiedade”?

A ansiedade é um sentimento vago, que pode nos causar medo, apreensão e desconforto, que se dá quando precisamos encarar algo novo, ou qualquer situação que fuja de nossa zona de conforto. Entretanto, a ansiedade não é algo inteiramente negativo, sendo ela responsável por fazer você se preparar melhor e se dedicar para ter um resultado positivo naquilo que está te deixando ansioso(a).

O verdadeiro problema ocorre quando a ansiedade é causada de maneira exacerbada e em situações simples do dia-a-dia.

Por que esse sentimento é tão recorrente nos estudos?

Durante a faculdade, é normal querermos nos destacar para no futuro ter maiores chances no mercado de trabalho. Dentro da graduação em medicina veterinária, não é diferente. Devido à grande concorrência e a necessidade que impomos a nós mesmos para alcançar a tão sonhada vaga nos programas de residência, a ansiedade pode se tornar algo frequente, prejudicando o desempenho de vários estudantes.

Além de exigirem muito de si mesmos para obter bons resultados, os estudantes precisam também precisam atender e cumprir todas as exigências de professores. Em casa, é preciso conviver com a forte expectativa exercida pela família quanto seu desempenho. Para alguns, uma simples pergunta de “eai, como vai a faculdade?”, pode ser suficiente para gerar ansiedade.

Como o momento que estamos vivendo influencia nos estudos

Em meio à pandemia, milhares de estudantes por todo o mundo precisaram abrir mão das aulas presenciais devido ao COVID-19. A nova rotina que nos foi imposta traz com ela inúmeras práticas e métodos de estudo que não estávamos habituados anteriormente, tendo que passar por um processo lento de adaptação para nos acostumarmos com isso.

Estamos presenciando algo que antes de novembro de 2019 era totalmente desconhecido para a humanidade. Com isso, é de se esperar que fiquemos apreensivos e com medo, o que pode desencadear no sentimento de ansiedade, sendo um risco principalmente para aqueles que já eram enquadrados como ansiosos antes do surto nos atingir.

Por que a ansiedade se tornou um problema maior do que ela já era?

Muitos estudantes têm se queixado da falta de motivação e dificuldade para manter a concentração nos estudos durante a quarentena. A ansiedade pode estar diretamente relacionada ao problema, considerando que o sentimento é responsável por nos deixar receosos e inquietos. Isso se torna um grande empecilho para o aluno, gerando a sensação de frustração após não conseguir obter êxito em suas tarefas.

A longo prazo, isso se torna um ciclo vicioso. A dificuldade para manter a concentração resultará em frustração, fazendo com que motivação para estudar seja cada vez menor.

Há algo que possa ser feito para se adaptar melhor à rotina de estudos por EAD?

É certo de que o momento que estamos vivendo é turbulento, mas eventualmente, passará. Lembre-se: sua vida continuará normalmente, junto aos seus projetos de carreira, assim que nossas vidas voltarem à normalidade. Portanto, deixe suas metas bem definidas, pois elas podem servir como fortes aliadas para te ajudar a manter a calma e focar nos estudos.

Se o seu objetivo é conquistar sua vaga na residência, tente se manter firme para conquistá-lo! A data de sua prova pode ser adiada, mas ela ainda vai acontecer, mesmo que demore mais do que o esperado. Portanto, não se deixe iludir ao pensar que seu esforço nesse período de quarentena pode estar sendo em vão.

Outro fator importante e que pode ser crucial para reverter a situação é tentar diminuir o hábito da procrastinação e se organizar de maneira adequada. Existem inúmeras técnicas organizacionais que podem ser de grande ajuda para os estudantes, evolvendo análises de rotina, criação de ciclos, definição de metas e estratégias de estudos. Como este é um assunto de maior relevância, preparemos um artigo exclusivo para abordar o tema de maneira clara para te ajudar. Clique aqui para conferir.

Se precisar, busque ajuda

Como já citamos anteriormente, a ansiedade é um sentimento normal nos seres humanos, se tornando um problema apenas quando desencadeada em excesso. Em casos mais severos, outros sintomas mais graves podem ser sentidos por decorrência da ansiedade, podendo incluir falta de ar, depressão e até mesmo crises de pânico. Em casos como estes, o indicado é procurar por um psicólogo, já que o problema está afetando sua vida como um todo, e não somente seus estudos.

Durante o período de quarentena, saúde mental tem sido uma pauta muito discutida devido ao grande número de pessoas que estão relatando problemas relacionados a isso durante o confinamento. O que muitos não sabem, é que profissionais da área da psicologia podem atender remotamente. Portanto, se você achar que deve procurar um psicólogo, busque por um profissional que esteja fazendo consultas online! Isso certamente poderá te ajudar.

