Neoplasias de Costela e Parede Torácica – Lançamento Pós em Cirurgia

É com grande orgulho que nós realizamos na última semana o lançamento da Pós-Graduação Semi-Presencial em Clínica Cirúrgica de Animais de Companhia da VeteduKa!

Para comemorar, nós convidamos a Professora Doutora Maria Angélica Baron, diplomada pelo CBCAV, para ministrar uma palestra sobre neoplasias de costela e parede torácica em nosso estúdio.

Caso tenha ficado interessado, clique aqui para conhecer a nossa Pós e veja a programação completa. Serão 19 módulos, além de aulas práticas para treinamento dos alunos. 

Gastroenterologia veterinária: conheça mais sobre essa especialidade

É muito comum os cães possuírem algum distúrbio digestivo, é uma casuística expressiva entre os atendimentos. A gastroenterologia veterinária pesquisa meios para solucionar e controlar as alterações no trato gastrointestinal do animal, sejam elas agudas ou crônicas. Por ter inúmeras patologias, que englobam doenças periodontais, ingestão de corpos estranhos, parasitoses, viroses, alergias, bacterioses, inflamações e neoplasias, é uma área que necessita de muita investigação, normalmente feita através de exames. Através desses procedimentos é conhecido o interior dos órgãos que compõem o trato digestivo, revelando, se o cão possui apenas um mal-estar ou uma disfunção mais grave.

Diagnóstico assertivo

As principais investigações realizadas por um médico veterinário são a endoscopia e ultrassonografia. A endoscopia deve ser dominada por um especialista do ramo, ainda que seja um estudo minimamente invasivo, é feito com anestesia geral, e que permite verificar a vitalidade do trato intestinal, vias aéreas altas e baixas, trato urinário, cavidade abdominal e torácica, articulações, e recolher material para análise histopatológica, de maneira rápida e segura, priorizando o bem estar animal. Com essa técnica moderna e detalhada, e exames complementares, como hemograma, há um diagnóstico preciso, que irá direcionar uma terapia correta e eficaz.

Avanços na área

A endoscopia é dada do século XIX, mas só no final do século XX houve melhoramento nas lentes do endoscópio, facilitando a visualização dos órgãos e o diagnóstico, atualmente, ela se mostra ainda mais benéfica, auxiliando na remoção de corpos estranhos, cirurgias laparoscópicas e das articulações. Com esse exame, o veterinário cede ao animal mais conforto, durante e o exame e a recuperação, sendo esta rápida e sem mais complicações, podendo ser realizada no ambulatório. Além disso, é feita com dois tipos de endoscópios, os rígidos e os flexíveis, estes são utilizados para visualizar o trato intestinal e vias aéreas, aquele, para visualizar o reto, cavidade nasal, trato urinário, articulações, cavidade abdominal e torácica.

Alta aplicabilidade

O conhecimento dessa especialidade é significativo para todos os momentos da vida do pet, nos mais jovens há doenças causadas majoritariamente por vírus e parasitas intestinais, assim como irritações causadas por alergias ou intolerâncias ainda não conhecidas, ou adaptação de dieta. Nos adultos, em geral, é visto em maior ocorrência inflamações, neoplasias, tumores e doenças relacionadas ao fígado e  pâncreas.

 

Diante disto, cabe ao gastroenterologista lidar com diversos quadros, os quais podem acarretar em uma mudança de hábitos (tanto do paciente quanto do tutor), intervenções cirúrgicas e tratamentos vitalícios. A orientação nutricional, inclusive, faz parte dos encargos desse veterinário, assim como uso de medicamentos antidiarreicos, laxantes, protetores gástricos, antieméticos, vermífugos, antibióticos, suplementos, imunossupressores e manipular fluidoterapia.

