Como me tornar um especialista?

Já não é novidade que os tutores estão se tornando cada vez mais exigentes quanto os profissionais que prestam serviços veterinários para os seus animais. Por isso, as especializações estão sendo cada vez mais almejadas por médicos veterinários por todo o Brasil.

Entretanto, você sabia que os termos “especialista” e “especializado” não remetem ao mesmo significado?

Apesar de terem uma certa semelhança, diante do regramento ético aplicável ao profissional médico-veterinário, o uso indevido do título pode até mesmo resultar em infração ética-profissional.

Mas afinal de contas, qual é a diferença entre “especialista” e “especializado”?

As especializações são programas de aprimoramento profissional da categoria latu sensu, podendo se enquadrar em residências, pós-graduação e especializações propriamente ditas.

Com exceção da residência, que possui uma carga horária de mais de 5 mil horas, as demais especializações e MBA’s brasileiras devem conter no mínimo 350 horas, segundo as diretrizes do MEC. Entretanto, todas buscam o aperfeiçoamento do profissional médico veterinário, até o ponto de o mesmo considerar-se especializado na área.

Mesmo depois de ter concluído um programa de especialização, para apresentar-se com especialista é necessário se submeter à prova de especialista do CFMV.

“O termo “especialista” na medicina-veterinária é um título conferido pelo CFMV por intermédio de entidades que cumprem os requisitos em resolução que trata sobre especialidades veterinárias (Res. CFMV 935/2009), e aquele que pretende obter o título de especialista deve se submeter a prova elaborada por uma dessas entidades habilitadas pelo CFMV (Resoluções do CFMV noticiam quais entidades estarão credenciadas).”

Para fazer a prova pelo título, o profissional precisa ter completado curso de especialização com carga horária mínima de 400 horas teóricas e 100 horas práticas em no máximo 36 meses. Além disso, também é necessário apresentar um memorial documentando o desempenho em funções específicas na área pelo prazo mínimo de 5 anos.

Após a condecoração, o título é válido pelos próximos 5 anos, em que o médico veterinário deverá comprovar que permanece atualizando-se na área de atuação.

O CFMV permite que cada profissional tenha até duas especializações, sendo as reconhecidas pelo órgão: Higienistas de Alimentos, Radiologia, Oftalmologia, Patologia, Cardiologia, Clínica Médica de Pequenos Animais, Acupuntura, Dermatologia, Oncologia, Medicina Veterinária Intensiva, Cirurgia Veterinária, Anestesiologia, Homeopatia, Medicina Felina e Medicina Veterinária Lega.

Mas caso eu não tenha feito a prova, como devo me apresentar?

O termo correto para quem participou de um programa de especialização, mas não se submeteu à prova do CFMV é “especializado”.

O Código de Ética Médico-Veterinário prevê como infração ética o profissional que se anunciar especialista sem ter atendido aos requisitos exigidos pelo CFMV (Art. 8º, XIV Cód. Ética), além da possibilidade de infração ética por atrair clientela de modo desleal (Art. 10º,V Cód. Ética), já que ao anunciar seus serviços como especialista pode atrair público com interesse na especialidade declarada, mesmo que não reconhecida pelo Conselho Federal.

Dê o seu primeiro passo para se tornar um especialista com a Pós-graduação em Clínica Médica de Animais de companhia com a VeteduKa! Clique aqui para conhecer o programa. 

Fonte: JusBrasil

Residência, especialização, mestrado e doutorado, qual a diferença entre cada um deles?

A busca por profissionais especializados é uma tendência que veio para ficar na medicina veterinária. Seja por meio da residência, especialização ou mestrado, as pós graduações estão se tornando algo comum em nossa profissão e, para que o profissional se destaque, estes cursos já estão praticamente se tornando obrigatórios por exigência do mercado.

Embora a resposta seja muito simples, muitas pessoas ficam em dúvida quanto a diferença entre residência, especialização, mestrado e doutorado. Vamos falar melhor sobre cada uma destas especializações a seguir!

Antes de mais nada, vamos entender a diferença entre pós-graduação lato sensu e strictu sensu. Strictu sensu são aquelas consideradas “estritas” e que valem como título, como o mestrado e doutorado e ao final do curso o aluno receberá um diploma. Já as lato sensu são especializações (incluindo MBA, com carga horária mínima de 360 horas) e, ao final do curso, o aluno recebe um certificado.

Conheça cada um deles

A residência é uma pós-graduação que possui um tipo de modalidade específica. Na medicina veterinária quem fiscaliza e controla esta formação é o MEC, por meio da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde, nós acabamos entrando na mesma regulamentação de cursos como odontologia, farmácia e enfermagem.

Semelhante a residência, há os programas de aprimoramento profissional. A principal diferença entre estas duas pós-graduações se dá principalmente pelo reconhecimento que as residências multiprofissionais e em área profissional da saúde são orientadas pelos princípios e diretrizes do sistema único de saúde (SUS). Além disso, os valores de bolsas para os programas de residência em medicina veterinária são determinados pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS/MEC, enquanto a bolsa de estudos mensal para os programas de aprimoramento profissional deve ter como referência um valor correspondente a, no mínimo, 70% (setenta por cento) da bolsa de mestrado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC).

As especializações consistem em cursos lato sensu que informam, atualizam e capacitam o profissional que está no mercado de trabalho. Diferentemente da graduação, generalista por excelência, a especialização confere habilidades técnicas específicas a determinado tema, com programas nas mais diversas áreas de conhecimento.

O mestrado e doutorado são pós-graduações strictu sensu mais específicas para pessoas que desejam seguir a carreira acadêmica. Ao contrário dos demais programas de pós-graduação, que possuem uma carga considerável de horas/prática, o mestrado e doutorado são essencialmente teóricos, visto que você terá que desenvolver um experimento e escrever uma dissertação defendendo sua hipótese perante uma banca de pesquisadores.

O que recomendaríamos para um recém-formado

Sem sombra de dúvidas iniciar pela residência ou por uma especialização lato sensu. Mesmo que você queira a área acadêmica, entrar direto no mestrado pode não ser tão interessante, visto que a experiência que você adquire na residência é enorme, principalmente para quem seguir a área clínica. O mestrado exige uma certa maturidade e bagagem a mais para você realizar o seu experimento e a sua dissertação, que um recém formado nem sempre possui.

Conheça o a pós-graduação em clínica médica de animais de companhia da VeteduKa!