Entrevista: o que devemos esperar da ‘convocação’ de médicos veterinários no combate ao COVID-19?

No dia 2 de abril de 2020, o Ministério da Saúde emitiu uma nota convocando 14 categorias de profissionais da saúde, incluindo médicos veterinários, para atuar na luta contra o novo coronavírus.

O comunicado encaminhado ao Conselho Federal de Medicina Veterinária especifica que veterinários poderão ser convocados para trabalharem no SUS, em todos os níveis de atenção no combate ao COVID-19. Entretanto, ainda não foi especificado que tipo de auxílio será prestada pela classe.

Confira o texto sancionado pelo congresso:

“Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, dentre outras, as seguintes medidas (…)

VII – requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa”.

A ação estratégica de combate ao novo vírus foi nomeada de “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. Devido à situação de urgência, o cadastro na plataforma é obrigatório para todos os médicos veterinários no país.

A partir do momento da validação do cadastro, um curso online de capacitação nos protocolos oficiais no combate ao coronavírus será disponibilizado aos profissionais, que após a conclusão receberão certificados e partir daí estarão elegíveis a serem convocados para iniciar os trabalhos no SUS.

Durante o cadastro o profissional informará se deseja, ou não, participar da ação. As demais informações do curso de capacitação serão enviadas por e-mail.

Posicionamento do CFMV

No comunicado emitido ao CFMV, o ministério da saúde ressaltou “o caráter obrigatório do cadastramento dos profissionais e da participação na capacitação”. Profissionais que não fizerem seu cadastro e não concluírem o curso de capacitação serão notificados pelo órgão.

Em nome da organização, o presidente do CFMV, Fransisco Cavalcanti, informou que os médicos veterinários estarão à disposição do Ministério da Saúde para “auxiliar no que for necessário, com capacitação para cuidar da saúde animal, humana e do meio ambiente, e vasto conhecimento sanitário para ajudar o país a superar está pandemia”.

O anúncio gerou forte repercussão entre a classe e maiores informações deverão ser disponibilizadas no decorrer das próximas semanas.

O que devemos esperar perante a situação?

Para abordar melhor o assunto e entender como o caso vem repercutindo em meio à classe veterinária, convidamos o médico veterinário Daniel Agibert Luz, especialista em medicina do coletivo, para participar de uma entrevista com a VeteduKa. Confira:

O que você achou sobre a convocação de médicos veterinários para atuarem no combate ao Covid-19?

“É uma oportunidade de mostrarmos que somos parte da saúde pública e a partir desse reconhecimento, que os municípios compreendam a necessidade de ter um médico veterinário no núcleo básico de atendimento à saúde.”

As atividades a serem desempenhas pelos veterinários ainda não foram reveladas pelo ministério da saúde. De que maneira você acha que estes profissionais podem ajudar?

“Os núcleos de apoio à saúde da família (NASF) já tem em sua grade uma vaga para médico veterinário, podendo ou não ser ativada pelo município.

Isso me faz pensar que atuaremos nos NASF para apoiar a disseminação dos cuidados preventivos em relação ao COVID19 e conferir se estão sendo realizados de acordo com a orientação da OMS.”

Você acha essa convocação viável/correta?

“Desde que ninguém seja ‘obrigado’ a trabalhar com o que considera inseguro à sua saúde física e mental, concordo com a possível convocação.”

Qual a sua opinião, como médico veterinário especialista em medicina do coletivo, sobre a possibilidade de ser convocado para trabalhar no sus?

“A atuação explícita do médico veterinário na saúde pública será algo histórico, que poderá gerar melhor reconhecimento e abrir portas para um futuro de trabalho multidisciplinar.”

Após a convocação, o assunto repercutiu muito entre os profissionais da classe veterinária. Entre o grupo, o que tem sido comentado sobre o assunto?

“Se discute bastante sobre o desinteresse de alguns profissionais em atuarem diretamente na área da saúde pública, por terem medo de expor sua saúde e dos seus próximos, ou por terem medo de trabalhar com humanos. Outros mais engajados na área falam com confiança que estarão fazendo um bem maior a todos.

Daniel Agibert Luz
Médico Veterinário

Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade do Contestato (UnC) (2016). Possui residência em Medicina Veterinária do Coletivo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) (2016-2018).

25 de abril: Dia Mundial da Medicina Veterinária

Instituído no ano 2000 pela World Veterinary Association (Associação Mundial de Medicina Veterinária), o dia mundial da medicina veterinária celebra seus 20 anos, dessa vez com o tema “Proteção Ambiental Para Melhoramento da Saúde Humana e Animal”.

