PodCast #8 – Live – Marketing digital para veterinarios em momentos de crise!

PodCast #6 - Live - Antibioticoterapia

Podcast onde o professor MV MSc Luiz Guilherme Corsi comenta sobre o Marketing digital para veterinários em momentos de crise, dando dicas sobre criação de artes, mídias pagas entre outras coisas importantes para melhorar seu marketing pessoal nessa crise!!

Acesse nosso link e confira a live completa! 

PARTICIPANTES DO PODCAST

 
MV MSc Luiz Guilherme Corsi

 – @lgcorsi

– @vetdadepre 

Duração do podcast: 1 hora e 45 minutos e 43 segundos. Data: 26 de junho de 2020.

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Medicina veterinária brasileira no combate ao COVID-19

med vet brasileira

Com o agravamento da COVID-19, segmentos distintos de profissionais da saúde estão se unindo na corrida por uma vacina ou tratamento eficaz contra o Sars-Cov-2. Entre o grupo, também estão os médicos veterinários.

Todos os medicamentos que utilizamos hoje no tratamento de doenças são previamente testados em animais, passando pelas mãos de médicos veterinários, que são encarregados de certificar a eficácia e segurança da substância antes de chegar ao mercado farmacêutico. Na busca por uma droga capaz de conter o novo coronavírus, não é diferente, com médicos veterinários por todo o mundo trabalhando para desenvolver substâncias capazes de tratar a infecção provocada pelo SARS-CoV-2.

A participação do Brasil na busca pela cura

Até agora, no Brasil, temos duas pesquisas conduzidas por médicos veterinários que vêm ganhando repercussão na mídia. Um destes estudos envolve a produção de um soro hiperimune por meio do plasma de cavalos, enquanto o outro foca na produção de um medicamento feito de nanocorpos derivados de lhamas.

Soro hiperimune

Vinculado à secretaria de estado de saúde do estado do Rio de Janeiro, o Instituto Vital Brazil (IVB) está desenvolvendo uma pesquisa comandada pelo médico veterinário Luiz Edurdo Ribeiro da Cunha sobre um soro produzido por meio do plasma sanguíneo de cavalos infectados com o SARS-Cov-2.

O estudo envolve a inserção do vírus em 10 cavalos para estimular a criação de anticorpos. Cinco deles receberam a proteína S (espinho) do Sars-Cov-2, enquanto os outros cinco foram expostos a amostras inativadas do vírus. A produção dos anticorpos deve acontecer entre 4 a 6 semanas a partir do momento que os animais foram infectados.

Com a presença dos anticorpos, o plasma extraído destes cavalos passará por um processo industrial para o desenvolvimento de uma droga que deve neutralizar o vírus. Tal método já é utilizado para produção de outros soros, como o antirrábico, ou para venenos de animais peçonhentos através do plasma destes equinos.

Se bem sucedido, o medicamento poderá ser utilizado em praticamente todos os níveis da doença COVID-19, auxiliando desde a pacientes com sintomas leves, até os indivíduos que desenvolvem a forma mais grave da infecção.

Segundo Luiz Eduardo Ribeiro: “com certeza o médico-veterinário, com todo o seu conhecimento em virologia e imunobiologia, é importantíssimo neste projeto. Desde todo o conceito de saúde única, levando em consideração até mesmo a origem do vírus, que pode ser uma zoonose, passando pela sanidade e o bem-estar dos animais, a produção do soro hiperimune e o controle de qualidade”.

O M.V. ainda destaca que os cavalos são exemplares perfeitos para condução de um estudo deste tipo, considerando que a espécie é encontrada facilmente em todo o mundo, o que permite a padronização do soro, além serem excelentes doadores de sangue.

Os animais estão recebendo todos os cuidados essenciais para que seu bem-estar seja mantido durante o período de pesquisa… “Os cavalos são bem tratados e bem alimentados, além da questão sanitária. Tomamos todos os cuidados para que o organismo não seja afetado. As hemácias voltam para o corpo do animal, porque o que nos interessa é o plasma, que é o material-base do nosso trabalho”, informa.

Nanocorpos de lhamas

Na Bélgica, um grupo de pesquisadores estadunidenses e alemães publicaram um artigo na revista científica Cell, relatando a imunização de uma lhama batizada de Winter, que havia sido infectada com uma mistura de proteínas do Sars-Cov-2.

