Medicina transfusional veterinária

A medicina transfusional veterinária vem se destacando nos últimos anos devido a sua grande contribuição na terapia em urgências e emergências. É notório que cada vez mais ela evolui em seus processos de triagem dos doadores, processamento e armazenamento de hemocomponentes, buscando sempre a qualidade e segurança dos seus produtos. Um ponto muito importante na cadeia da medicina transfusional veterinária está na captação, seleção e triagem dos doadores. É realmente nessa etapa que iniciamos com o grande foco que é a segurança.

A captação envolve grande empenho no marketing, muitas vezes com foco nos próprios clientes da clínica e de parcerias com outros serviços e criadores, além de canil de corporações do serviço público. No nosso serviço, o que mais se adaptou foi a busca de doadores com ações em mídias sociais e na indicação dos atuais doadores. Porém alertamos, que após a efetivação do doador no plantel do banco de sangue, muito deve se fazer para a fidelização no projeto, e que não se perca no desenrolar do tempo. A melhor forma disso acontecer é fomentar a ação social que o doador está realizando e o impacto no auxílio de terapia dos receptores.

O próximo passo é a realização da seleção e triagem. Um doador deve permanecer em média dois anos no plantel e, portanto, deve estar com a saúde em perfeitas condições, nunca ter passado por doenças graves, procedimentos cirúrgicos, que não os eletivos, e nunca ter recebido transfusão sanguínea. A realização de um exame clínico detalhado e exames de hematologia e bioquímica podem evidenciar potenciais disfunções orgânicas que impedirão a doação. Exames complementares de sorologia e/ou PCR trazem muita segurança no processo e devem sempre ser realizados. Estar atento também a doenças endêmicas na área de trabalho, buscar a manutenção da sanidade e a proteção do doador é essencial. Mantê-lo livre de ecto e endoparasitas mantém o doador sempre saudável e com o hemocomponente livre de doenças que podem ser vinculadas ao receptor. Isso se consegue com produtos comerciais destinados a esse propósito, mas também de um ambiente salubre, sem matéria orgânica e sem umidade excessiva.

Processamento do sangue total

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Concentrado de hemácias

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Plasma fresco congelado

Com certeza, o hemocomponente que necessita mais tecnologia é o plasma fresco congelado. Isso porque, para a manutenção de todos os seus componentes, deve iniciar seu congelado em tempo não maior que oito horas após a coleta da bolsa de sangue. Isso se consegue com baixíssimas temperaturas, não conseguidas em freezers comerciais. Orientamos a manutenção do congelamento em – 30 graus centígrados, pois nessas condições poderá ser armazenado por um ano. Após esse período, perde alguns de seus componentes e, é então, denominado plasma congelado.

Concentrado de plaquetas

As plaquetas, quando mantidas em repouso, se agregam e inviabilizam o tratamento. Portanto, o concentrado de plaquetas deve ser mantido em temperatura de 22 graus centígrados, sob agitação constante e com manutenção criteriosa. Deve permanecer nessas condições não mais que cinco dias e, com certeza, é o grande desafio de um banco de sangue.

Hemocomponentes e suas utilizações

Saber escolher a melhor hora de indicar um hemocomponente é tanto ou mais importante para a segurança que todo o seu processamento e armazenamento. Transfundir em hora errada ou transfundir o hemocomponente desnecessário, em algumas ocasiões, será pior que não ter realizado a transfusão. Para tanto, o médico-veterinário deve sempre se atentar ao paciente como um todo e não particularizar o número estabelecido como gatilho transfusional. O gatilho existe e deve ser usado com uma base de protocolo, porém a transfusão deve ser decidida baseada em informações do exame clínico seriado do paciente e levado em consideração dados semiológicos da resenha e anamnese, onde poderão nos trazer informações valiosas como a idade, doenças e transfusões anteriores, comorbidades entre outras. Um paciente jovem tem, sem sombra de dúvidas, condições de se adaptar ao evento de queda de hemoglobina muito mais eficientemente que um doente idoso, fazendo com que a conduta de transfusão restritiva ser mais interessante e de menor risco que a liberal. Eventos agudos com o trauma irão se beneficiar se formos mais liberais, devido a seu tempo agudo de ocorrência, enquanto eventos mais crônicos como a sepse, a opção restritiva pode ser a melhor. Porém, tudo vai depender da condição e evolução do paciente no período de tratamento.