O evento ocorre anualmente, sempre no último sábado de abril e tem como objetivo enaltecer a medicina veterinária e todos os profissionais inseridos nela com suas funções de preservação e tratamento dos animais. Cada edição do evento aborda um tema diferente relacionado à veterinária, incentivando novas pesquisas e discussões entre os participantes com a finalidade de proporcionar melhoramentos para a profissão em escala mundial.

O veterinário, ou equipe de veterinários, que promover a melhor contribuição relacionada ao tema será condecorado com o Prêmio do Dia Mundial da Medicina Veterinária e receberá uma bonificação de $2500,00.

Em 2019, o tema escolhido pela WVA (World Veterinary Assosiation) foi “A Importância da Vacinação”.  A Associação de Medicina Veterinária de Uganda foi a vencedora da edição, apresentando um projeto de vacinação em grande escala, contemplando diferentes espécies e promovendo eventos públicos para conscientização da população ugandense sobre a importância da vacinação e do trabalho desempenhado por médicos veterinários.

Neste ano, o tema é “Proteção Ambiental Para Melhoramento da Saúde Humana e Animal”. Segundo a WVA, “os veterinários, em seu papel de defensores da saúde e bem-estar animal, têm uma responsabilidade e a oportunidade de proteger nosso meio ambiente para as gerações futuras. […] Suas ações podem ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir o descarte adequado de medicamentos e apoiar o uso responsável dos recursos naturais (por exemplo, água e ração) necessários na criação de animais”.

O tema proposto é de alta relevância, considerando que os médicos veterinários têm um papel importantíssimo e crucial para a saúde única, envolvendo a tríade: saúde ambiental, saúde animal e saúde humana.

A medicina veterinária é feita por profissionais apaixonados que mesmo em meio à crise sanitária que estamos vivendo, continuam trabalhando e prestando atendimento a todos os animais necessitados que chegam aos seus consultórios. Portanto: feliz dia da medicina veterinária e parabéns a todos os médicos veterinários espalhados mundo afora!

Clique aqui para ir até o site da WVA e ler outras notícias sobre o dia mundial da medicina veterinária.

Organização: sua melhor aliada para conquistar qualquer objetivo

Organizar-se é o primeiro passo para a conquista de qualquer objetivo, seja ele relacionado a estudo ou não. Entretanto, nem sempre conseguimos fazer isso de maneira ideal.

A falta de organização pode gerar inúmeros obstáculos na trajetória rumo a uma meta. Se você percebe que ainda não desenvolveu uma rotina que inclua hábitos organizacionais, esse é o momento para refletir sobre suas ações.

A seguir, discutiremos sobre a importância de se manter organizado(a) e como fazer para melhorar sua capacidade de se organizar.

Tenha em mente as consequências de uma rotina desorganizada

Iniciar a trajetória para o cumprimento da um novo objetivo é, sem dúvidas, algo muito empolgante e motivador. Porém, muitas vezes esquecemos que é necessário nos organizar e pulamos essa etapa obrigatória para o desenvolvimento de qualquer projeto pessoal ou profissional.

O estabelecimento de um plano de atividades/trabalho ou um cronograma é crucial para a definição de o que fazer primeiro, quando fazer e de que forma fazer. Entretanto, a falta de organização pode pôr a perder até mesmo o melhor dos planejamentos.

Fatores como atrasos na realização de tarefas, acúmulo de afazeres, ansiedade, estresse e o sentimento de “poderia fazer melhor” podem ser sintomas da falta de organização no desenvolvimento de um projeto.

Vantagens de manter uma rotina organizada

Com uma rotina organizada, as tarefas não ficarão acumuladas e nem serão deixadas para última hora, ou seja, seu tempo será muito mais bem aproveitado.

A otimização de seu tempo, por sua vez, proporcionará mais momentos livres. Até mesmo os pequenos intervalos são bem-vindos em momentos de estresse. Além disso, você terá mais tempo para lazer, atividades físicas ou artísticas, ou uma margem mais confortável para conciliar os imprevistos que porventura apareçam e ameacem o seu planejamento e cronograma, como por exemplo um mal-estar ou doença.

É certo de que para obter sucesso é necessário esforço, mas não sacrifício. Mantendo-se organizado(a), seus momentos de estudo serão muito mais proveitosos, com menos falhas e conteúdos atrasados, proporcionando uma rotina mais tranquila e com menos estresse.

Por onde começar

Portanto, até aqui já é fácil de perceber que todo seu desempenho será prejudicado com a falta de organização, certo? Se você não sabe por onde começar, vamos dar algumas dicas de como fazer para melhorar.