Panorama do mercado

A consulta com esse especialista deve ser frequente mesmo que não haja doenças crônicas, uma vez que previne futuras enfermidades, um bom entendimento acerca de GE se mostra crucial para os atuantes da área, já que além de prevenir e tratar patologias gastrointestinais, pode observar colateralidade de doenças de outros órgãos, como na doença renal. Por isso, um clínico se destaca no mercado de trabalho possuindo conhecimento aprofundado em gastroenterologia, é uma área crescente que dá apoio a todas as outras.

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Você já se imaginou como um imaginologista? Saiba mais sobre o diagnóstico por imagem veterinário!

Há muito tempo não é mais preciso adivinhar o diagnóstico apenas com manifestações externas das patologias. Graças ao diagnóstico por imagem veterinário, o médico tem amplo conhecimento do que ocorre nas cavidades dos animais consultados.

Avanços na área

A especialidade de diagnóstico por imagem tem como característica a tecnologia, essas duas áreas se complementam e co-evoluem, logo, é necessário que o veterinário esteja sempre antenado nas inovações e melhoramentos do equipamento. Assim como, é indispensável que o especialista forme parcerias com outras áreas, já que o diagnóstico de imagem deve ser solicitado por um cirurgião, clínico ou outro profissional, agregando e complementando os exames.

Uma vez que os animais não podem nos dizer se estão com dor, e onde estão sentindo incômodo, cabe ao profissional tomar as providências necessárias para descobrir, com a maior agilidade possível, porquê o paciente está desconfortável. Da mesma maneira, o médico deve usar seu bom julgamento para indicar os exames e procedimentos realmente úteis para os casos, evitando exames desnecessários e agilizando o tratamento adequado. Por isso, mais uma vez, a colaboração com outros clínicos é importante, a soma das experiências em diversas áreas apenas melhora o atendimento e a terapia.

Diagnóstico assertivo

O diagnóstico por imagem é primordial para uma correta identificação dos quadros de saúde, é uma ferramenta que auxilia na investigação de cenários de animais grandes e pequenos, domésticos e silvestres. 

Esse ramo possui uma ampla gama de exames que resumem-se em ressonância magnética, tomografia computadorizada, ecografias, endoscopias, ecocardiogramas, mielografia, ecodopplercardiograma, uso de anestesia e contraste. E os exames mais conhecidos como raio-X e ultrassom, esses procedimentos requerem, na maioria das vezes, que o paciente se mova o menos possível para uma obtenção clara das imagens, sem a necessidade de precisar repetir e causar mais incômodo ao animal.

Cuidados ao paciente e segurança do MV

Ao contrário do seu humano, é difícil manter um pet tranquilo, a viagem à clínica, uma ambiente estranho e a socialização com outras pessoas e animais já pode o deixar bem perturbado, por isso pode haver a necessidade de sedação, ainda que o processo seja rápido e específico. 

 

O médico deve ter a perícia de segurar o paciente na posição correta para uma boa imagem, mesmo em lugares pequenos e mais específicos. Quando se concerne a animais selvagens, para a preservação da equipe e do selvagem, é preciso o uso de sedativos e equipamentos de segurança (EPI’s), em particular, nos exames de radiografia. 

 

Tais intervenções precisam de mais atenção do que as outras, já que há a utilização de materiais radioativos, que mal manipulados, causam grandes males à saúde, humana e animal. Tanto, que esses profissionais têm uma carga horária diferente da habitual, trabalha-se apenas quatro horas diárias, com férias de vinte dias a cada seis meses seguidos de trabalho, portanto, 40 dias de férias por ano, usualmente o trabalhador recebe 30 dias de férias por um ano de trabalho. Além disso, quem atua diretamente com radiografia tem direito a aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

Panorama do mercado

O mercado de trabalho para o diagnóstico por imagem é extenso, já que são estratégias primordiais para a identificação dos quadros e laudos. Ainda assim, há escassez de mão de obra especializada que saiba operar os equipamentos, já que requer formação e conhecimento apurado. As principais atuações são em hospitais e clínicas, podendo, com uma pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), seguir o ramo da docência. 