Gatilho transfusional

Anemia

A anemia está presente na rotina de atendimento de uma maneira constante. Doenças crônicas e agudas como os traumas, representam grande parcela. Manter o paciente estável, que passa por grande estresse fisiológico devido aos eventos, deve ser o principal foco de tratamento. Buscar a manutenção de uma condição de oxigenação, onde a entrega de oxigênio aos tecidos adequada, traz um benefício imensurável, já que a manutenção da hipóxia irá levar morte celular e consequente disfunção orgânica. Isso é evidente também durante os procedimentos anestésicos, onde o preparo do paciente anteriormente ao procedimento, pode fazer muita diferença no desfecho final do procedimento. O concentrado de hemácias é o hemocomponente que cumpre esse papel e deve ser calculado conforme o peso do receptor. Possui um hematócrito que fica entre 70 e 80%, e deve ser transfundido na proporção de 10ml para cada quilograma do receptor, elevando seu hematócrito em 10%.

Coagulopatias e hipoalbuminemia

Muito mais presente que diagnosticada, em parte por negligência e outra por falta de testes de detecção precoce ainda inviáveis na medicina veterinária, as coagulopatias só são corrigidas com o uso do plasma fresco congelado. Composto de vários fatores de coagulação, o plasma cumpre o seu papel principalmente quando transfundido precocemente nos eventos de coagulopatias. Como a dificuldade de detecção precoce existe, nossa orientação é usá-lo precocemente em enfermidades potencialmente causadoras de coagulopatia intravascular disseminada, como a sepse grave, pancreatites e malignidades em estados avançados, entre outras, e não aguardar sintomatologia clínica de CID. Destas, sem dúvida o evento séptico se destaca, estando presentes em gastroenterites hemorrágicas, infecções uterinas, e internações prolongadas.

O plasma pode ser também usado na reposição de albumina. Porém atenção especial deve ser dada a esse uso, se limitando somente a pacientes com hipoalbuminemia transitória e com potencial de produção posterior ao evento. Não devemos, por exemplo, usar em uma cirrose hepática, onde a condição de síntese proteica não mais existe. Para correção de hipoproteinemia, o cálculo de 50 ml de plasma para cada quilograma de peso do receptor irá elevar a albumina sérica em 1g/dL.

Trombocitopenia

Sangramentos por queda de plaquetas devem ser tratados com concentrado de plaquetas. Porém, a trombocitopenia por si só não é a única indicação de uso. A escolha certa está na condição de trombocitopenia associada a sangramento. Lembramos que um paciente pode permanecer sem sangramento e até mesmo ser submetido a procedimentos cirúrgicos em estado trombocitopênicos leves a moderados. Portanto, podemos dividir a indicação de transfusão de concentrado de plaquetas em: terapêutico quando há trombocitopenia associada a sangramento e profilático, e quando no perioperatório adequamos as plaquetas a níveis aceitáveis para o procedimento cirúrgico em questão. O cálculo para é de uma unidade de concentrado de plaquetas para cada 10 quilogramas do receptor.

Tipagem sanguínea e teste de compatibilidade

A tipagem sanguínea é essencial na segurança do procedimento de transfusão. Os cães e gatos possuem diversos tipos sanguíneos, mas o tipo sanguíneo mais testado é o DEA 1.1 que pode ser negativo e positivo. É feito por meio de cartões, sendo fácil, rápido e intuitivo sua realização. Deve-se sempre ter a tipagem sanguínea do doador e receptor quando necessitamos de transfusão. Os bancos de sangue já possuem seus doadores testados, sendo então a requisição do tipo sanguíneo para a transfusão. O teste de compatibilidade é essencial de ser realizado. A compatibilidade entre o sangue de dois indivíduos é determinada através desse teste, também chamado de “Prova Cruzada”. O sangue do doador é testado contra o sangue do receptor para verificar a ocorrência de aglutinação das hemácias (formação de grumos – aglutinação), indicativa de incompatibilidade.

Conclusão

Buscar um tratamento adequado, minimizando os riscos do paciente deve ser uma busca constante. Isso é extremamente factível a todos, desde que respeitado os preceitos de avaliação detalhada do paciente e uso de protocolos estabelecidos.

Conheça a PetTransfusion

A Pet Transfusion é uma empresa pioneira em hemocomponentes localizada em Curitiba (PR). O objetivo da empresa é levar a medicina veterinária transfusional as clínicas e hospitais veterinários, oferecendo hemocomponentes com qualidade e procedência.