Analise sua rotina

Primeiramente, realize uma análise geral de sua rotina. Envolva todas as tarefas cotidianas desempenhadas durante a semana, como seus momentos de lazer, exercícios, descanso, saúde entre outros. Depois disso, considere todas as suas atividades necessárias para o êxito de seu objetivo (é importante ser o mais detalhista possível, tanto às suas obrigações quanto às suas atividades rotineiras.)

Em seguida, organize-as de maneira que você consiga cumpri-las, dando prioridade às julgadas por você mais importantes alcançar sua meta.

Clique aqui e saiba mais sobre como fazer uma análise de rotina completa em um artigo que preparamos exclusivamente para isso.

Essa análise tem o objetivo de promover um melhoramento contínuo em sua rotina, visando aprimorar sua organização, disciplina, tomadas de decisão definição de novas metas e limites a serem seguidos.

Saiba quais são os fatores internos e externos que influenciam em sua rotina

É importante pensar sobre os fatores que possam interferir na sua rotina, tanto os fatores internos quanto os externos. Estes últimos são cruciais, já que muitas vezes fogem ao seu controle.

A seguir, analise quais desses fatores são prejudiciais. É menos complicado alterar os fatores internos, tais como maus hábitos ou problemas de disciplina. Na maioria das vezes, problemas vindos de seu ambiente interno podem ser corrigidos por você, sem precisar da ajuda de terceiros.

Mas como proceder em relação a um fator externo sobre o qual você não exerce influência? A melhor solução é encontrar uma forma de contornar o problema. Por exemplo, se você perde um número considerável de horas de seu dia se deslocando de um local para o outro, que tal tentar encontrar uma maneira de aproveitar esse tempo? Se você utiliza transporte público, leia um livro enquanto está se locomovendo. Outra alternativa é ouvir um podcast sobre uma matéria importante enquanto você está no trânsito ou caminhando para chegar até em casa.

Uma forma interessante de ter essa perspectiva é fazendo uma análise SWOT. A matriz SWOT consiste na análise de forças, oportunidades, fraquezas e ameaças, englobando praticamente todos fatores internos e externos presentes em sua rotina.

Acabe com o hábito da procrastinação

Muitos estudantes são afetados por este hábito vicioso, que é um dos maiores vilões quando se quer otimizar o tempo. Portanto, minimizar a procrastinação é algo muito relevante para organizar sua rotina de modo geral.

Diferente do que muitos pensam, a procrastinação não acontece somente devido à preguiça. Muitos outros fatores influenciam diretamente na frequência em que este hábito ocorre na vida de estudantes.

Se você é um “procastinador”, tenha em mente que esse hábito é algo muito prejudicial e não será mudado completamente do dia para noite. Portanto, medidas precisam ser tomadas para mudar essa situação. Clique aqui para saber mais dicas valiosas para sanar este problema.

Com todas as informações levantadas até aqui, pode-se concluir que a organização é uma das, senão a característica mais importante para conquistar qualquer objetivo, seja ele relacionado a estudos ou não. Então, faça dela sua aliada e utilize o conteúdo mostrado neste artigo para aproveitar melhor seu tempo e otimizar seus resultados enquanto estiver estudando ou trabalhando em um projeto pessoal!

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Dicas essenciais para mudar seus hábitos e procrastinar menos nos momentos de estudo

Neste artigo refletiremos sobre o que é a procrastinação, quais são suas causas e como fazer para superar este hábito vicioso.

O que é

Em poucas palavras, a procrastinação é o hábito de deixar tarefas importante para a última hora. Quando você tem um evento importante, como uma prova ou trabalho da faculdade, e deixa para estudar no dia anterior, isso é um ato de procrastinação.

 

Isso ocorre porque nosso cérebro tende a dar preferência para coisas prazerosas e divertidas na qual dificilmente, aquele relatório acadêmico sobre bioquímica entrará.

Causas

Diferente do que muitos pensam, a procrastinação não acontece somente devido à preguiça. Muitos outros fatores influenciam diretamente na frequência em que este hábito ocorre na rotina de estudantes

Quando estamos na escola, sempre há alguém – professores ou familiares – cobrando para que nossos deveres sejam feitos. Portanto, desde o ingresso no sistema de ensino nos acostumamos com a ideia de precisar fazer algo, justamente por ter alguém cobrando isso de nós. Quando ingressamos na faculdade, nos deparamos com um ambiente novo, com novas obrigações, mas sem ninguém para nos cobrar quanto a elas. Na educação básica não somos ensinados a fazer nossas tarefas pelo simples motivo de elas precisarem ser feitas, e isso pode ser visto como uma falta de disciplina.

