Neoplasias de Costela e Parede Torácica – Lançamento Pós em Cirurgia

É com grande orgulho que nós realizamos na última semana o lançamento da Pós-Graduação Semi-Presencial em Clínica Cirúrgica de Animais de Companhia da VeteduKa!

Para comemorar, nós convidamos a Professora Doutora Maria Angélica Baron, diplomada pelo CBCAV, para ministrar uma palestra sobre neoplasias de costela e parede torácica em nosso estúdio.

Caso tenha ficado interessado, clique aqui para conhecer a nossa Pós e veja a programação completa. Serão 19 módulos, além de aulas práticas para treinamento dos alunos. 

Como me tornar especialista em dermatologia veterinária?

A dermatologia veterinária é uma área de atuação crescente, já que a maioria das patologias caninas e felinas são dermatológicas. A pós-graduação nesse campo é determinante para que o médico veterinário consiga diagnosticar e tratar com rapidez e eficiência os casos que possam ser apresentados.

Cuidados com o paciente

Pele, unha e orelhas são os objetos do estudo dessa formação, e da anamnese até cirurgia, esse profissional deve ser capaz de interligar diversos aspectos da vida e comportamento do pet, como lugares que frequenta, alimentação, medicamentos e higiene. Uma consulta de um médico veterinário dermatologista consiste em identificar o animal, realizar a anamnese, um exame clínico geral e pedir exames laboratoriais complementares. Desse modo, a especialização no ramo torna-se essencial para identificar casos específicos, raros e complexos, que apenas com uma boa formação é possível.

Procedimentos de um dermatologista

Com isso, há procedimentos padrões e corriqueiros que esse especialista realiza que devem ser dominados com destreza, como: biópsia, a análise patológica de um pequeno fragmento de pele ou mucosa;  elaborar culturas, fúngicas ou bacterianas, que ajudam a determinar o medicamento e tratamento necessário para cada infecção; a citologia, técnica de recolher células para uma análise laboratorial; realizar otoscopia com precisão, correspondente ao exame do canal auditivo; patch test, o qual o animal é exposto a diferentes alérgenos, para determinar se há reação alérgica e o sua intensidade; e a curetagem, que consiste na raspagem de pele do pet, para realizar culturas, citologia e biópsia, sendo capaz de identificar inúmeros parasitas.

Sendo assim, é notável que a dermatologia veterinária agrega muito na discussão, diagnóstico e terapia das doenças de pele, como também na prevenção e acompanhamento, melhorando a qualidade de vida dos animais. Como resultado, o mercado de trabalho vem se expandindo, o desempenho dessa pós-graduação é visto em pequenos e grandes hospitais, clínicas particulares, docência e consultoria, tal qual uma boa instrução é fundamental para conseguir uma boa posição nesse mercado. Essa área é ideal para quem busca aperfeiçoar e se aprofundar sobre doenças de pele e bem estar animal, ter segurança, agilidade e autonomia com protocolos e exames, em animais de grande, média e pequeno porte.

Problemas comuns em cães e gatos

Com uma abordagem direcionada para o dia a dia da clínica médica, as disfunções mais comuns nessa especialidade são:

para cães: dermatites, otites e sarna;

para gatos: micoses, sarna sarcóptica, piodermite, acne e esporotricose.

Atualmente, há uma tendência de priorizar tratamento, atendimento e acompanhamento especializado para os animais, assim como a medicina humana,  a especialização veterinária tem uma postura mais experiente e restrita, que vai além dos procedimentos de rotina dos ambulatórios. Contudo, ao contrário da humana, a veterinária precisa abranger uma ampla gama de espécies, que na maioria das vezes, possuem diferenças fisiológicas, e consequentemente, distintas manifestações de enfermidades. Além disso, comumente as alterações e etiologias dermatológicas são semelhantes e os exames se sobrepõem, tornando muito mais difícil identificar e tratar os diversos animais e patologias sem uma pós-graduação. A dermatologia veterinária apresenta os maiores avanços, entre as especialidades, em diagnóstico e tratamento, ela está em constante desenvolvimento, reafirmando a necessidade de um profissional qualificado atuando como perito.

 

Panorama do mercado

Uma das grandes dúvidas de estudantes e médicos veterinários é em relação a obtenção do título de especialista na nossa profissão.

Para que um médico veterinário se torne especialista é necessário que este seja reconhecido por uma instituição de classe responsável pela titulação, seja uma associação ou um colégio nacional, por exemplo. Na dermatologia o título de médico veterinário especialista em dermatologia veterinária é conhecido desde 2013 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV).

Para isso, além de uma prova teórica, o pleiteante deverá ter uma série de pré-requisitos, dentre eles:

  1. Pagamento da taxa de inscrição no valor de R$1000 (segundo o ultimo edital publicado).
  2. Certificado de aprovação em curso de especialização em dermatologia veterinária reconhecido pelo MEC e pela ABDV.
  3. Certificado de conclusão de Programa de Residência Médico Veterinário, creditado pelo CFMV, que contemple atividades teórico-práticas da área otodermatológica
  4. Título de mestre na área específica, contemplando dissertação com enfoque otodermatológico.
  5. Título de  doutor na área especifica, contemplando tese com enfoque otodermatologico.