Após ter contato com o vírus, o animal produziu nanocorpos que foram capazes de neutralizar o agente, não somente em seu organismo, mas também em estudos in-vitro.

Utilizando a publicação belga como referência, cientistas da Unesp de Botucatu desenvolveram um projeto para criar um medicamento através dos nanocorpos gerados como resposta imune na lhama.

Nanocorpos de camelídeos já são utilizados na medicina em casos de doenças degenerativas, e seu uso é investigado para tratamentos de outros vírus como HIV e influenza.

O estudo está sendo coordenado pelo médico veterinário Rui Seabra Ferreira Júnior, que conta com uma equipe formada por médicos, farmacêuticos, bioquímicos, biólogos e outros sete veterinários.

Segundo Seabra: “uma vacina faz com que o organismo humano seja capaz de produzir anticorpos contra a doença. A gente vai ‘vacinar’ as lhamas para que elas produzam os anticorpos que a gente quer. O soro, se der certo, já age como um tratamento”.

Entretanto, como as pesquisas até o momento foram feitas apenas no modelo in-vitro e ainda não há como ter certeza quanto à eficácia do tratamento: “a pesquisa básica da Bélgica nos mostra que ele é eficaz in-vitro. Logicamente, na hora que colocar no corpo humano, pode não ter uma percentagem de neutralização grande. Os estudos vão mostrar qual é a melhor dose para cada tipo de paciente, se há diferença de dose para pacientes graves ou com sintomas iniciais”, explica o médico veterinário.

Seabra ainda enaltece que a medicina veterinária talvez seja uma das profissões mais adequadas para realizar esse tipo de estudo, pois o médico veterinário possui capacitação para entender componentes básicos de uma doença por meio de suas características bioquímicas, imunológicas, patológicas e fisiológicas.


Fontes: CFMVCRMV-SPCRMV- RJ e revista científica Cell, adaptado pela equipe VeteduKa.

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PodCast #7 – Live – Saúde Intestinal

PodCast #6 - Live - Antibioticoterapia

Podcast onde a professora Carolina Trochmann conversa a respeito da saúde intestinal, falando a respeito dos tratamentos envolvidos, da fisiopatogenia da doença e dicas sobre o tema!!

PARTICIPANTES DO PODCAST

 

Profa. Carolina Trochmann

 – @caroltrochmann

Duração do podcast: 1 hora e 19 minutos e 43 segundos. Data: 19 de junho de 2020.

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Medicina transfusional veterinária

A medicina transfusional veterinária vem se destacando nos últimos anos devido a sua grande contribuição na terapia em urgências e emergências. É notório que cada vez mais ela evolui em seus processos de triagem dos doadores, processamento e armazenamento de hemocomponentes, buscando sempre a qualidade e segurança dos seus produtos. Um ponto muito importante na cadeia da medicina transfusional veterinária está na captação, seleção e triagem dos doadores. É realmente nessa etapa que iniciamos com o grande foco que é a segurança.

A captação envolve grande empenho no marketing, muitas vezes com foco nos próprios clientes da clínica e de parcerias com outros serviços e criadores, além de canil de corporações do serviço público. No nosso serviço, o que mais se adaptou foi a busca de doadores com ações em mídias sociais e na indicação dos atuais doadores. Porém alertamos, que após a efetivação do doador no plantel do banco de sangue, muito deve se fazer para a fidelização no projeto, e que não se perca no desenrolar do tempo. A melhor forma disso acontecer é fomentar a ação social que o doador está realizando e o impacto no auxílio de terapia dos receptores.

O próximo passo é a realização da seleção e triagem. Um doador deve permanecer em média dois anos no plantel e, portanto, deve estar com a saúde em perfeitas condições, nunca ter passado por doenças graves, procedimentos cirúrgicos, que não os eletivos, e nunca ter recebido transfusão sanguínea. A realização de um exame clínico detalhado e exames de hematologia e bioquímica podem evidenciar potenciais disfunções orgânicas que impedirão a doação. Exames complementares de sorologia e/ou PCR trazem muita segurança no processo e devem sempre ser realizados. Estar atento também a doenças endêmicas na área de trabalho, buscar a manutenção da sanidade e a proteção do doador é essencial. Mantê-lo livre de ecto e endoparasitas mantém o doador sempre saudável e com o hemocomponente livre de doenças que podem ser vinculadas ao receptor. Isso se consegue com produtos comerciais destinados a esse propósito, mas também de um ambiente salubre, sem matéria orgânica e sem umidade excessiva.