Insegurança e perfeccionismo também são fatores que levam estudantes à procrastinação, devido à exigência de uma performance impecável e medo de falhar. Esse sentimento de insegurança pode resultar no ato de procrastinar.

O que fazer para parar de procrastinar

Na maioria das pessoas, procrastinar resulta em muita frustração, já que após concluir sua tarefa, um sentimento constante de “poderia ter feito melhor” vem à tona.

Se você tem esse hábito, é importante procurar meios para corrigí-lo. A seguir daremos algumas sugestões que podem lhe ajudar.

1 – Saiba o que te dá motivação

Objetivos futuros podem ser seus aliados nos momentos em que você precisa manter o foco.

Tire um tempo para pensar sobre isso e lembre-se deles enquanto estiver estudando.

Se um de seus objetivos for ser aprovado(a) em um programa de residência, por exemplo, escreva-o em um lugar de fácil visualização para servir como um incentivo a mais para manter o foco.

2 – Tome cuidado com as distrações

Provavelmente, você já sabe que para manter o foco é necessário minimizar o máximo possível de distrações.

Para isso, não basta apenas ficar longe de seu celular e computador. Manter um ambiente de estudos limpo e organizado também é importante para que não ocorra nenhum desvio de foco enquanto você estiver tentando ser produtivo(a).

3 – Organize sua rotina e crie um ciclo de estudos

Essa é uma dica bastante simples e fácil de ser colocada em prática. Com planejamento, você desenvolverá um senso de urgência para fazer suas tarefas. Isso pode ser de grande ajuda se você tem o hábito de procrastinar.

Portanto, é importante fazer a divisão desse planejamento em duas etapas. A primeira se trata de uma análise de rotina, em que você deve considerar todas as atividades que demandam tempo em sua rotina e organizá-las de maneira prática. A segunda consiste na construção de um ciclo de estudos, uma alternativa interessante para estudantes que se difere do método de organização tradicional em cronograma/agenda.

Clique aqui para saber como construir um ciclo de estudos adequado.

4 – Segmente seus objetivos

Segmentar seu objetivo principal em tarefas menores, e mais importante, possíveis de serem concluídas, também servirão de incentivo para concluir tarefas pendentes.

Se você definir que é necessário se comprometer mais com uma determinada matéria, proponha-se a estudar um capítulo por semana e fazer um resumo do que foi lido. Isso vai torná-la uma tarefa menor e mais simples de ser cumprida, concorda? Após a conclusão, crie outras pequenas tarefas e cumpra-as gradualmente.

5 – Dê recompensas a si mesmo.

No começo do artigo, explicamos que a procrastinação ocorre porque nosso cérebro sempre dará preferência a coisas divertidas e prazerosas, mesmo nos momentos em que precisamos nos concentrar. Portanto, é importante dar recompensas a si mesmo como forma de incentivo.

Estabeleça condições para si mesmo para ganhar estas recompensas. Por exemplo: se você conseguiu estudar todo o conteúdo programado para a semana, faça algo que lhe traga prazer, como comprar algo que você queira ou se divertir com um grupo de amigos, como forma de recompensa por ter mantido o foco e cumprido seu objetivo até aqui.

A procrastinação é um problema bem mais comum do que você imagina, atingindo vários estudantes. O segredo para vencê-la é saber como sua mente funciona e usar as dicas apresentadas aqui para potencializar sua capacidade de disciplina e concentração.

Se você é um procastinador, tenha em mente que esse hábito é algo vicioso e não será mudado completamente do dia para noite. Portanto, tenha persistência e dedique-se em aplicar pequenas mudanças em seus hábitos para aprender a se manter focado(a) por mais tempo.

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Como montar um ciclo de estudos

Quando se pensa em organizar uma rotina de estudos, a primeira coisa que passa por nossa cabeça é criar um cronograma em forma de agenda, que delimita o intervalo de tempo de todas as tarefas inseridas nela.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/educacao/como-montar-um-cronograma-estudos.htm

Entretanto, no método “tradicional”, as chances de você não conseguir cumprir o cronograma são muito grandes, já que nele você não prevê imprevistos, como um dia que você pode acordar doente ou precisa atender uma urgência.

Por exemplo: se você separou sua manhã de terça-feira para estudar anestesiologia, mas não conseguiu, e esse era o seu único horário para estudar a disciplina na semana, você pode remanejar todo o seu planejamento, gerando desorganização, já que os outros dias já estavam reservados, ou então, passaria a semana sem estudar anestesiologia.