Titulo de especialista

O Conselho Federal de Medicina Veterinária regulamentou no dia 06 de fevereiro a concessão de Título de Especialista em Diagnóstico por Imagem na Medicina Veterinária. A Associação de Radiologia Veterinária é a entidade habilitada para conferir a especialidade aos médicos veterinários nos próximos cinco anos.

Caso seja do interesse do médico veterinário, o mesmo deverá solicitar o título ao CRMV de seu respectivo estado. Confira em maiores detalhes clicando aqui.

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Como me tornar especialista em dermatologia veterinária?

A dermatologia veterinária é uma área de atuação crescente, já que a maioria das patologias caninas e felinas são dermatológicas. A pós-graduação nesse campo é determinante para que o médico veterinário consiga diagnosticar e tratar com rapidez e eficiência os casos que possam ser apresentados.

Cuidados com o paciente

Pele, unha e orelhas são os objetos do estudo dessa formação, e da anamnese até cirurgia, esse profissional deve ser capaz de interligar diversos aspectos da vida e comportamento do pet, como lugares que frequenta, alimentação, medicamentos e higiene. Uma consulta de um médico veterinário dermatologista consiste em identificar o animal, realizar a anamnese, um exame clínico geral e pedir exames laboratoriais complementares. Desse modo, a especialização no ramo torna-se essencial para identificar casos específicos, raros e complexos, que apenas com uma boa formação é possível.

Procedimentos de um dermatologista

Com isso, há procedimentos padrões e corriqueiros que esse especialista realiza que devem ser dominados com destreza, como: biópsia, a análise patológica de um pequeno fragmento de pele ou mucosa;  elaborar culturas, fúngicas ou bacterianas, que ajudam a determinar o medicamento e tratamento necessário para cada infecção; a citologia, técnica de recolher células para uma análise laboratorial; realizar otoscopia com precisão, correspondente ao exame do canal auditivo; patch test, o qual o animal é exposto a diferentes alérgenos, para determinar se há reação alérgica e o sua intensidade; e a curetagem, que consiste na raspagem de pele do pet, para realizar culturas, citologia e biópsia, sendo capaz de identificar inúmeros parasitas.

Sendo assim, é notável que a dermatologia veterinária agrega muito na discussão, diagnóstico e terapia das doenças de pele, como também na prevenção e acompanhamento, melhorando a qualidade de vida dos animais. Como resultado, o mercado de trabalho vem se expandindo, o desempenho dessa pós-graduação é visto em pequenos e grandes hospitais, clínicas particulares, docência e consultoria, tal qual uma boa instrução é fundamental para conseguir uma boa posição nesse mercado. Essa área é ideal para quem busca aperfeiçoar e se aprofundar sobre doenças de pele e bem estar animal, ter segurança, agilidade e autonomia com protocolos e exames, em animais de grande, média e pequeno porte.

Problemas comuns em cães e gatos

Com uma abordagem direcionada para o dia a dia da clínica médica, as disfunções mais comuns nessa especialidade são:

para cães: dermatites, otites e sarna;

para gatos: micoses, sarna sarcóptica, piodermite, acne e esporotricose.

Atualmente, há uma tendência de priorizar tratamento, atendimento e acompanhamento especializado para os animais, assim como a medicina humana,  a especialização veterinária tem uma postura mais experiente e restrita, que vai além dos procedimentos de rotina dos ambulatórios. Contudo, ao contrário da humana, a veterinária precisa abranger uma ampla gama de espécies, que na maioria das vezes, possuem diferenças fisiológicas, e consequentemente, distintas manifestações de enfermidades. Além disso, comumente as alterações e etiologias dermatológicas são semelhantes e os exames se sobrepõem, tornando muito mais difícil identificar e tratar os diversos animais e patologias sem uma pós-graduação. A dermatologia veterinária apresenta os maiores avanços, entre as especialidades, em diagnóstico e tratamento, ela está em constante desenvolvimento, reafirmando a necessidade de um profissional qualificado atuando como perito.