Com uma equipe composta de médicos-veterinários e de auxiliares treinados, está apta a realizar a coleta da bolsa de sangue, sua separação e acondicionamento, bem como a logística de distribuição. Os profissionais estão sempre disponíveis para a orientação da escolha do hemocomponente ideal para a situação.

A Pet Transfusion possui sede própria, composta de equipamentos de laboratório, centrifugação e acondicionamento, de última geração, garantindo validade e qualidade. Além disso, a empresa conta também laboratórios parceiros, que auxiliam no controle de qualidade dos hemocomponentes, realizando testes laboratoriais e de microbiologia, levando segurança ao paciente receptor.

Informações com o médico-veterinário Luciano Marini:

WhatsApp: (41) 99874-1318

E-mail: luciano@pettransfusion.com.br

www.pettransfusion.com.br/

Dicas para um Carnaval seguro com seu Pet

O verão chegou e junto com ele a melhor e maior festa de todas para os Brasileiro e para alguns do mundo. Mas para curtir essa festa com segurança e na companhia do nosso amigo peludo, precisamos adotar alguns hábitos! Então vamos para as principais dicas para você curtir a folia com a presença do seu melhor amigo!!

Diferente de nós os cães e gatos não tem glândulas sudoríparas capazes de manter o corpo refrigerado de forma adequada, por isso é muito comum vermos os cães ofegantes de língua de fora em dias muito quentes. Assim se faz necessário evitar passeios e locais sem sombra nos horários onde a radiação solar é muito intensa, das 10 as 16 horas. Outra coisa que devemos evitar são roupas muito quentes e fechadas e focinheiras de nylon e que não permita essa troca de calor pela respiração.

Isso não significa que devemos deixar de levar nosso melhor amigo para passeios! Além do cuidado com a temperatura e radiação solar, temos que cuidar muito com a alimentação e a ingestão hídrica. Sempre deixe água disponível tanto em casa quanto na rua, não esqueça de colocar uma garrafinha de água na bolsa para passeios longos e ou distantes de casa. Uma dica para deixar a água sempre fresquinha em casa é optar por potes e bebedouros de louça ou barro. Outra coisa bem legal e que eles amam, são cubos de gelo, além de deixar a água sempre fresca fica muito mais divertido.

Alimentos úmidos como sachês e latinhas são mais que apropriados para manter a hidratação dessa galerinha, além de que eles adoram. Hoje no mercado existem diversas marcas e sabores, basta você encontrar qual seu amigão mais gosta, além do formato em sachê ser muito prático para passeios. Mas não exagere na quantidade, como tudo na vida, tudo em excesso não faz bem a ninguém e também pode deixá-los um tiquinho acima do peso, o que não é legal principalmente nessa época do ano. Então se você tem dúvida na quantidade procure um médico veterinário para poderem juntos adequar melhor essa dieta.

Nunca devemos deixá-los presos dentro do carro sozinhos, nem mesmo se for rapidinho. A temperatura interna do carro pode aumentar muito e em pouco tempo, muitas das vezes essa oscilação de temperatura pode ser fatal para animais de companhia e crianças. Então sempre leve guias para que eles possam acompanhá-los ou deixe-o no carro com um responsável e vidros abertos.

Outra coisa que ajuda muito é o uso de ventilador, janelas abertas e ar condicionado, assim o ambiente sempre se mantém fresco e agradável. Mesmo assim muitos cuidados devem ser tomados. Pelos longos podem enroscar facilmente nas hélices do ventilador e causar danos às vezes irreversíveis e muito dolorosos. Se você mora em apartamento o ideal é que seja colocado telas de proteção nas janelas para assim seu cãozinho e ou gatinho possa ficar curtindo um arzinho ou até mesmo apreciando a vizinhança. O uso de umidificador para o ambiente se faz necessário em qualquer situação mesmo que chova todos os dias, manter o ambiente úmido é muito importante principalmente quando se faz uso do ar condicionado.

Gostou das nossas dicas de verão?
Então bora colocar a fantasia, água e uma sachê na bolsa e curtir a Folia com seu amigo peludo de bigodes!

Alimentação para atender as exigências nutricionais do cão atleta

Alimentação Super Premium para atender as exigências nutricionais do cão atleta.