Além da dificuldade em ser mantida, essa estratégia de organização é exaustiva, e em caso de imprevistos, o conteúdo fica atrasado. Fora isso, pequenos espaços de tempo são difíceis de serem aproveitados, impossibilitando você de fazer revisões das matérias já estudadas até então.

1 – Defina a quantidade de horas que o ciclo terá

Se você possui 10 horas semanais para estudar, com 6 matérias em sua grade, você deve alocar essas disciplinas dentro das 10 horas.

Lembre-se de que se trata de um ciclo, portanto, você não deve construir um novo assim que o ciclo é encerrado, e sim, repeti-lo do início.

Pode ser que, ao iniciar o processo, surja a necessidade de fazer alterações no cronograma. O ideal é que estas alterações sejam feitas poucas vezes durante o ano. Para aplicar as alterações, aguarde o encerramento do ciclo para então aplicá-las.

2 – Analise suas disciplinas

É necessário fazer uma revisão de todas as matérias, considerando a dificuldade e peso de cada disciplina para seu objetivo final. Com isso, defina quais disciplinas será necessário dedicar mais horas.

3 – Quantidade de tempo nas divisões do ciclo

Depois de definir as horas, dificuldade e peso, decida a quantidade de blocos (divisões) que será criada dentro do ciclo.

O ideal é que a separação de cada bloco tenha no mínimo 1h e não seja superior a 2h30, pois a partir desse período, nossa concentração tende a diminuir, impactando a produtividade.

Nessa altura já é possível perceber que o ciclo de estudos é algo muito pessoal, variando de acordo com as suas necessidades e o tempo que você tem/precisa para estudar. Portanto, é muito importante que você mesmo(a) construa o seu próprio.

4 – Defina as horas que cada bloco do ciclo terá

Após fazer a separação dos blocos, considere a dificuldade e peso de cada disciplina, para, a partir daí, definir a quantidade de horas que você dedicará para cada matéria.

Organize também a ordem das disciplinas. Como se trata de um ciclo baseado em horas, o mais importante é definir qual será a sequência a ser seguida entre os blocos de estudo.

Não existem dias específicos ou horários para estudar, o objetivo é apenas cumprir o cronograma semanal de horas do ciclo, seguindo a ordem de blocos no ciclo.

Se você preferir, também é possível organizar seu ciclo em outros formatos, como por exemplo, em uma tabela.

5 – Revise o seu ciclo

Revise toda a estrutura de seu ciclo e realize ajuste se for necessário.

Dica: alie seu ciclo de estudos com uma análise SWOT. Saiba mais.

Outras dicas importantes

1 – Fazer uma análise de rotina geral.

  • Clique aqui para ler um artigo sobre como uma análise rotina pode fazer a diferença em seus estudos.

2 – Estabelecer um local para estudar com as seguintes características:

  • ser o mais silencioso possível;
  • ter uma escrivaninha que proporcione conforto;
  • não oferecer distrações;
  • ter conexão com a internet (mas nada de redes sociais, ok?);
  • ter todos os materiais necessários;
  • ser bem iluminado e arejado

3 – Tentar manter regularidade em seus horários

  • É certo de que o ciclo de estudos permite ter maior flexibilidade quanto a horários, entretanto, se você possui um dia ou dois durante a semana livres e gostaria de aproveitar este tempo para estudar, tente manter esse período de estudos o mais regular possível.

4 – Ter alcance a todos os materiais necessários

5 – Minimize distrações, principalmente, seu telefone celular

6 – Cuidar de seu corpo.

  • Manter uma rotina de exercícios físicos é muito importante, mesmo que apenas algumas horas por semana. Esses momentos podem servir como uma válvula de escape, reduzindo seu estresse e aumentando sua produtividade nos estudos posteriormente.

7 – Fazer pausas

8 – Definir objetivos e metas claras

  • Ter um objetivo definido servirá de incentivo para você continuar. No decorrer deste processo, é normal termos momentos de frustração e pensamos se o que estamos fazendo realmente valerá a pena, nesses momentos, lembre-se do seu objetivo, independente de qual ele seja.

O objetivo principal do ciclo de estudos é otimizar sua performance nos estudos, de maneira menos cansativa e que você consiga aproveitar melhor o tempo. Que tal tentar criar um para você?

Acesse nosso blog e leia mais artigos da VeteduKa.

Tenho dificuldade em uma matéria. O que fazer para contornar esse problema?

Durante a faculdade, é normal nos depararmos com matérias que gostamos mais e outras menos. Quando não nos identificamos com alguma delas, podemos atribuir o motivo à várias razões, como não gostar muito dos temas que a matéria abrange, não se identificar com o professor, ou então, simplesmente por não entender o conteúdo.