Processamento do sangue total

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Concentrado de hemácias

A bolsa de sangue é processada em uma centrífuga, que gira a rotações específicas, com temperatura controlada. Em duas fases de centrifugações seriadas, separa a bolsa de sangue total em três hemocomponentes: o concentrado de hemácias, o plasma fresco congelado e concentrado de plaquetas. Essa separação é importante, pois dessa forma teremos a possibilidade de transfundir somente o componente do sangue que receptor necessita, minimizando os riscos das reações transfusionais. Enfim separados, os hemocomponentes são então armazenados e, cada qual, necessita de uma tecnologia para a manutenção de temperatura e particularidades como descrito a seguir.

Plasma fresco congelado

Com certeza, o hemocomponente que necessita mais tecnologia é o plasma fresco congelado. Isso porque, para a manutenção de todos os seus componentes, deve iniciar seu congelado em tempo não maior que oito horas após a coleta da bolsa de sangue. Isso se consegue com baixíssimas temperaturas, não conseguidas em freezers comerciais. Orientamos a manutenção do congelamento em – 30 graus centígrados, pois nessas condições poderá ser armazenado por um ano. Após esse período, perde alguns de seus componentes e, é então, denominado plasma congelado.

Concentrado de plaquetas

As plaquetas, quando mantidas em repouso, se agregam e inviabilizam o tratamento. Portanto, o concentrado de plaquetas deve ser mantido em temperatura de 22 graus centígrados, sob agitação constante e com manutenção criteriosa. Deve permanecer nessas condições não mais que cinco dias e, com certeza, é o grande desafio de um banco de sangue.

Hemocomponentes e suas utilizações

Saber escolher a melhor hora de indicar um hemocomponente é tanto ou mais importante para a segurança que todo o seu processamento e armazenamento. Transfundir em hora errada ou transfundir o hemocomponente desnecessário, em algumas ocasiões, será pior que não ter realizado a transfusão. Para tanto, o médico-veterinário deve sempre se atentar ao paciente como um todo e não particularizar o número estabelecido como gatilho transfusional. O gatilho existe e deve ser usado com uma base de protocolo, porém a transfusão deve ser decidida baseada em informações do exame clínico seriado do paciente e levado em consideração dados semiológicos da resenha e anamnese, onde poderão nos trazer informações valiosas como a idade, doenças e transfusões anteriores, comorbidades entre outras. Um paciente jovem tem, sem sombra de dúvidas, condições de se adaptar ao evento de queda de hemoglobina muito mais eficientemente que um doente idoso, fazendo com que a conduta de transfusão restritiva ser mais interessante e de menor risco que a liberal. Eventos agudos com o trauma irão se beneficiar se formos mais liberais, devido a seu tempo agudo de ocorrência, enquanto eventos mais crônicos como a sepse, a opção restritiva pode ser a melhor. Porém, tudo vai depender da condição e evolução do paciente no período de tratamento.

Gatilho transfusional

Anemia

A anemia está presente na rotina de atendimento de uma maneira constante. Doenças crônicas e agudas como os traumas, representam grande parcela. Manter o paciente estável, que passa por grande estresse fisiológico devido aos eventos, deve ser o principal foco de tratamento. Buscar a manutenção de uma condição de oxigenação, onde a entrega de oxigênio aos tecidos adequada, traz um benefício imensurável, já que a manutenção da hipóxia irá levar morte celular e consequente disfunção orgânica. Isso é evidente também durante os procedimentos anestésicos, onde o preparo do paciente anteriormente ao procedimento, pode fazer muita diferença no desfecho final do procedimento. O concentrado de hemácias é o hemocomponente que cumpre esse papel e deve ser calculado conforme o peso do receptor. Possui um hematócrito que fica entre 70 e 80%, e deve ser transfundido na proporção de 10ml para cada quilograma do receptor, elevando seu hematócrito em 10%.

Coagulopatias e hipoalbuminemia

Muito mais presente que diagnosticada, em parte por negligência e outra por falta de testes de detecção precoce ainda inviáveis na medicina veterinária, as coagulopatias só são corrigidas com o uso do plasma fresco congelado. Composto de vários fatores de coagulação, o plasma cumpre o seu papel principalmente quando transfundido precocemente nos eventos de coagulopatias. Como a dificuldade de detecção precoce existe, nossa orientação é usá-lo precocemente em enfermidades potencialmente causadoras de coagulopatia intravascular disseminada, como a sepse grave, pancreatites e malignidades em estados avançados, entre outras, e não aguardar sintomatologia clínica de CID. Destas, sem dúvida o evento séptico se destaca, estando presentes em gastroenterites hemorrágicas, infecções uterinas, e internações prolongadas.