O solicitante que não dispuser dos títulos ou certificações de conclusão poderá pleitear o título desde que apresente memorial circunstanciado e plenamente documentado demonstrando de forma inequivoca sua experiencia, há pelo menos oito anos na área da especialidade, e que logre aprovação na prova de conhecimentos específicos.

Maiores informações sobre a titulação de especialista em dermatologia veterinária poderão  ser encontradas diretamente no site da SBDV: www.SBDV.com.br.

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Oftalmologia Veterinária: O que você precisa saber sobre a especialidade

Leandro Lima – Oftalmologia

A oftalmologia é a especialidade responsável pelo estudo dos olhos e pálpebras e já é uma realidade em médios e grandes centros do país. Em 2018 o Colégio Brasileiro de Oftalmologistas Veterinários (CBOV) foi outorgado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária a conceder o título de Especialista em Oftalmologia Veterinária a médicos veterinários que estejam aptos para tal. Para isso, existem alguns pré-requisitos, como: 

  • 1) Graduação em Medicina Veterinária e registro ativo no CRMV. 
  • 2) Ter publicação, como autor ou co-autor, de dois (2) artigos científicos na área de oftalmologia e em revista indexada em bases eletrônicas de qualidade científica (Qualis Capes A1, A2, B1, B2); 
  • verifique em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf 
  • No Evento de Classificação, selecionem CLASSIFICAÇÕES DE PERIODICOS QUADRIÊNIO 2013-2016; coloquem MEDICINA VETERINARIA na área de avaliação, e preencham com o nome da revista OU o ISSN da mesma. 
  • 3) Comprove pelo menos 05 (cinco) anos para os que possuírem os títulos de Doutorado ou Pós-Doutorado ou, 08 (oito) anos para os que possuírem os demais títulos de atividades em Oftalmologia Veterinária, em Instituições governamentais ou privadas, reconhecidas pelo CBOV como adequadas para o seu treinamento. 

O médico veterinário especialista ou especializado em oftalmologia é versado nas mais diferentes nuances da fisiopatologia de doenças oculares e palpebrais de cães e gatos. Dentre estas doenças, destacam-se as com maiores casuísticas, como: conjuntivites; ceratities não ulcerativas e ulcerativas; uveítes e traumas; glaucoma; cataratas e demais doenças palpebrais, como entrópios. Senso assim, é importante que além do profissional possua conhecimento clínico, tenha amplo conhecimento cirúrgico, visto que a grande maioria das doenças oftálmicas carece de intervenção cirúrgica.  

Para você conhecer mais sobre a especialidade o Prof. Dr. Leandro Lima criou, em parceria com a VeteduKa, um curso exclusivo sobre oftalmologia veterinária, abordando desde conceitos básicos até os principais aspectos das doenças oculares. Confira a programação completa clicando aqui. 

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O que mais conta no currículo para a residência?

Essa é uma pergunta muito comum entre os estudantes ou médicos veterinários que estão pensando em prestar a prova de residência. Estágios? Publicações? Monitorias? A verdade é que isso varia muito de residência para residência e que, dependendo do programa, você pode ter um currículo invejável e não saber.

Geralmente as provas de residência são realizadas com duas ou três fases: a prova teórica, que funciona como uma peneira, na qual os alunos que não obtiverem uma nota mínima pré-determinada são excluídos, assim como a prova do vestibular. Então, os candidatos são submetidos à entrevista e análise de currículo. Geralmente, estas três etapas possuem o mesmo peso.

Para a entrevista não há muito o que falar além daquelas dicas básicas de entrevista de emprego. Se você já estudou naquela instituição, os professores já te conhecem e irão te perguntar sobre o que você espera com a residência e por que você não prestou em outro lugar. Se você nunca estudou ou fez estágio os professores irão querer conhecer mais sobre você e as perguntas podem incluir de tudo, desde quantos estágios fez na faculdade até quem foram os seus professores.

Além da entrevista, o que conta muito é a análise de currículo. Geralmente as horas de estágio são contabilizadas em pontos, por exemplo: 0 a 100 horas: 1 ponto. Algumas faculdades estipulam uma pontuação máxima para cada categoria, outras não. Outros fatores que também contam são monitorias, cursos realizados, cursos organizados,congressose projetos de extensão. Porém, geralmente o que faz a diferença mesmo são monitorias e publicações. Se você já tem publicações em anais de congresso, está no caminho certo. Se possui publicações em periódicos, está no caminho muito certo!

Ao final, a pontuação é somada e a média é realizada entre as três “fases” do concurso, lembrando que a metodologia pode variar de programa para programa. É importante também frisar que não adianta você ter um currículo invejável, se for mal na prova e não passar para a entrevista (já conhece o nosso curso preparatório para a prova?). também nem sempre adianta você ir super bem na prova, mas seu currículo não for páreo para seus colegas. Em todo caso, com muito foco, estudo e pró-atividade fazem a diferença! 🙂