 

Panorama do mercado

Uma das grandes dúvidas de estudantes e médicos veterinários é em relação a obtenção do título de especialista na nossa profissão.

Para que um médico veterinário se torne especialista é necessário que este seja reconhecido por uma instituição de classe responsável pela titulação, seja uma associação ou um colégio nacional, por exemplo. Na dermatologia o título de médico veterinário especialista em dermatologia veterinária é conhecido desde 2013 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV).

Para isso, além de uma prova teórica, o pleiteante deverá ter uma série de pré-requisitos, dentre eles:

  1. Pagamento da taxa de inscrição no valor de R$1000 (segundo o ultimo edital publicado).
  2. Certificado de aprovação em curso de especialização em dermatologia veterinária reconhecido pelo MEC e pela ABDV.
  3. Certificado de conclusão de Programa de Residência Médico Veterinário, creditado pelo CFMV, que contemple atividades teórico-práticas da área otodermatológica
  4. Título de mestre na área específica, contemplando dissertação com enfoque otodermatológico.
  5. Título de  doutor na área especifica, contemplando tese com enfoque otodermatologico.

O solicitante que não dispuser dos títulos ou certificações de conclusão poderá pleitear o título desde que apresente memorial circunstanciado e plenamente documentado demonstrando de forma inequivoca sua experiencia, há pelo menos oito anos na área da especialidade, e que logre aprovação na prova de conhecimentos específicos.

Maiores informações sobre a titulação de especialista em dermatologia veterinária poderão  ser encontradas diretamente no site da SBDV: www.SBDV.com.br.

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Oftalmologia Veterinária: O que você precisa saber sobre a especialidade

Leandro Lima – Oftalmologia

A oftalmologia é a especialidade responsável pelo estudo dos olhos e pálpebras e já é uma realidade em médios e grandes centros do país. Em 2018 o Colégio Brasileiro de Oftalmologistas Veterinários (CBOV) foi outorgado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária a conceder o título de Especialista em Oftalmologia Veterinária a médicos veterinários que estejam aptos para tal. Para isso, existem alguns pré-requisitos, como: 

  • 1) Graduação em Medicina Veterinária e registro ativo no CRMV. 
  • 2) Ter publicação, como autor ou co-autor, de dois (2) artigos científicos na área de oftalmologia e em revista indexada em bases eletrônicas de qualidade científica (Qualis Capes A1, A2, B1, B2); 
  • verifique em: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf 
  • No Evento de Classificação, selecionem CLASSIFICAÇÕES DE PERIODICOS QUADRIÊNIO 2013-2016; coloquem MEDICINA VETERINARIA na área de avaliação, e preencham com o nome da revista OU o ISSN da mesma. 
  • 3) Comprove pelo menos 05 (cinco) anos para os que possuírem os títulos de Doutorado ou Pós-Doutorado ou, 08 (oito) anos para os que possuírem os demais títulos de atividades em Oftalmologia Veterinária, em Instituições governamentais ou privadas, reconhecidas pelo CBOV como adequadas para o seu treinamento. 

O médico veterinário especialista ou especializado em oftalmologia é versado nas mais diferentes nuances da fisiopatologia de doenças oculares e palpebrais de cães e gatos. Dentre estas doenças, destacam-se as com maiores casuísticas, como: conjuntivites; ceratities não ulcerativas e ulcerativas; uveítes e traumas; glaucoma; cataratas e demais doenças palpebrais, como entrópios. Senso assim, é importante que além do profissional possua conhecimento clínico, tenha amplo conhecimento cirúrgico, visto que a grande maioria das doenças oftálmicas carece de intervenção cirúrgica.  

Para você conhecer mais sobre a especialidade o Prof. Dr. Leandro Lima criou, em parceria com a VeteduKa, um curso exclusivo sobre oftalmologia veterinária, abordando desde conceitos básicos até os principais aspectos das doenças oculares. Confira a programação completa clicando aqui. 

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