Com o passar dos anos, os animais tiveram mudanças em relação a sua alimentação, pois, deixaram de ser os animais de estimação para ser um membro da família e devido a isso, a busca dos tutores por alimentos que proporcionem mais bem-estar e longevidade aos pets está cada vez maior. As categorias de alimentos mais procuradas são as de melhor qualidade, que atendam às exigências nutricionais além de trazer benefícios extras.

Pensando nessa domesticação dos pets, muitos animais praticam atividades físicas com seus tutores diariamente, seja em corridas, caminhadas, muitas brincadeiras ou então podem até participar de campeonatos e competições de diversas modalidades, tem também aqueles que praticam atividades físicas de alta performance a trabalho, como é o caso dos cães pastores e cães policiais.

Quem tem um cão atleta ou pretende ter, sabe que eles necessitam de uma alimentação completa e balanceada, rica em nutrientes de excelente absorção, para atender aos altos requerimentos energéticos que demandam.

Os alimentos das linhas Super Premium são os indicados para cães nessa faixa de atividade. Eles são formulados com ingredientes nobres com alta absorção de nutrientes pelo organismo do animal, para atender a todos os requerimentos que um cão atleta necessita.

São ricos em proteínas com alto valor biológico e digestibilidade para fornecer energia, além de auxiliar na manutenção da musculatura, estrutura corporal e importante ação na melhora da imunidade!

Outro benefício muito importante a se destacar é em relação à saúde articular do cão atleta. Geralmente os alimentos para raças grandes possuem em sua formulação Colágeno + Condroitina e Glicosamina, tendo ação de forma conjunta para melhorar a saúde articular e minimizar a degradação da cartilagem, contribuindo assim para o fortalecimento das articulações.

O colágeno também juntamente com os ômegas 3 advindos da farinha de algas, possuem ação anti-inflamatória que agregam ainda mais na proteção de possíveis inflamações.

É muito importante lembrar em relação a quantidade de consumo diária de alimentos, quanto mais qualidade o alimento possuir, menor vai ser a quantidade a ser ingerida e melhor será a absorção dos nutrientes!

O cálculo de quantidade de alimento fornecido, precisa ser adequado em relação ao nível de atividade física do animal.

A tabela de consumo diário presente no verso das embalagens é calculada com base em um animal com atividade física “moderada”, então é preciso adaptar essa quantidade de acordo com a necessidade do cão atleta.

Para o calculo da ração ideal para seu pet, disponibilizamos aqui uma calculadora que irá te orientar https://specialdog.com/calculadora/

E aí? Se animou para colocar o seu amigo em uma caminhada ou corrida?


Autora:  Ana Letícia Poletto

Analista de treinamento técnico.

O texto que você acabou de ler, é um oferecimento da Special Dog

DIA DE DARWIN – A CONTRIBUIÇÃO DO BRASIL PARA A TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

Hoje, dia 12 de fevereiro, se comemora o Dia de Darwin. Charles Darwin nasceu neste dia em 1809, e foi um dos cientistas mais importantes da história. Naturalista inglês, ele revolucionou os conceitos sobre a evolução das espécies por meio da teoria da seleção natural.

 

Os princípios básicos das ideias de Darwin podem ser resumidos no seguinte modo:   

  • Os indivíduos de uma mesma espécie apresentam variações em todos os caracteres, não sendo portanto idênticos entre si.

  • Todo organismo tem grande capacidade de reprodução, produzindo muitos descendentes. Entretanto, apenas alguns dos descendentes chegam à idade adulta.

  • número de indivíduos de uma espécie é mantido mais ou menos constante ao longo das gerações.

  • Assim, há grande “luta” pela vida entre os descendentes, pois apesar de nascerem muitos indivíduos poucos atingem a maturalidade, o que mantém constante o número de indivíduos na espécie.

  • Na “luta” pela vida, organismos com variações favoráveis ás condições do ambiente onde vivem têm maiores chances de sobreviver, quando comparados aos organismos com variações menos favoráveis.

  • Os organismos com essas variações vantajosas têm maiores chances de deixar descendentes. Como há transmissão de caracteres de pais para filhos, estes apresentam essas variações vantajosas.

  • Assim, ao longo das gerações, a atuação da seleção natural sobre os indivíduos mantém ou melhora o grau de adaptação destes ao meio.

 

Em dezembro de 1831, aos 22 anos, Darwin zarpou a bordo do navio H.M.S. Beagle para realizar anotações, coletar e catalogar dados. Sua primeira parada, já em janeiro do próximo ano, foi na Ilha do Cabo Verde. Darwin tinha a função de ficar em terra, coletando material da flora e da fauna, espécies até então desconhecidas pelos europeus.