A partir daí, a necessidade de estudo dessa disciplina em questão se torna desgastante, tendo seu estudo visto apenas como uma obrigação, sem nenhum prazer.

Abordaremos nesse artigo algumas dicas sobre como você pode fazer para contornar essa situação e aproveitar melhor os momentos de estudo, mesmo se tratando de uma matéria que desperte menos interesse.

Deixe de usar a dificuldade como um rótulo

Mas o que isso quer dizer? Não se autointitule com alguém que tem dificuldade na matéria X. Isso fará com que, mesmo que de forma inconsciente, você gere uma desculpa para você mesmo do porquê de você não estar conseguindo apresentar um bom desempenho na disciplina. Ao invés de fazer isso, foque em construir uma solução para o seu problema. Citaremos algumas alternativas a seguir.

Por onde começar

Mudar suas estratégias de estudo é algo muito importante ao perceber que seu desempenho não está bom.  Portanto, seja criativo(a)! Existem inúmeras maneiras diferentes para estudar, cabe a você decidir qual será mais proveitosa para você. Por exemplo: se ao estudar osteologia você não consegue memorizar todas as funções dos ossos apenas lendo e escrevendo resumos, qual tal fazer um desenho ou organizar um mapa mental?

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(Obs: este mapa mental foi criado utilizando o OneNote)

Lembre-se: se a matéria está em sua grade curricular, é porque de alguma maneira, ela é relevante para sua profissão. Um método eficiente para você desenvolver maior interesse pela disciplina é tentar fazer assimilações do conteúdo teórico com possíveis situações rotineiras de carreira. No caso da medicina veterinária, você pode associar a teoria com inúmeras situações da rotina clínica. Assim, você deixa de ver o conteúdo somente de maneira teórica e considera sua parte aplicável.

Um estudante que tem menos afinidade com a matéria de etologia, pode assimilar as inúmeras teorias comportamentais com situações reais de clínica médica.

Por exemplo: um tutor recorre ao médico veterinário por perceber que a partir de um determinado período, seu animal começou a urinar com uma maior frequência e fora de seu lugar habitual. O paciente, jovem, encontra-se clinicamente bem e sem alterações em exames de sangue, imagem e urina. A partir daí, é possível realizar uma anamnese e encontrar um possível diagnóstico de natureza comportamental, podendo indicar algum problema ambiental ou algum fator externo que esteja causando estresse ou medo ao animal.

 

Imaginar um caso hipotético como o do exemplo acima lhe proporcionará ideias de como o conteúdo aprendido poderá ser usado na prática, dando um incentivo a mais para estudar.

Tempo de estudo influencia para fixar o aprendizado?

Sim. Entretanto, é importante ter em mente que quando se trata de estudo, qualidade sempre será mais relevante que quantidade.

De nada adiantará passar horas estudando se você não aproveitar bem o tempo que está dedicando a isso. Se a partir de um momento você começar a sentir exaustão e estresse, o ideal é parar por aí e analisar se todas as horas que você está dedicando realmente estão sendo bem aproveitas.

Se você julga uma matéria como difícil, estudar mais tempo é importante, contando que você esteja aproveitando o que é abordado.  O tempo que você dedica ao estudo não pode ser visto como um fardo. Esforço é necessário, sacrífico não.

Durante esse período, se distancie de tudo aquilo que pode lhe atrapalhar, em especial, seu telefone celular. Enquanto estudamos, as notificações e bipes de nossos smartphones acabam se tornando muito mais atrativos do que nos momentos em que não estamos ocupados. Portanto, desligar seu celular é uma ação importante para melhorar a qualidade do seu estudo.

Defina seus horários

Como já dito, se você julga algo como difícil, ceder mais tempo para estudar é importante. Então, defina bem seus horários e tente segui-los da maneira mais correta possível.  Não sabe por onde começar?

Clique aqui e saiba como uma análise de rotina pode trazer resultados positivos para seus estudos.

Conclusão

Seja para uma prova da faculdade, processo seletivo ou prova da residência, sempre existirão assuntos pelos quais você se interessará menos do que outros, e por isso, é importante criar estratégias e pensar no que pode ser feito para contornar situações assim. Então, evite tratar os momentos que lhe exigem dedicação à estas disciplinas como “problema”, “fardo” ou “aborrecimento” já que de alguma forma, todo conteúdo aprendido é crucial para sua formação como médico(a) veterinário(a).