O plasma pode ser também usado na reposição de albumina. Porém atenção especial deve ser dada a esse uso, se limitando somente a pacientes com hipoalbuminemia transitória e com potencial de produção posterior ao evento. Não devemos, por exemplo, usar em uma cirrose hepática, onde a condição de síntese proteica não mais existe. Para correção de hipoproteinemia, o cálculo de 50 ml de plasma para cada quilograma de peso do receptor irá elevar a albumina sérica em 1g/dL.

Trombocitopenia

Sangramentos por queda de plaquetas devem ser tratados com concentrado de plaquetas. Porém, a trombocitopenia por si só não é a única indicação de uso. A escolha certa está na condição de trombocitopenia associada a sangramento. Lembramos que um paciente pode permanecer sem sangramento e até mesmo ser submetido a procedimentos cirúrgicos em estado trombocitopênicos leves a moderados. Portanto, podemos dividir a indicação de transfusão de concentrado de plaquetas em: terapêutico quando há trombocitopenia associada a sangramento e profilático, e quando no perioperatório adequamos as plaquetas a níveis aceitáveis para o procedimento cirúrgico em questão. O cálculo para é de uma unidade de concentrado de plaquetas para cada 10 quilogramas do receptor.

Tipagem sanguínea e teste de compatibilidade

A tipagem sanguínea é essencial na segurança do procedimento de transfusão. Os cães e gatos possuem diversos tipos sanguíneos, mas o tipo sanguíneo mais testado é o DEA 1.1 que pode ser negativo e positivo. É feito por meio de cartões, sendo fácil, rápido e intuitivo sua realização. Deve-se sempre ter a tipagem sanguínea do doador e receptor quando necessitamos de transfusão. Os bancos de sangue já possuem seus doadores testados, sendo então a requisição do tipo sanguíneo para a transfusão. O teste de compatibilidade é essencial de ser realizado. A compatibilidade entre o sangue de dois indivíduos é determinada através desse teste, também chamado de “Prova Cruzada”. O sangue do doador é testado contra o sangue do receptor para verificar a ocorrência de aglutinação das hemácias (formação de grumos – aglutinação), indicativa de incompatibilidade.

Conclusão

Buscar um tratamento adequado, minimizando os riscos do paciente deve ser uma busca constante. Isso é extremamente factível a todos, desde que respeitado os preceitos de avaliação detalhada do paciente e uso de protocolos estabelecidos.

Conheça a PetTransfusion

A Pet Transfusion é uma empresa pioneira em hemocomponentes localizada em Curitiba (PR). O objetivo da empresa é levar a medicina veterinária transfusional as clínicas e hospitais veterinários, oferecendo hemocomponentes com qualidade e procedência.

Com uma equipe composta de médicos-veterinários e de auxiliares treinados, está apta a realizar a coleta da bolsa de sangue, sua separação e acondicionamento, bem como a logística de distribuição. Os profissionais estão sempre disponíveis para a orientação da escolha do hemocomponente ideal para a situação.

A Pet Transfusion possui sede própria, composta de equipamentos de laboratório, centrifugação e acondicionamento, de última geração, garantindo validade e qualidade. Além disso, a empresa conta também laboratórios parceiros, que auxiliam no controle de qualidade dos hemocomponentes, realizando testes laboratoriais e de microbiologia, levando segurança ao paciente receptor.

Informações com o médico-veterinário Luciano Marini:

WhatsApp: (41) 99874-1318

E-mail: luciano@pettransfusion.com.br

www.pettransfusion.com.br/

PodCast #6 – Live – Antibioticoterapia

PodCast #6 - Live - Antibioticoterapia

Esse Podcast é uma live que o Prof Diogo Ferreira fez a respeito da Antibioticoterapia na medicina veterinária. Citando casos de internamento em pequenos animais e contando suas experiências com diferentes antibióticos, explicado as cases farmacológicas, para saber qual deve usar em determinadas situações.

PARTICIPANTES DO PODCAST

 

Prof. Mv. Diogo Ferreira da Motta

 – @diogomv.ferreira

Duração do podcast: 1 hora e 11 minutos e 47 segundos. Data: 05 de junho de 2020.

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