 Darwin no Brasil  

O H.M.S. Beagle teve uma consistente passagem pelo Brasil, vindo de Cabo Verde. Aqui ele passou por Fernando de Noronha e, em fevereiro, aportou em Salvador. Em abril, chegou ao Rio de Janeiro, onde Darwin permaneceu, enquanto seu navio retornava para Salvador para rever cálculos cartográficos. Ali realizou uma série de observações.

 

Acredita-se que a passagem Charles Darwin pelo Brasil pode ter sido muito mais importante para a Teoria da Evolução das Espécies do que se costuma imaginar.. Foi em solo brasileiro, há 185 anos, que ele se deparou pela primeira vez com a diversidade da floresta tropical e também se chocou com a escravidão – reforçando suas convicções abolicionistas de que todos os seres humanos compartilham a mesma linhagem sanguínea em razão da ancestralidade comum. 

Por um lado, Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos”, afirma o biólogo Nélio Bizzo, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Darwin – Do Telhado das Américas à Teoria da Evolução (2009). 

 

Os dois pontos, segundo especialistas, foram cruciais para a elaboração da revolucionária teoria que separou, pela primeira vez, a ciência da religião, lançada, em 1859, no livro A origem das espécies. 

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Fontes: TerraBBCUOL Educação e Só Biologia.

Carreira veterinária: o maior desafio é você

Muitos são os desafios enfrentados diariamente e na carreira veterinária não é diferente. O desafio começa muito antes da graduação. Ao se deparar com a escolha do curso que vai definir as bases da vida profissional – pelo menos no início – é preciso colocar na balança todos os prós e contras. A partir daí começa a primeira mudança: o frio na barriga é inevitável, mas a ansiedade de se aventurar no desconhecido vence o medo inicial e dá entrada para uma das experiências mais inesquecíveis do começo da sonhada profissão.

De acordo com o dicionário Priberam online, ‘‘mudar’’ significa fazer ou sofrer alteração, transformar, modificar, substituir, renovar, dar outra orientação, direção ou sentido. A mudança é difícil e, por muitas vezes, complexa. Sair da zona de conforto, gera incerteza, e isso dá medo. Mas como seres em constante modificação, os seres humanos aprendem a se adaptar ao diferente rapidamente, fazendo com que o diferente se torna o “comum” novamente.

GRADUAÇÃO

O estudante e o recém-formado tendem a se pressionar para conquistar a vaga desejada e, ao mesmo tempo, se auto sabotar por não aparentar confiança na hora de fazer uma entrevista de estágio ou emprego. Antes de realizar qualquer entrevista, ou até mesmo, encaminhar o currículo para uma empresa, é preciso fazer um trabalho de autoconhecimento, conhecer os pontos fracos e fortes para direcionar a carreira e escolhas profissionais. O mercado de trabalho tende a procurar um profissional confiante e competente, que está em constante busca do conhecimento.

Cursos preparatórios, estágios e trainees são ideais para que o estudante conquiste mais know-how na sua área de formação.  Para alguns cursos de graduação, como Medicina Veterinária, por exemplo, existe ainda a residência veterinária, que contribui para que o graduando ou recém-formado, que ainda não decidiu a área de atuação, tenha uma vivência ainda maior na profissão e, assim, conquiste mais segurança e sabedoria na hora de competir no mercado de trabalho.

PLANEJAMENTO É ESSENCIAL PARA A CARREIRA VETERINÁRIA

Para pensar em uma carreira veterinária, é preciso se planejar. O medo faz parte do trajeto até onde se almeja, mas com um bom planejamento e foco, o caminho pode ficar menos complicado de se percorrer.

Os obstáculos durante a consolidação da carreira profissional são inevitáveis, mas ao se adaptar às constantes modificações e desafios de maneira ágil e rápida, o medo do desconhecido se torna mais um ponto forte que destaca o profissional no meio de tantos outros em um mercado de trabalho que tem como foco alguém confiante e pronto para aceitar novos desafios.

Conheça nossos cursos! Com certeza irão te ajudar nessa fase de início de carreira.

Oncologia Veterinária: Especialidade em ascensão é focada no diagnóstico e tratamento de câncer em animais.