Como uma análise de sua rotina pode fazer a diferença em seus estudos

Uma rotina organizada é a base para conquistar um novo objetivo. Você já parou para pensar sobre como isso pode influenciar os seus estudos?

Confira o artigo a seguir para saber mais sobre a análise de rotina e como ela pode se tornar uma aliada para que você obtenha sucesso nos seus objetivos de carreira como veterinário(a).

No que consiste uma análise de rotina?

Essa análise tem o objetivo de promover um melhoramento contínuo em sua rotina, visando aprimorar sua organização, disciplina, tomadas de decisão, definição de novas metas e limites a serem seguidos.

Após algum tempo fazendo este exercício, você perceberá que em determinado momento todas suas tarefas estarão fluindo nos momentos certos.

É certo que seguir uma rotina não é fácil, entretanto, exaustão e estresse são coisas que devem ser minimizadas ao máximo para que você consiga ter um bom desempenho em suas atividades, e esse também é um ponto importante abordado na análise.

Por onde começar

Primeiramente, defina metas a serem cumpridas a longo prazo. Estas irão reger boa parte dos objetivos que você precisa alcançar, podendo ser a aprovação na residência veterinária ou qualquer outro objetivo pessoal.

Por exemplo: ser aprovado em um processo seletivo.

Tome um momento para pensar sobre seu ritmo de trabalho. Afinal, de nada irá servir este processo se você não se ater ao seu ritmo de trabalho, tendo em mente que se você não respeitar suas limitações, serão gerados estresse e exaustão.

Para definir isso, você pode calcular o tempo que você leva para desempenhar a tarefa sem estar sob pressão. Então, use o resultado obtido como referência para saber o quanto você consegue produzir em um determinado espaço de tempo.

– Confira este artigo sobre a análise SWOT para ajudá-lo a definir uma meta.

Definindo suas tarefas

Agora que você já pensou sobre suas metas e seu ritmo de trabalho, é hora de definir quais tarefas você precisa desempenhar no dia-a-dia para que seu objetivo final seja bem sucedido.

Para ter noção do que precisa ser feito, crie tópicos com todas as atividades principais, de maneira geral, que você precisa desempenhar durante a semana (é importante incluir seus momentos de lazer). Por exemplo:

Feito isso, é hora de desmembrar estes tópicos em subtópicos, definindo as tarefas específicas a serem feitas dentro de cada tópico. Por exemplo:

Obs: você pode ser ainda mais específico na discriminação das tarefas a serem organizadas.

Agora, defina quanto tempo e em quais dias da semana você vai desempenhar cada coisa. Isso você pode fazer à moda antiga, escrevendo em uma agenda, ou utilizando inúmeras ferramentas online que encontramos hoje. Uma muito boa, que possui recursos como lembretes, adição de endereços e até compartilhamento de informações é a Google Agenda.

Como no exemplo definimos que a meta principal é ser aprovado em um processo seletivo (residência), essa tarefa deve ser priorizada quando a distribuição de tempo para cada atividade for feita.

Seja detalhista e sempre mantenha sua agenda atualizada quanto a eventos não previstos anteriormente.

 

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Dando continuidade à rotina após a análise

Após algumas semanas seguindo o cronograma que você estabeleceu, pode ser que problemas venham à tona, como por exemplo: trabalhos acumulados e cansaço excessivo. Se isso ocorrer, será necessário rever todo o processo para verificar onde está acontecendo a falha. A gestão do seu tempo de maneira correta é muito importante para o sucesso do processo como um todo.

Lembre-se: se a sua prioridade for o estudo, é nele que você deve focar. Em alguns momentos, é possível que você precise tomar algumas decisões difíceis, como deixar de rever um grupo de amigos para seguir o cronograma de sua rotina e colocar a matéria atrasada em dia.

– Caso você queira se aprofundar ainda mais, analisar fatores internos/externos e suas forças/fraquezas pessoais, clique aqui para conferir nosso artigo sobre análise SWOT.

Conclusão

O objetivo principal da análise de rotina é definir claramente os períodos de início e fim das atividades a serem desempenhas, como se fosse um mapa, facilitando a execução e permitindo a percepção eventuais falhas no processo.

Além de complementar sua organização, esse estudo também vai ajudá-lo na tomada de decisões dentro dos limites de suas prioridades.

A partir da organização de suas tarefas, você obterá resultados melhores não somente com seus estudos, mas também em suas demais atividades.

Dica: para aumentar ainda mais o seu desempenho, além da análise de rotina, é interessante que você construa um ciclo de estudos específico para isso, voltado às suas necessidades. Clique aqui para conferir algumas dicas sobre como montar um ciclo de estudos que seja funcional.