O câncer de mama é uma das doenças mais comuns em animais. É ainda mais frequente em cães e gatos, sendo o segundo mais comum diagnosticado em cães e majoritariamente em cadelas.  Cerca de 50% dos tumores mamários identificados nesses animais são malignos. Por essa maior incidência de diagnósticos, a Oncologia Veterinária – especialidade que realiza o tratamento da doença ou neoplasia nos animais – está em constante evolução, para garantir maior probabilidade de diagnóstico para que haja um resultado mais eficaz no tratamento. “Houve uma melhora muito significativa nos exames de imagens e laboratoriais, além do aperfeiçoamento dos médicos veterinários que conseguem diagnosticar a doença precocemente’’, disse a professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Positivo e professora de cursos de pós-graduação em Oncologia Veterinária, Sabrina Marin Rodgheri. ‘‘Com a realização desse diagnóstico mais cedo a probabilidade de recuperação é ainda maior”, explica.

O câncer de mama acomete, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), sendo mais propenso em animais que possuem todo o aparelho reprodutivo – as fêmeas – e que foram castrados após numerosos cios. Para a médica veterinária Sabrina Marin, é de extrema importância a castração precoce como método de evitar o câncer de mama nos cachorros. “O procedimento realizado durante o primeiro e segundo cio é indicado para todas as fêmeas, pois garante a segurança e diminui as chances de ter um câncer no futuro’’, afirmou a especialista. ‘‘Além disso, vale ressaltar que a vacina, uma boa ração e visitas constantes no veterinário, também são importantes para a qualidade de vida de um animal”, concluiu.

Especialização em Oncologia Veterinária

Para seguir carreira na área de Oncologia Veterinária é preciso mais do que a graduação. Em constante crescimento, a Oncologia Veterinária é indicada para alunos que se interessam pela especialidade. Para a professora Sabrina Marin Rodgheri, é importante que cursos de especialização e residência sejam feitos para aperfeiçoar ainda mais o conhecimento do estudante que deseja ingressar no mercado de trabalho. “A residência veterinária é uma especialização no período de dois anos de formação, onde o estudante vai ficar totalmente inserido na área’’, destacou. ‘‘Durante esses dois anos, os alunos acompanham toda a parte direcionada para o diagnóstico e o tratamento dos pacientes com câncer”, finalizou a professora.

Para mais informações sobre Oncologia Veterinária e para saber sobre cuidados necessários com os animais para prevenir doenças como câncer de mama, ouça o podcast da VeteduKa. Nele, você escuta na íntegra a entrevista sobre o tema, feita com a professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Positivo e professora de cursos de pós-graduação em Oncologia Veterinária, Sabrina Marin Rodgheri.

Tumores mamários em pequenos animais, uma realidade cada vez mais presente

O aumento da qualidade de vida dos pets, com a associação de maior observação do proprietário e busca precoce por atendimento veterinário, aliados a melhora significativa da alimentação, trouxerem uma expectativa de vida muito maior. Junto com esse aumento, doenças que se relacionam com a idade avançada acabam ficando mais frequente em nossa rotina.

As neoplasias mamárias são os tumores mais frequentes em cadelas e o terceiro na lista de tumores mais comuns em felinos. Esses números de incidência já nos mostram a importância em se falar do tema, principalmente para gerar uma consciência na população em geral a fim de buscar auxilio veterinário, e diagnóstico precoce. Os tumores mamários em cães machos tem baixa incidência, porém maior malignidade.

EXISTE PREDISPOSIÇÃO?

É sabido que os hormônios sexuais desempenham papel fundamental no desenvolvimento dos tumores de mama. Ainda é controverso o valor da supressão desses hormônios conseguidos através da ovariohisterectomia, porém é uma indicação atual a esterilização já no primeiro ou segundo cio. Estudos relacionados a esse tema são comuns e vão nos ajudar a tomar a melhor escolha para nossos pets no futuro.

Assim como o tumor de mama em mulheres, os tumores em animais também tem melhores prognósticos quando descobertos precocemente. Porém, o prognóstico varia muito conforme a classificação e características do tumor. Em um estudo na Universidade Federal de Minas Gerais, o tamanho tumoral foi um importante fator prognóstico, sendo associado com a sobrevida global das pacientes. A maioria das cadelas diagnosticadas com neoplasias malignas (83%) apresentavam estadiamentos clínicos iniciais, enquanto 17% apresentavam metástases regionais ou à distância no momento do diagnóstico, denotando menor sobrevida global. O carcinoma em tumor misto foi o tipo histológico mais frequente e de melhor prognóstico. Os carcinomas sólidos, carcinomas micropapilares e carcinossarcomas foram considerados tipos histológicos de comportamento biológico agressivo, sendo associados a pior prognóstico e menor sobrevida global.

Em cadelas não é observado uma predisposição racial, embora algumas raças puras tem maior incidência. Em gatos também não observamos essa predisposição no Brasil, embora é relatado a raça Siamesa em outros países.

QUAIS SINAIS DEVO OBSERVAR QUE PODEM INDICAR NEOPLASIA? 

A neoplasias de mama são pequenos nódulos na cadeia mamária. Sempre é importante palpar essa região com frequência. Isso não é difícil principalmente quando estamos fazendo carinho neles. Sempre que observado, procure um auxilio veterinário o antes possível.

Porém, uma cultura que devemos incorporar, é a cultura da prevenção. O velho ditado que “prevenir é o melhor remédio” é muito real e atual. Devemos orientar nossos tutores a buscar a prevenção principalmente com a faixa etária idosa, que pode variar de espécia e até mesmo de raça. Mas é consenso acima de 10 anos já ser preocupante, pois é a faixa etária mais atingida. Exames clínicos e exames de imagem, podem mostrar precocemente alterações em mama e suas complicações e obtermos um tratamento adequado e com qualidade de vida 

MODALIDADES DE TRATAMENTO

O tumor mamário é realmente um tipo de câncer muito agressivo e preocupante. Porém, com o avanço das modalidades terapêuticas, hoje conseguimos realizar tratamentos onde o paciente possa obter uma melhor qualidade de vida.

Tumores de mama podem formar nódulos muito grandes, gerando desconforto e também úlceras gerando dor e contaminação. A modalidade de tratamento indicada após a localização de uma lesão tumoral em mama é a cirurgia.

É consenso a retirada de toda a cadeia mamaria, visando a máxima extração dos nódulos e seus gânglios próximos, que muitas vezes podem já estar acometidos. É muito comum a retirada das duas cadeias mamárias, em tempos cirúrgicos separados.

A quimioterapia também é uma modalidade usada para controlar e prevenir possíveis metástases, ou seja, a formação do câncer em outros órgãos, como o pulmão.

Portanto, se você leu esse artigo, e conhece alguém que possa estar passando por isso, compartilhe o link!

Dia mundial dos animais! Uma data de reflexão sobre o impacto da mão humana aos animais.

Hoje, 4 de outubro, se comemora o dia mundial dos animais. Data essa escolhida da década de 30 do século passado na Europa, em uma convenção de ecologistas. A data tem um sentido, ser o dia de São Francisco de Assis, um amante da natureza padroeiro dos animais e do meio ambiente.

Nessa data de hoje, clínicas e hospitais tem a tradição de convidar os animais de companhia e seus tutores para uma benção.

A VIDA DOS ANIMAIS EM RISCO!

Mas muito mais que os animais de companhia, como cães e gatos, hoje se comemora a importância de todas as espécies. Devemos celebrar as que são presentes todos os dias alegrando as nossas vidas, aos animais de produção que nos alimentam, e aos que quase nem lembramos, mas que fazem com que nosso universo funcione. Ontem mesmo comemoramos o dia da Abelha, inseto essencial para polinização dos alimentos que consumimos diariamente, e que devido a ações indiscriminadas de pesticidas em lavouras, ou desmatamento, sofrem constantemente mortes em massa.

Lembrar dos animais nesse dia nos levam a uma reflexão do impacto negativo que nossas ações humanada provocam no meio ambiente. Nos últimos anos, aumentou consideravelmente o número de animais emaçados de extinção ou extintos. Em uma década, cresceu 87% a lista de bichos ameaçados de extinção. Em 2008, o Ministério do Meio Ambiente lançou um catálogo com 627 animais em risco. Hoje, o número chegou a 1.173.

O DRAMA DOS PLÁSTICOS NO OCEANO

A cada ano, oito milhões de toneladas do material vão parar nas águas dos oceanos, levando 100 mil animais marinhos à morte, em média, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente. Estima-se que até 2050, pode haver mais plástico que peixes nos mares, devido ao grande número de dejetos de hoje e do futuro, associados a longevidade de mais de 200 anos para a degradação desse tipo de material.

A EXTINÇÃO DOS HABITATS

Isso com certeza está ligado principalmente ao desmatamento sem nenhum controle. Segundo dados do sistema Deter-B do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área em alerta de desmatamento na Amazônia, entre junho a agosto de 2019, teve um aumento de 203,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nós veterinários, inseridos nesse contexto, devemos diariamente educar e conscientizar todos a nossa volta, a buscar uma vida mais sustentável e em equilíbrio com o meio ambiente, com pequenas ações do dia a dia.

O Suicídio na Medicina Veterinária

Fechando nossa série de artigos sobre o mês Setembro Amarelo, trouxemos um tema que, devido aos assuntos apresentados anteriormente, podem culminar no extremo que é o Suicídio. A medicina veterinária é uma das profissões mais propensas ao suicídio devido a diversos fatores que vimos nos artigos anteriores aqui no blog, principalmente causadas por síndromes de esgotamento profissional que levam a exaustão física, emocional e falta de vigor.

Veja aqui um artigo sobre as Síndromes de Esgotamento Profissional!

A pressão por salvar vidas é muito grande, e vem aumentando a cada ano o número de suicídios na nossa profissão. Um estudo da Inglaterra, mostrou que na medicina veterinária o risco ao suicídio é 4 vezes maior que a população em geral.

Quando falamos de suicídio, pensamos que é sempre causado por um transtorno grave como uma profunda depressão. Mas será que as pessoas cometem suicídio só por isso mesmo?

Contextualizando, o suicídio provém de um ato intencional de matar a si mesmo, colocando fatores de risco e incluindo perturbações mentais ou psicológicas como depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia e abuso de drogas ilícitas ou lícitas, como o álcool.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o suicídio representa 1,4% de todas as mortes no mundo tornando-se em 2012 a 15 causa de morte na população em geral. Entre jovens de 15 a 29 anos, é a segunda causa de morte. Aqui, vale a atenção não somente dos médicos veterinários formados, mas também de toda a graduação, que hoje passa por uma geração de muitos desafios em se relacionar, sendo muitas vezes introspectiva em um mundo cada vez mais digital. É extremamente comum o acompanhamento desses alunos de graduação dentro da psicologia e psiquiatria.

Temos um artigo que trata desse assunto!

Esse ato de tirar a própria vida se dá por um estimulo de autopunição, trazidos de uma grande culpa de si. Isso pode ser a junção de vários aspectos no decorrer da vida, como sentir que esta sendo rejeitada na infância pelos pais, tendo a sensação de não ser amada, sofrer Bullying na escola, ser excluído de uma roda de amigos, fazendo então com que o indivíduo cresça com dificuldades de cultivar o amor próprio, a empatia e as relações interpessoais.

Alguns pensamentos suicidas são na maioria das vezes minuciosos e passam despercebido por quem está ao lado da potencial vitima. Pensamentos esses de negação, não merecimento, auto pejorativo, pessimistas, de que nada mais faz sentido em sua vida.

Alguns sinais podem ser observados em se tratando de adultos jovens, ainda na graduação:

– Queda de rendimento nas provas
Alteração na forma e velocidade de raciocínio.

– Mudança de comportamento

o quadro depressivo nem sempre está ligado a melancolia, tristeza e introspecção. Comportamentos como falta de sono, mudança do apetite já podem ser sinais importantes e iniciais

– Ausência de planos para o futuro
Muita insegurança em relação ao futuro, medo do que está por vir, e até mesmo apatia, de não se preocupar em se preparar.

Para isso, é necessário todos termos algumas cartas na manga para que, quando cruzar com alguém que esteja nesses momentos difíceis, consiga-o ajudar. Esse alguém pode ser um colega de universidade.

– Preste sempre atenção em colegas mais quietos, introvertidos, sendo proativos em convida-los para conversas em grupos

– Ouça com atenção e acolha, pois escutar o que o outro diz é a melhor forma de se sentir acolhido;

– Não faça comentários que expressem julgamento, proponha assuntos interativos, algo que o agrada muito e, se for alguém de maior intimidade, piadas são uma excelente forma de quebrar o gelo e conseguir mais interação;

O mais importante é que se observou algum comportamento depressivo, estimule-o a procurar ajuda de um profissional especializado para tomar as medidas necessárias, e sempre o acompanhar para que se sinta protegido e acolhido com bons amigos.

Escrito por:
Filipe Carnevalle
João Amadio